ICLEI - América do Sul https://americadosul.iclei.org Governos Locais pela Sustentabilidade Fri, 24 Oct 2025 23:08:42 +0000 pt-BR 1.2 https://americadosul.iclei.org https://americadosul.iclei.org 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 <![CDATA[captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-aspect-ratio-313-350.png Wed, 06 Jan 2021 15:15:50 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-aspect-ratio-313-350.png 400721 300382 0 0 <![CDATA[captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-1.png Wed, 06 Jan 2021 15:15:50 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-1.png 400722 300382 0 0 <![CDATA[Salvador lança Plano de Ação Climática]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300382 Wed, 06 Jan 2021 15:15:50 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300382 O dia 29 de dezembro de 2020 ficará marcado na história de Salvador como a data em que a cidade lançou oficialmente o seu primeiro Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (PMAMC). Entre as diversas ações e objetivos elencados pelo documento está a ambiciosa meta de neutralizar as emissões de carbono na capital baiana até 2049, quando a cidade completará 500 anos. O plano é dividido em quatro eixos estratégicos: Salvador Inclusiva; Verde-azul; Resiliente; e Baixo Carbono. São propostas 57 ações de curto, médio e longo prazos relacionadas à mitigação e à adaptação climática, tendo como horizontes os anos de 2024, 2032 e 2049. Para 2024, por exemplo, a meta geral de mitigação é reduzir em 15% as emissões de GEE em relação a 2018. Iniciativa da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), a elaboração do PMAMC de Salvador foi financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo em Salvador (Prodetur), em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). O documento foi executado por um consórcio composto pelo ICLEI América do Sul, WayCarbon e WWF, além de ter contado com o apoio da C40 e da Agência GIZ de Cooperação Alemã. O gerente de Projetos Técnicos do ICLEI América do Sul, Igor Albuquerque, acredita que o PMAMC apresenta uma clara estratégia para o desenvolvimento sustentável da cidade, trazendo a população, o meio ambiente e o futuro das próximas gerações para o centro das discussões sobre o planejamento urbano. “A combinação entre a liderança política, a alta capacidade técnica dos servidores e o forte engajamento da sociedade civil resultou na seleção de diretrizes, metas e ações que determinarão um futuro com mais oportunidades para a população, mais resiliente e com menos emissões, apoiando movimentos globais no enfrentamento às mudanças do clima.” Além do Plano de Ação Climática, o PMAMC também elaborou um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE); um Guia de Índice de Risco Climático; e uma Análise de Cenários de Emissões Futuras.  O PMAMC também contempla os cinco caminhos de desenvolvimento propostos pelo ICLEI: de baixo carbono, baseado na natureza, resiliente, circular e centrado nas pessoas. “A entrega deste plano consolida Salvador como uma das cidades de referência na agenda climática brasileira. Ambicioso, o plano propõe ações integradas e transversais que apoiarão a transformação de Salvador em uma cidade sustentável”, afirma Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul. Construção coletiva A construção do PMAMC teve início em janeiro de 2020 e foi finalizada dez meses depois, em novembro. Esse processo teve a participação da sociedade civil, da iniciativa privada, da academia, de ONGs, de técnicos da Prefeitura e do grupo de trabalho do PMAMC. Devido à pandemia da Covid-19, grande parte da elaboração do documento aconteceu de maneira remota. Ao longo do processo, foram realizadas 60 consultas, audiências e eventos, que tiveram aproximadamente 1.300 participações e resultaram em cerca de 500 contribuições para o plano. “Em 2013, quando assumi a Prefeitura, a gestão ambiental era inexistente. Salvador se estruturou financeiramente para atender demandas sociais básicas e, concomitantemente, desenhou estratégias para enfrentar desafios climáticos”, disse o ex-prefeito ACM Neto.  “Os desafios apresentados pela mudança do clima são globais, mas, através das ações locais, podemos contribuir para a sustentabilidade do planeta.” O novo prefeito de Salvador, Bruno Reis, lembrou que, para se manter dinâmico na implementação de medidas de adaptação e mitigação, está prevista uma atualização do plano a cada cinco anos.  “O PMAMC foi construído numa sólida base de conhecimento científico, técnico e com a vasta participação das pessoas da nossa cidade. O desafio da neutralização do carbono passa pela inclusão das pessoas mais vulneráveis, pelo desenvolvimento de uma economia verde e sustentável e pela melhoria da qualidade de vida no contexto urbano”, observa Reis. “Esse plano é um marco para a cidade e coloca Salvador em vanguarda na agenda de mudanças climáticas. Tem muita coisa a ser feita para avançar nesta pauta, mas, se não tivermos um horizonte agora, será muito difícil conseguir lá na frente, pois a mudança climática já é real”, declara João Resch, então secretário de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência da cidade. Para a diretora de Resiliência da Secis, Adriana Campello, a crise climática exige a criação de instrumentos capazes de fazer face aos desafios que se apresentam em escala global e local. “O PMAMC apresenta uma oportunidade para avançarmos na agenda de sustentabilidade e resiliência em Salvador.” Confira aqui o Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima de Salvador.]]> 300382 0 0 0 <![CDATA[120220674-3647125282007072-7569064299005475836-n-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/120220674-3647125282007072-7569064299005475836-n-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 14 Jan 2021 19:05:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/120220674-3647125282007072-7569064299005475836-n-aspect-ratio-313-350.jpg 400723 300383 0 0 <![CDATA[mv-mob]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/mv-mob.jpg Thu, 14 Jan 2021 19:05:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/mv-mob.jpg 400724 300383 0 0 <![CDATA[ICLEI manifesta pesar pela morte do prefeito de Goiânia, Maguito Vilela]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300383 Thu, 14 Jan 2021 19:05:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300383 O ICLEI América do Sul lamenta a morte do recém-eleito prefeito de Goiânia (GO), Maguito Vilela, nesta quarta-feira (13/01). Internado desde o dia 22 de outubro para tratar da Covid-19, Vilela lutava contra uma infecção pulmonar diagnosticada na semana passada. Vilela possui extensa carreira política, tendo atuado como vereador, deputado estadual e federal, prefeito, vice-governador, governador e senador. Desde 2007, ano de sua associação ao ICLEI, Goiânia vem aumentando seu engajamento com a agenda da sustentabilidade. Em 2018 a cidade assinou o compromisso com o Pacto de Prefeitos pelo Clima e a Energia e participou das capacitações do ICLEI, na busca por aprimorar o conhecimento instalado na prefeitura para elaborar o inventário de gases de efeito estufa da cidade, um dos primeiros passos para o compliance climático no âmbito do Pacto. Vale citar também a participação ativa de representantes de Goiânia na Coordenação Regional do Centro-Oeste e nas agendas do Fórum CB27, incluindo sua recém adesão ao projeto Bandeira Verde.  Nossos sentimentos aos familiares e amigos de Maguito Vilela e a todas as cidadãs e cidadãos goianienses. ]]> 300383 0 0 0 <![CDATA[captura-de-tela-2021-02-01-as-183631-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/captura-de-tela-2021-02-01-as-183631-aspect-ratio-313-350.png Fri, 29 Jan 2021 19:30:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/captura-de-tela-2021-02-01-as-183631-aspect-ratio-313-350.png 400725 300384 0 0 <![CDATA[captura-de-tela-2021-02-01-as-183631-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/captura-de-tela-2021-02-01-as-183631-1.png Fri, 29 Jan 2021 19:30:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/captura-de-tela-2021-02-01-as-183631-1.png 400726 300384 0 0 <![CDATA[ACA Brasil aposta na ambição para fortalecer o papel do país na agenda climática]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300384 Fri, 29 Jan 2021 19:30:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300384 Sob este lema, foi lançada oficialmente a Aliança pela Ação Climática - ACA Brasil, em evento virtual realizado no dia 28/01 que reuniu pesquisadores, cientistas, governadores, prefeitos e representantes de organizações privadas, estudantis, religiosas e do terceiro setor.  De acordo com o texto declaratório da ACA Brasil, o futuro social e econômico do planeta tem conexão direta com a maneira em que enfrentaremos coletivamente as mudanças do clima. “Tendo em vista a urgência de ações para frear essa mudança climática, propomos uma aliança entre governos estaduais, municipais, mídia, universidades, sociedade civil, empresas, investidores, instituições religiosas, instituições de saúde e outras organizações não estatais, constituindo assim a Aliança pela Ação Climática Brasil.” O Conselho Diretor da aliança é formado pelo ICLEI América do Sul em parceria com a WWF-Brasil, o Centro Brasil no Clima, o CDP América Latina e o Instituto Clima e Sociedade. Até o momento, mais de 40 governos subnacionais, organizações e entidades já aderiram à ACA Brasil, assumindo a responsabilidade de honrar os compromissos pactuados pelo Brasil no Acordo de Paris. Confira a lista atualizada de todos os signatários da ACA Brasil. Para o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, a mudança do clima é uma questão muito complexa que nos atinge globalmente, mas deve ser discutida localmente para obtermos avanços concretos. "O ICLEI América do Sul fortalece sua missão e seu senso de responsabilidade ao fazer parte do Conselho Diretor da ACA Brasil, aliança climática que nasce com a ambição necessária para reposicionar o Brasil nas discussões sobre o clima, retomando a posição de liderança que o país sempre teve. Somente uma aliança entre diversos entes e atores globais, nacionais e locais, como proposta pela ACA Brasil, poderá gerar avanços e resultados positivos para que o país se aproxime das metas traçadas pelo Acordo de Paris e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável." Mediadora do evento, a bióloga Daniela Lerário, Líder Brasil da equipe de Campeões do Clima da COP26, ressaltou que o compromisso da ACA Brasil é com a humanidade e com o planeta, colocando a vida no centro das discussões. “A ação climática colaborativa reconhece que toda a sociedade deve assumir seu papel, protagonizando esse processo. A retomada econômica deve levar em consideração todos os desafios políticos e sanitários, dando luz à relevância da ação climática, elevando a ambição para a construção de um novo país: mais justo, resiliente e equitativo, baseado nas pessoas e a serviço de uma economia de baixo carbono.” O papel dos entes subnacionais O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou que, à medida em que a crise climática se aprofunda, faz-se necessário empreender ações em um nível mais acelerado. “Nesse momento de pandemia, a comunidade científica internacional reforçou a necessidade de mais ambição dos governos em relação à crise climática.” Para ele, os governos subnacionais possuem um papel estratégico na agenda climática, oferecendo capilaridade e fazendo com que ela alcance o maior número de pessoas. “Acreditamos que a ACA Brasil, que o governo pernambucano tem orgulho de ser signatário, vem para fortalecer esse movimento, capaz de catalisar uma mudança necessária para o desenvolvimento de uma sociedade de baixo carbono, resiliente e inclusiva.” O estado do Espírito Santo (ES) também aderiu à ACA Brasil. “Nós temos muito o que fazer nesse tema, que é global e que exige uma articulação muito forte. Aqui no ES, uma lei de 2010 criou o Fórum Capixaba de Mudanças Climáticas, envolvendo pessoas da sociedade e da academia para debater o tema, e também vamos construir um plano estadual de mudança climática que envolve adaptação e mitigação em ações diversas”, afirmou Renato Casagrande, governador do estado. Casagrande reforçou a importância dos estados e municípios agirem em conjunto com a sociedade brasileira para que as metas do Acordo de Paris sejam alcançadas. “Só uma articulação como essa permitirá que trabalhemos e incentivemos outros estados a terem seus programas de mudança climática.” Secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, José Sarney Filho aponta a necessidade dos entes subnacionais assumirem sua responsabilidade, estimulando a participação social e levando em conta o conhecimento científico. Já Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, definiu como “ambiciosa e realista” a agenda do clima paulista. “São Paulo reconhece seu papel como forte indutor de mudanças em escala nacional. Acentuaremos os esforços para que tenhamos as leis climáticas cumpridas, aumentando a contribuição brasileira ao Acordo de Paris.” Lideranças municipais Líderes municipais também participaram do lançamento da ACA Brasil. Edinho Araújo, prefeito de São José do Rio Preto, lembrou que a cidade, além de já ser signatária da ACA, também faz parte do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia. “Hoje, os prefeitos têm que ter essa visão global. É com muita alegria que Rio Preto compõe essa nova agenda em favor do nosso clima.” Prefeito de Aracaju, capital de Sergipe, Edvaldo Nogueira observou que as cidades são, ao mesmo tempo, a maior invenção da humanidade e o local onde a maior destruição da natureza foi perpetrada. “Considero muito importante a participação dos municípios nesta aliança, pois o século 21 é o século das cidades, que estão ganhando um protagonismo muito grande no cenário global. As crises nas cidades exigem criatividade para os prefeitos buscarem soluções. Por isso, as cidades têm um papel muito importante na agenda climática.” Atores não-estatais Também compareceram ao lançamento da ACA Brasil lideranças do setor privado e do terceiro setor. Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, apontou que o varejo gera muita emissão de gás. “Estamos medindo esse impacto e buscando maneiras de diminui-lo. Até o final de 2021, teremos 500 lojas com 100% de energia solar”, afirmou. Para Marcírio de Lemos, da coordenação executiva nacional da ASA (Articulação do Semiárido Brasileiro), “mais do que nunca os atores da sociedade civil precisam estar próximos, e iniciativas como a ACA Brasil nos aproximam nas convergências.” Coordenador da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, o Pastor Ariovaldo Ramos também participou do lançamento. “O que uma organização de cunho religioso tem a ver com a luta pelo meio ambiente? É importante que todos os produtores de consciência tenham compromisso com a humanidade e o planeta, e é isso que a frente de evangélicos tem feito. É nosso papel fomentar a luta pelo meio ambiente e pela preservação da vida.” Lideranças jovens também participam da ACA Brasil, pois são responsáveis pelas ações no presente e no futuro visando um crescimento em sintonia com o meio ambiente e a justiça social. O evento foi encerrado com um vídeo reunindo depoimentos de representantes das juventudes de todo o Brasil e com a leitura dos atuais signatários. Acordo de Paris A importância de fortalecer o Acordo de Paris foi lembrada por Gonzalo Muñoz, Campeão de Alto Nível da COP25. Em sua visão, o acordo foi inédito ao reunir uma série de atores que reconhecem ter um  papel fundamental para implementar as ações necessárias para a agenda climática. “Além do cumprimento desse acordo, precisamos aumentar a ambição climática, pois hoje a situação é dramática. Por isso mesmo, as oportunidades de ação são enormes.” Munõz também acredita que os planos de recuperação das cidades pós-pandemia devem ser mais verdes e sustentáveis, contemplando a ação climática. “Para acelerarmos essa ação, alianças como a ACA Brasil são fundamentais. Não temos mais tempo para compromissos vazios. Quem não se soma se declara confortável em ser responsável pelo problema.” Suzana Kahn, vice-diretora da COPPE-UFRJ, comemora o crescente envolvimento de novos atores com a agenda do clima. “No início da discussão sobre o clima, essa pauta era conduzida basicamente por governos nacionais e pela academia. Quando vemos uma aliança sendo formada, é muito oportuno, pois cada um dos atores tem um papel extremamente importante nessa agenda. É essencial que cada um reconheça a relevância e o papel do outro nessa caminhada”, conclui.  Assista o lançamento da ACA Brasil na íntegra.]]> 300384 0 0 0 <![CDATA[gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 04 Feb 2021 17:08:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg 400727 300385 0 0 <![CDATA[gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled.jpg Thu, 04 Feb 2021 17:08:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled.jpg 400728 300385 0 0 <![CDATA[Por que precisamos somar esforços e garantir um Novo Marco Global para Biodiversidade realmente ambicioso?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300385 Thu, 04 Feb 2021 17:08:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300385 O que é conviver com a natureza? Para responder a essa pergunta é preciso primeiro entender que seres humanos e natureza são parte de um mesmo ecossistema e que vivem - ou deveriam viver - de forma harmoniosa. Como parte integrante desse ecossistema, a biodiversidade sustenta esse funcionamento e fornece serviços essenciais à vida humana.  Globalmente, a biodiversidade tem visto suas taxas diminuírem em uma escala sem precedentes. Além do desmatamento, proveniente principalmente da agropecuária, o acelerado processo de urbanização também é um dos principais impulsionadores dessa redução. No contexto nacional, o Brasil é considerado detentor da maior biodiversidade do planeta. Com sua dimensão continental e enorme variedade de habitat terrestres e aquáticos, possui o maior número de espécies de plantas, das quais mais da metade são endêmicas.  Diante de todos esses desafios - preservar a biodiversidade e fazer com que a humanidade viva em harmonia com os recursos naturais fornecidos pelo planeta - os anos de 2020 e 2021 são decisivos para a biodiversidade no Brasil e no mundo. O atual Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020 e as respectivas Metas de Aichi concluíram seu ciclo, e um Novo Marco Global da Biodiversidade será adotado durante a realização da 15ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP15).  Metas ambiciosas são necessárias no Novo Marco pós-2020 da biodiversidade, que pretende orientar a implementação da visão para 2050: “Vivendo em harmonia com a natureza”.  A campanha “Novo Acordo pela Natureza e para as Pessoas”, lançada pelo WWF e ICLEI América do Sul no Brasil, tem como principal objetivo contribuir, ampliar e fortalecer o papel dos governos  subnacionais brasileiros  nessa caminhada de definição do novo marco, e posterior implementação das metas globais do Novo Marco pós-2020 da Biodiversidade.  Para Sophia Picarelli, Gerente de Biodiversidade no ICLEI América do Sul, a iniciativa reforça a importância da atuação de ações locais para a preservação da biodiversidade. “Os governos estaduais e municipais já atuam em diversas frentes, e podem avançar de maneira cada vez mais significativa para enfrentar esse grande desafio global. Para isso é fundamental que o novo marco siga reconhecendo os atores subnacionais, e que principalmente direcione caminhos para aumentar o apoio técnico e financeiro para as ações locais.”  “Chegamos ao século XXI com altíssimo nível de desenvolvimento tecnológico, mas usando esse conhecimento para uma relação primitiva com a natureza. Nosso modo de vida ainda é altamente predatório. E para dar conta dos recursos naturais que consumimos, precisamos de um planeta e meio”, afirma Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. Em menos de 50 anos, o mundo perdeu mais de dois terços das populações de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes selvagens, segundo o mais recente relatório do WWF sobre biodiversidade, que também alerta que as sub regiões tropicais das Américas do Sul e Central são as mais afetadas, com taxas de redução acima dos 90%. “O desafio mais urgente do século XXI é estabelecer um novo acordo entre a humanidade e a natureza. Esse acordo precisa garantir não só a preservação como também a restauração do que já perdemos.” Para Oliver Hillel, Oficial de Programa do Secretariado da Convenção da Diversidade Biológica - ONU, o Brasil tem uma responsabilidade fundamental para reverter as múltiplas perdas e a degradação da biodiversidade, e transformar esses conflitos em oportunidade, inovação e solução. “O País teve um papel de extrema importância na caminhada que estabeleceu as Metas de Aichi em 2010, principalmente no reconhecimento das autoridades subnacionais e locais como atores-chave para implementação (Decisão X/22). Espero que cada vez mais estados, municípios e outras formas subnacionais de governança compreendam a importância deste momento e sigam mostrando para o mundo o alcance de suas ações pela biodiversidade”.  Esse percurso terá como pauta algumas temáticas que visam demonstrar como a discussão global aterriza no contexto nacional, sendo elas: Restauração e Recomposição da Vegetação Nativa; Produção e Consumo Sustentável; Áreas Protegidas, Uso do Solo e Conectividade e  Soluções Baseadas na Natureza. O primeiro encontro acontece no próximo dia 11 de fevereiro, com o tema “Restauração e Recomposição da Vegetação Nativa”  e será transmitido pelo canal do Youtube do ICLEI América do Sul através do link: https://youtu.be/VTbkhXAaFD8

O Novo Acordo pela Natureza e para as Pessoas se soma a outros movimentos como a Declaração de Edimburgo e a Carta São Paulo que clamam por maior participação, reconhecimento e incentivo dos governos subnacionais e locais na agenda da biodiversidade.

O Brasil conta com liderança significativa em seus governos subnacionais e locais para a implementação de estratégias concretas nessa direção.

Confira também o CitiesWithNature, uma plataforma para estados e municípios se comprometerem a agir, compartilhar experiências e inspirar outras cidades e regiões a contribuírem com a implementação do novo marco pós-2020 da biodiversidade.

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<![CDATA[tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Fri, 05 Feb 2021 12:00:30 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400729 300386 0 0 <![CDATA[tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled.jpg Fri, 05 Feb 2021 12:00:30 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled.jpg 400730 300386 0 0 <![CDATA[Peru avança nas estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300386 Fri, 05 Feb 2021 12:00:30 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300386 Em 2015, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 21), foi firmado o Acordo de Paris, um compromisso internacional que objetiva conter o aquecimento global e uma consequente crise climática mundial, limitando as emissões de gases de efeito estufa (GEE) nos países envolvidos.  As nações firmaram seus compromissos com o acordo por meio de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs – Nationally Determined Contributions) – a estratégia de cada país para reduzir suas próprias emissões de GEE e construir um futuro resiliente e de baixo carbono.  Para que o acordo seja cumprido, a cada cinco anos os países revisam suas NDCs, com o objetivo de aumentar a ambição de suas metas para limitar o aumento da temperatura da Terra. Embora a revisão das NDCs crie oportunidades para que os países alinhem suas agendas de clima e desenvolvimento sustentável, essa atualização também apresenta desafios, como revisar ou implementar políticas públicas, além de mobilizar investimentos financeiros. Por meio do Pacote de Aprimoramento da Ação Climática (CAEP – Climate Action Enhancement Package), a NDC Partnership fornece apoio mais direcionado para que os países apresentem metas mais ambiciosas e acelerem o processo de implementação de suas NDCs.  O apoio técnico e financeiro proposto pelo CAEP é fornecido aos países por meio de 46 parceiros estratégicos, incluindo o ICLEI América do Sul. Através de articulação com o Ministério de Meio Ambiente do Peru (MINAM - Ministerio del Ambiente) e apoio do Foro Ciudades para la Vida, o ICLEI atualmente fornece apoio técnico  ao Peru por meio de um ciclo de capacitação, envolvendo seminários e reuniões de trabalho virtuais com representantes dos governos regionais do país, para apresentar conceitos e diretrizes fundamentais na preparação e gestão de inventários de GEE a nível subnacional. As sessões ocorrerão entre fevereiro e março de 2021, com expectativa de participação de 50 profissionais de diferentes governos regionais. O Peru comprometeu-se a reduzir em 30% suas emissões de GEE em 2030, em comparação a 2010.  Para Gabriel Quinjandría, Ministro do Meio Ambiente do Peru, o envolvimento dos governos locais é um dos novos recursos propostos na atualização da NDC e ajudou a melhorar a articulação entre os setores público, privado e com a sociedade civil. “Essa troca gerou um espaço de diálogo e confiança muito maior que no processo anterior”. Assista na íntegra a entrevista.  As NDCs revisadas ajudam a construir com qualidade as estratégias para redução de emissões dos GEE, além de contribuir com o protagonismo dos países em suas jornadas por um desenvolvimento sustentável. ]]> 300386 0 0 0 <![CDATA[20160627-premio-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/20160627-premio-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 09 Feb 2021 21:58:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/20160627-premio-aspect-ratio-313-350.jpg 400731 300387 0 0 <![CDATA[mob]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/mob.jpg Tue, 09 Feb 2021 21:58:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/mob.jpg 400732 300387 0 0 <![CDATA[Instituto Espinhaço e Marília Carvalho de Melo (MG) são vencedores do Prêmio Hugo Werneck de 2020]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300387 Tue, 09 Feb 2021 21:58:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300387 O Instituto Espinhaço, por meio do projeto "Semeando Florestas, Colhendo Águas", venceu o Prêmio Hugo Werneck de 2020,  considerado o Oscar da ecologia, na categoria Melhor Exemplo em Biodiversidade - Água. O resultado foi divulgado  durante a 11ª edição do prêmio, realizada no dia 28 de janeiro. O projeto é desenvolvido desde 2015 e já é a maior iniciativa de recomposição florestal em larga escala na revitalização das bacias hidrográficas em Minas Gerais, especificamente nos biomas Cerrado e Mata Atlântica. São mais de 2.300 hectares de solos devastados e em recuperação ao longo da Serra do Espinhaço. O resultado é o aumento da disponibilidade hídrica para beneficiários de 117 municípios. Na mesma premiação, a atual secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo, foi eleita a Personalidade do Ano, com o reconhecimento de seu trabalho na preservação do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável. Empossada em 2020, Marília foi a primeira mulher a comandar a pasta responsável por conduzir a gestão ambiental mineira e a liderar o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema).   Idealizado pela Revista Ecológico e o Sindiextra/Ibram, a premiação reconhece os melhores exemplos de gestão, revitalização e preservação ambiental, bem como indicações de pessoas e instituições dedicadas à causa da sustentabilidade em todo o país. Parabéns aos vencedores e vencedoras!]]> 300387 0 0 0 <![CDATA[betim-cred-camara-municipal-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/betim-cred-camara-municipal-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 12 Feb 2021 16:41:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/betim-cred-camara-municipal-aspect-ratio-313-350.jpg 400733 300388 0 0 <![CDATA[betim-cred-camara-municipal]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/betim-cred-camara-municipal.jpg Fri, 12 Feb 2021 16:41:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/betim-cred-camara-municipal.jpg 400734 300388 0 0 <![CDATA[Betim and Sorocaba launch Climate Risk Analysis and GHG Emissions Inventory]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300388 Fri, 12 Feb 2021 16:41:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300388 The Brazilian cities of Betim (state of Minas Gerais) and Sorocaba (state of São Paulo) have stood out in the implementation of initiatives to reduce emissions, energy efficiency and environmental education. In December, the cities took another step towards improving their climate management in municipalities with the launch of important studies: Climate Risk Analysis and GHG Emission Inventories.   The presentation of updated greenhouse gas (GHG) emission inventories and the construction of climate risk analyzes are strategic for the future of the municipalities. The data and information from the respective studies will underpin climate management for the coming years, covering adaptation and mitigation aspects in detail. “O comprometimento dos governos locais com a agenda climática é ponto-chave para o sucesso do Acordo de Paris. Esses instrumentos permitem de maneira assertiva definir prioridades da cidade e eliminar áreas de risco” afirma Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul. “The commitment of local governments to the climate agenda is a key point for the success of the Paris Agreement. These instruments make it possible to assertively define the city's priorities and eliminate areas of risk”, says Rodrigo Perpétuo, executive secretary of ICLEI South America.   The studies were carried out in the context of the Urban-LEDS II project, implemented by ICLEI in partnership with UN-Habitat and funded by the European Commission, which aims to make low-carbon and resilient development strategies a fundamental part of policy and urban planning in cities.   To present the consolidated documents of the Greenhouse Gas Emissions Inventory (base year 2014-2017) and the Climate Risk Analysis to the municipal departments of Betim, the Municipal Committee on Climate Change and Eco-efficiency, collectives, universities, the private sector and for civil society in general, ICLEI and the municipality of Betim held a meeting to launch these materials on December 14th.   “We want to ensure that our activities do not create a negative impact on the environment. This way we will avoid global warming and other environmental problems”, said the mayor of Betim, Vittorio Medioli. "In 2020, we have major studies being concluded and presented to the society of Betim and we are already thinking about updating this data", says the secretary of Environment and Sustainable Development of Betim, Ednard Barbosa de Almeida.   In Sorocaba, the materials were released during the 2nd Regional Climate Change Forum. Promoted by the Secretariat of Environment and Sustainability and by the Secretariat of Institutional and Metropolitan Relations of the city, the event brought together municipal secretaries for the environment, planning, mobility, sanitation, economic development and agriculture, in addition to universities, industries , trade, agriculture, construction companies and organized civil society to propose actions for the sustainable development of the Metropolitan Region of Sorocaba.   “We are very grateful to ICLEI. The municipalities participating in this event must bring ICLEI closer to establish partnerships as we have established in Sorocaba and be successful in the public management of their cities ”, says the secretary of Environment and Sustainability, Maurício Mota.   “The documents help to understand how the city is in the present and what can happen in the future. We need to have knowledge to monitor the effectiveness of actions and seek to improve solutions that are able to address issues, not only environmental, but also social and economic ”, says Sophia Picarelli, ICLEI's manager of Climate Change and Biodiversity.   The documents are available for reading, in Portuguese, at the ICLEI library.]]> 300388 0 0 0 <![CDATA[foto-nanp-prancheta-1-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/foto-nanp-prancheta-1-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Fri, 12 Feb 2021 17:47:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/foto-nanp-prancheta-1-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400735 300389 0 0 <![CDATA[foto-nanp-prancheta-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/foto-nanp-prancheta-1.jpg Fri, 12 Feb 2021 17:47:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/foto-nanp-prancheta-1.jpg 400736 300389 0 0 <![CDATA[Campanha realiza encontros para fortalecer o papel dos governos brasileiros na agenda global de biodiversidade]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300389 Fri, 12 Feb 2021 17:47:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300389 Aconteceu na última quinta-feira, 11 de fevereiro, o primeiro webinar da campanha Novo Acordo pela Natureza e para as Pessoas, lançada pelo WWF-Brasil e ICLEI América do Sul. O encontro reuniu especialistas e representantes de governos subnacionais que já implementam ações sobre a temática de Restauração e Recomposição da Vegetação Nativa. Em sua fala de abertura, Michel Santos, gerente de Políticas Públicas do WWF-Brasil, afirma que atualmente existem duas curvas importantes para o monitoramento da perda de biodiversidade no mundo. A curva de perda do habitat natural de várias espécies, que resulta na piora da qualidade de vida, e a curva de emissões de gases de efeitos estufa, que aumenta gradativamente. “Hoje, nós atuamos para inverter essas curvas, e para intervir nessa realidade, a participação, engajamento e compromisso dos governos subnacionais é de extrema importância. Por isso, convidamos a todos para que possamos nos unir e manter as riquezas da nossa biodiversidade.”  Secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo afirma que o desafio da restauração é complexo, mas motiva o compromisso firmado pelo NANP, que se alinha com compromissos internacionais, como a década da restauração (2021-2030), lançada pela ONU.  “O ICLEI, a partir de exemplos e de casos concretos, colabora para que os governos subnacionais possam ter consciência de sua responsabilidade e acesso às melhores práticas de implementação dessa agenda. A série de diálogos que se inicia hoje vai inspirar os governos locais e seus parceiros em prol da agenda de restauração, da conservação da natureza e da qualidade de vida nos territórios.”  “Neste ano, esperamos assumir a importância da biodiversidade por meio de um marco global que seja ambicioso e que reverta a curva de perda e degradação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos”, afirma Sophia Picarelli, gerente de Mudança do Clima e Biodiversidade do ICLEI América do Sul. “Com essa campanha, temos a grande missão de mobilizar atores extremamente relevantes para concretizarem um novo marco que dará um norte sobre como precisamos endereçar a agenda de biodiversidade em diversos setores, encontrando caminhos para acelerar a implementação das ações.”  Opinião dos especialistas:  Mariana Oliveira, analista de Pesquisa de Florestas do WRI Brasil, afirma que o Brasil se comprometeu com a meta de restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. “O país entendeu que as florestas e a restauração são a tecnologia mais eficiente para mitigar a  mudança do clima. Depois desses compromissos assumidos, leis e decretos foram pensados para implementar essas ações em nível federal. Os documentos e instrumentos que existem hoje - código florestalplano nacional para restauração da vegetação nativa - orientam os caminhos e desafios para implementação dessa agenda a nível local.” O gerente do Programa Reflorestar, do estado do Espírito Santo, Marcos Sossai, acredita que antes de falar do papel dos governos, é importante falar dos desafios da temática.  “O desafio agora é elaborar e implementar políticas públicas de restauração vegetal que sejam robustas, eficientes e que consigam operar em escala. Neste momento não podemos gerenciar essas políticas públicas de forma amadora. A restauração florestal precisa ser vista como um negócio, com produtos e ativos gerados para a preservação da biodiversidade. Só assim conseguiremos fazer restauração com eficiência.”  O Programa Reflorestar tem como principal estratégia de estímulo o pagamento por serviços ambientais. Hoje, 42% dos hectares em recuperação geram renda aos produtores rurais.  Paulo Pereira, secretário de Meio Ambiente de Extrema (MG), compartilhou as ações que o município efetivou através de políticas públicas, o que culminou na criação de um sistema integrado de preservação do meio ambiente, o programa de Restauração Florestal, ligado ao projeto Conservador das Águas, trabalha para manter a qualidade dos mananciais de Extrema e promover a adequação das propriedades rurais. O Programa Extrema no Clima atua para que os empreendimentos da cidade façam inventários de suas emissões e as neutralizem através da restauração ambiental.  Pereira acredita que esse sistema efetivo se concretizou através da articulação e envolvimento de diversos atores. “É no município que a gente consegue fazer as ações acontecerem de fato, e só conseguiremos dar robustez a essa agenda quando os gestores municipais cuidarem de seus territórios”.  Taruhim Miranda, analista de Conservação do WWF-Brasil, salienta que a década da restauração começa agora e essa agenda pode trazer transformações que interligam a sociedade, a biodiversidade e os novos mercados com tecnologias baseadas na natureza. “Por acreditar nessa grande transformação, a principal meta do WWF-Brasil é concluir a restauração de 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030, meta alinhada com a ambição nacional.” Taruhim acredita que para a meta ser alcançada é preciso a implementação de arranjos que deem escala às ações locais, através de capacitação dos executores técnicos e ferramentas de gestão administrativas e financeiras para os projetos.  Para o superintendente de Conservação da Biodiversidade da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Maurício Guerra, estão sendo traçadas uma série de diretrizes para que os estados possam cumprir os compromissos na década da restauração. “Assim poderemos contribuir e colaborar para melhores condições de vida e permanência às espécies de nosso planeta.” Sophia Picarelli encerrou o encontro com a mensagem de que o novo acordo busca um caminho de colaboração, necessário para mudar o cenário global. “O novo marco global reflete no dia a dia de todos nós. Que esse caminho seja construído de forma colaborativa para viabilizarmos todas as ações necessárias”.   Assista aqui o evento na íntegra. O próximo encontro do Novo Acordo pela Natureza e para as Pessoas acontecerá dia 08 de abril, abarcando o tema “Produção e Consumo Sustentável”. ]]> 300389 0 0 0 <![CDATA[whatsapp-image-2021-02-11-at-173951-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/whatsapp-image-2021-02-11-at-173951-aspect-ratio-313-350.jpeg Mon, 15 Feb 2021 18:41:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/whatsapp-image-2021-02-11-at-173951-aspect-ratio-313-350.jpeg 400737 300390 0 0 <![CDATA[whatsapp-image-2021-02-11-at-173951-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/whatsapp-image-2021-02-11-at-173951-1.jpeg Mon, 15 Feb 2021 18:41:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/whatsapp-image-2021-02-11-at-173951-1.jpeg 400738 300390 0 0 <![CDATA[No Recife, seminário apresenta Plano de Ação Climática aos secretários da cidade]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300390 Mon, 15 Feb 2021 18:41:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300390 O Plano Local de Ação Climática (PLAC) do Recife foi tema de um Seminário de Apropriação, realizado na última quinta-feira (11/02), no Jardim Botânico da cidade. O encontro foi promovido pela Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAS), em parceria com o ICLEI América do Sul. Na ocasião, o documento foi apresentado à nova gestão municipal, que reforçou que a pauta climática será foco do planejamento e das políticas públicas ao longo dos próximos quatro anos, de forma transversal.  O encontro contou com a participação do prefeito da cidade, João Campos, e de diversos titulares de órgãos municipais, entre eles Leonardo Bacelar, secretário de Política Urbana e Licenciamento; Marília Dantas, secretária de Infraestrutura; Rafael Dubeux, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação; Pamela Alves, secretária executiva de Planejamento e Gestão; Érica Moura, secretária de Saneamento; Glauce Medeiros, secretária da Mulher; e Mariana Asfora, diretora executiva de planejamento urbano do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS). Lançado em dezembro de 2020, o PLAC é estratégico para o futuro do Recife por fundamentar a gestão climática para os próximos anos, abarcando os aspectos de adaptação e mitigação de forma detalhada e integrada. "O PLAC traz informações que disparam um alerta e aumentam nossa responsabilidade em busca de materializar informações climáticas na rotina de nossa gestão", observou o prefeito. Para João Campos, o Seminário de Apropriação do PLAC mostra como a sustentabilidade e o enfrentamento às mudanças climáticas são prioridades para a gestão local. "Cada vez mais, o nosso exercício é trazer esses temas para a realidade da cidade, e para isso a transversalidade é algo fundamental." O prefeito afirmou estar disposto a consolidar as ações e garantir que o Recife continue sendo uma referência nesse tema.   Ex-prefeito recifense e atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio foi lembrado pelo atual mandatário. "Recife continuará sendo protagonista como foi com Geraldo Julio, que fez muito nessa área, inclusive como coordenador regional do ICLEI na América do Sul." [caption id="attachment_8427" align="alignnone" width="600"] Secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, participa do encontro.[/caption] Durante o Seminário, o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, anunciou a criação de um núcleo, sediado no Recife, onde serão desenvolvidos trabalhos para toda a região nordeste do Brasil. “O trabalho que vem sendo desenvolvido aqui vai irradiar e vai inspirar também outras cidades e outros governos estaduais do Nordeste a seguirem a mesma trilha de trabalhar pelo desenvolvimento sustentável”, comentou Perpétuo. A vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão, reforçou que a agenda do ICLEI para discutir mudanças do clima com os governos locais é de grande importância. “A pauta da sustentabilidade é uma pauta de todas e de todos nós. Pequenas ações trazem grandes impactos para a gente e para o planeta. A Prefeitura do Recife deu grandes passos e fez grandes avanços nesse sentido, mas vamos poder fazer muito mais, com o compromisso assumido por toda a gestão”, afirmou.   Elaborado e lançado em 2020, o PLAC estabeleceu dois objetivos principais: reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa até 2050 e promover a adaptação e a resiliência do Recife à mudança do clima. Para atingir a meta, os gestores atuarão norteados em quatro eixos estratégicos: Energia, Saneamento, Mobilidade e Resiliência.  Para a assessora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI, Flávia Bellaguarda, por Recife já ter uma trajetória consolidada na agenda climática, o desafio para a nova gestão é fazer com que a cidade caminhe definitivamente para o desenvolvimento de baixo carbono até 2050. Ela participou da apresentação do PLAC e suas metas aos secretários e secretárias presentes no encontro.  “É muito importante ver os secretários comprometidos com o endereçamento dessa agenda, independentemente da pasta em que estão, e como já têm a consciência de que essa pauta não se faz sozinho, mas precisam conversar entre si para fazer com que as ações do PLAC saiam do papel.” Bellaguarda lembra que a gestão se inicia com diversos estudos climáticos já realizados. Para além do PLAC, foi realizada uma Análise de Riscos Climáticos e uma atualização do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa. “Há um caminho muito pragmático e objetivo do que é preciso fazer na cidade.” "Já somos um polo médico, educacional e tecnológico. Agora, nos transformaremos em um polo de economia em baixo carbono e em uma referência para as instituições que preservam o nosso patrimônio ambiental e natural", finalizou João Campos.]]> 300390 0 0 0 <![CDATA[captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-aspect-ratio-313-350.png Fri, 19 Feb 2021 13:41:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-aspect-ratio-313-350.png 400739 300391 0 0 <![CDATA[captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-1.png Fri, 19 Feb 2021 13:41:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/01/captura-de-tela-2021-01-06-as-121234-1.png 400740 300391 0 0 <![CDATA[Salvador's Climate Action Plan also aims to reduce socioeconomic inequality]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300391 Fri, 19 Feb 2021 13:41:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300391 At the end of December 2020, the city of Salvador, capital of Bahia, officially launched its first Plan for Mitigation and Adaptation to Climate Change (PMAMC). Among the various actions and objectives listed by the document is the ambitious goal of neutralizing carbon emissions in the Bahian capital by 2049, when the city will be 500 years old. The plan is divided into four strategic axes: Salvador Inclusiva; Green Blue; Resilient; and Low Carbon. 57 short, medium and long-term actions related to climate mitigation and adaptation are proposed, with the years 2024, 2032 and 2049 as horizons. For 2024, for example, the overall mitigation goal is to reduce GHG emissions by 15% compared to 2018. The construction of the PMAMC began in January 2020 and was completed ten months later, in November. This process was attended by civil society, the private sector, academia, NGOs, City Hall technicians and the PMAMC working group. Due to the Covid-19 pandemic, much of the drafting of the document took place remotely. Throughout the process, 60 consultations, hearings and events were held, which had approximately 1,300 participations and resulted in approximately 500 contributions to the plan. The concern with social inequality permeates the actions of one of the Plan's axes. It is the Salvador Inclusive axis which, in addition to including climate justice at the heart of its objectives, reinforces the broad participation of the population, especially the most vulnerable groups, in the formulation, implementation and monitoring of proposals for climate action. One of the axis guidelines is aimed at traditional peoples and vulnerable communities and aims to promote the climate resilience of these populations, aiming at reducing socioeconomic inequality, maintaining environmental services, accessing infrastructure and participating in the development and monitoring of public policies. In addition to strengthening the health network to care for the victims of the climate, the axis lists as objectives the training of the most vulnerable population for subsistence crops and the creation of an environmental and climate education program, among others. Initiative of the Municipal Secretariat for Sustainability, Innovation and Resilience (Secis), the preparation of the PMAMC in Salvador was financed by the Inter-American Development Bank (IDB), through the Tourism Development Program in Salvador (Prodetur), in partnership with the Secretariat of Culture and Tourism (Secult). The document was executed by a consortium composed by ICLEI South America, WayCarbon and WWF, in addition to having the support of C40 Cities and the German Cooperation GIZ Agency. Check here the Plan for Mitigation and Adaptation to Climate Change in Salvador (in Portuguese).]]> 300391 0 0 0 <![CDATA[2016-05-31-parque-natural-itaim-2-scaled-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/2016-05-31-parque-natural-itaim-2-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg Mon, 22 Feb 2021 16:49:08 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/2016-05-31-parque-natural-itaim-2-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg 400741 300392 0 0 <![CDATA[2016-05-31-parque-natural-itaim-2-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/2016-05-31-parque-natural-itaim-2-scaled.jpg Mon, 22 Feb 2021 16:49:08 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/2016-05-31-parque-natural-itaim-2-scaled.jpg 400742 300392 0 0 <![CDATA[Inscrições abertas para o Programa de Aceleração para Unidades de Conservação Municipais]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300392 Mon, 22 Feb 2021 16:49:08 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300392 Com o objetivo de promover o olhar empreendedor e inovador na administração pública de áreas protegidas locais,  o ICLEI desenvolveu o Programa de Aceleração em Áreas Protegidas Locais, no contexto do projeto regional Áreas Protegidas e Outras Medidas de Conservação baseadas em Áreas a Nível dos Governos Locais (APLocais). 

O trabalho busca estimular a equipe participante a pensar quais atividades podem potencializar a gestão da unidade de conservação, ao considerar que boa parte destas áreas estão inseridas em contextos urbanos, para promover as áreas protegidas locais como ativos para o desenvolvimento sustentável local.

São elegíveis os municípios que completarem a inscrição até o dia 08 de março de 2021, possuam ao menos uma Unidade de Conservação Municipal (das categorias Parque Natural, Monumento Natural, Área de Proteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Florestas Municipais) cadastrada no CNUC (Cadastro Nacional de Unidades de Conservação); possuam um plano de manejo e um conselho gestor formalizado por regimento. A previsão é de início no final de março e término em dezembro de 2021.

Neste momento serão selecionadas cinco Unidades de Conservação que, ao longo de nove meses (sendo 6 meses de participação ativa no programa de aceleração e 3 do período de  acompanhamento dos desdobramentos da aceleração), participarão do programa virtual composto por encontros coletivos e atividades individualizadas. 

Consulte o regulamento e inscreva-se.

Para saber mais sobre o Programa de Aceleração, será realizado o III Webinar da Sub-Rede de Áreas Protegidas Locais, no dia 24 de fevereiro às 16h (BRT). As inscrições para o evento podem ser realizadas em: https://bitly.com/WebinarAPLIII.

Piloto

O piloto do programa, elaborado pelo ICLEI em conjunto com o Sense-Lab, aconteceu no ano de 2020 na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos, em São Paulo/SP, e contou com a participação de gestores da APA, além de servidores públicos da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente – SVMA, da sociedade civil e de diversos atores relevantes para o contexto local. Saiba mais.

O Projeto Áreas Protegidas Locais

O Projeto Áreas Protegidas Locais visa contribuir para a melhora das condições dos governos locais para conservar a biodiversidade por meio da gestão efetiva e equitativa de áreas protegidas e de outras medidas de conservação. Suas medidas centram-se em fortalecer capacidades e a governança em nível local;  promover o papel dos governos locais na gestão efetiva de áreas protegidas e outras medidas de conservação através de marcos legais ou institucionais; e divulgar os benefícios e os desafios para a gestão das áreas protegidas pelos governos locais nos níveis local, estadual, nacional e internacional.

A implementação do projeto é realizada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com o ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), tendo como contrapartes políticas o Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA), o Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia (MinAmbiente), o Ministério do Ambiente do Equador (MAE) e o Ministério do Ambiente do Peru (MINAM), assim como os governos locais nos quatro países.  Saiba mais sobre o projeto

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<![CDATA[niteroi-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/niteroi-aspect-ratio-313-350.jpg Mon, 22 Feb 2021 15:13:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/niteroi-aspect-ratio-313-350.jpg 400743 300393 0 0 <![CDATA[niteroi-mobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/niteroi-mobile.jpg Mon, 22 Feb 2021 15:13:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/niteroi-mobile.jpg 400744 300393 0 0 <![CDATA[Niterói cria Secretaria Municipal do Clima]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300393 Mon, 22 Feb 2021 15:13:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300393 Niterói dá mais um passo rumo à construção de uma cidade mais sustentável e resiliente. Na última sexta feira, dia 12 de fevereiro, o prefeito Axel Grael publicou o Decreto 13.904/2021, que cria a Secretaria Municipal do Clima. A nova secretaria vai cuidar da prevenção e mitigação de danos relacionados à mudança do clima no município e deverá interagir com as pastas do Meio Ambiente, Urbanismo, Defesa Civil, Mobilidade e Educação. “A agenda climática merece uma administração própria considerando a sua complexidade e a escala da sua abordagem que é iminentemente planetária, embora se desdobre em ações locais. O tema poderia estar na área ambiental do governo? Sim, poderia, assim como poderia estar em várias outras áreas, como Defesa Civil, Ciência e Tecnologia etc. Mas, uma gestão com o compromisso que temos com a sustentabilidade precisa colocar a questão climática em destaque e em igualdade de diálogo com os demais temas. Importante lembrar também que os relatórios do Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima - IPCC, criado pela Organização Meteorológica Mundial (da ONU), e outras fontes fidedignas internacionais, sempre alertam que uma das maiores preocupações com os problemas climáticos devem estar no fato que ela afeta a todos, mas principalmente a população mais pobre, normalmente mais vulnerável, devido à precariedade da infraestrutura e dos serviços na maioria das cidades. Portanto, trata-se também de uma agenda social. As mudanças climáticas colocam em risco a própria produção de alimentos e o Brasil é um dos casos mais elucidativos deste risco: o desmatamento da Amazônia afeta o regime de chuvas do Centro Oeste, do Sudeste e do Sul do país, justamente as áreas de maior produção agropecuária. Portanto, o clima é também um tema econômico e de sobrevivência da nossa espécie” declarou o prefeito. A nova secretaria terá a função de estruturar e fazer avançar a agenda climática municipal, atuando de forma transversal com as demais áreas do governo. O professor e ambientalista, Luciano Paez, do Partido Verde, irá liderar a pasta e a criação da Política Municipal do Clima. “Já é de conhecimento de todos que o nosso planeta passa por grandes transformações. E as mudanças climáticas já são tão reais que não dá mais para permanecer na pauta apenas de grupos seletos em cidades mundo afora. As mudanças climáticas geram uma série de consequências ambientais muito graves. É possível perceber que a sociedade de modo geral, associa as consequências do aumento da temperatura do planeta ao aumento do nível do mar, decorrente do degelo das geleiras, porém a associação dos problemas trazidos pelas mudanças climáticas precisa descer para nível local. Os moradores das cidades precisam participar das mudanças importantíssimas que virão pela frente. Políticas de prevenção, adaptação e mitigação devem ser criadas e seu sucesso depende do envolvimento de todos. A Secretaria Municipal do Clima de Niterói será esse agente público promotor e executor de políticas capazes de mitigar problemas atuais. Concentrará a coordenação de ações de grande impacto no território niteroiense pensando no hoje e no amanhã e acima de tudo, chamará a sociedade para construção desse futuro de maneira coletiva. O Prefeito Axel Grael traz a oportunidade para Niterói (RJ) vivenciar uma gestão pública integrada, participativa, mas descentralizada. Respeitando as atribuições de cada secretaria, a do Clima irá ajudar a debater e construir políticas concretas em conjunto com a do Meio Ambiente, Urbanismo, Defesa Civil, desenvolvimento econômico e social e demais secretarias” explicou o secretário.  Luiciano Paez disse ainda que a Secretaria do Clima irá buscar recursos a nível nacional e internacional, a fim de implementar segurança hídrica para Niterói, apoiando programas de reflorestamento, serviços baseados na natureza e recuperação da bacia leste da Baía de Guanabara, região que oferece água para abastecimento da cidade.A secretaria irá apoiar a reestruturação do transporte público incentivando cada vez mais a redução de emissão de gases de efeito estufa a partir de novas soluções mais eficientes. Fortalecerá ainda a política de implementação de ciclovias e de deslocamentos por bikes. A redução de gases de efeito estufa também trará o tema resíduos sólidos para a pauta de discussão da secretaria. A estrutura de governança da secretaria permitirá apoiar tecnicamente a elaboração das diretrizes municipais de mudanças climáticas e irá articular a integração destas diretrizes com os demais planos municipais. E tais ações locais estarão em consonância com os debates internacionais e respeitando as deliberações das principais instituições ambientais do planeta” completa.  ]]> 300393 0 0 0 <![CDATA[illustration-of-connected-globe-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/illustration-of-connected-globe-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 23 Feb 2021 14:05:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/illustration-of-connected-globe-aspect-ratio-313-350.jpg 400745 300394 0 0 <![CDATA[illustration-of-connected-globe-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/illustration-of-connected-globe-1.jpg Tue, 23 Feb 2021 14:05:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/illustration-of-connected-globe-1.jpg 400746 300394 0 0 <![CDATA[Paradiplomacia valoriza o poder local para que a transformação chegue ao território]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300394 Tue, 23 Feb 2021 14:05:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300394 O Centro de Estudos Internacionais Estratégicos Medellín Global realizou nesta terça-feira (23/02) o painel “Diplomacia das cidades: uma nova diplomacia?”, que discutiu como a paradiplomacia vem ganhando força e causando impacto nos territórios.  Com a globalização, as relações internacionais não estão somente restritas aos governos nacionais, mas também aos subnacionais e às cidades”, afirmou Sergio Escobar, diretor executivo do Medellín Global. “As cidades são protagonistas de decisões que impactam muitas pessoas.” Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, foi um dos convidados para o debate, ao lado de Nicolás Mancini, diretor executivo do Paradiplomacia.org, e Ignacio Araya, representante do City Diplomacy. “Uma cidade não pode ser inteligente se não for global. A ação internacional de governos locais impulsiona o seu deslocamento de líder regional para se tornar uma referência mundial”, aponta Mancini. Ele cita o ICLEI como referência internacional no que tange à rede de cidades em prol do desenvolvimento sustentável. “Essas redes são grandes oportunidades para as cidades começarem um relacionamento internacional.” Para Perpétuo, na última década as agendas locais de desenvolvimento sustentável ganharam um grande espaço nas discussões globais, à medida em que o fenômeno da urbanização na América do Sul já atinge 85% da população do continente. “É preciso valorizar o poder local para que as agendas climáticas se implementem nos territórios, pois é a autoridade local que regula o uso do solo.” O City Diplomacy é uma plataforma que analisa o alcance internacional das cidades, especialmente as situadas na China. “As províncias chinesas são tão grandes que podem ser vistas como um país”, afirma Araya. Segundo ele, a China tem interesse em aprofundar relações subnacionais, a nível bilateral, e usa o exemplo do Fórum China-CELAC como uma iniciativa que estimula a cooperação entre governos locais latino-americanos e chineses. “Esses acordos de cooperação possuem um potencial muito grande de estimular o uso de tecnologia sustentável nas cidades, além de compartilhar boas práticas e experiências, buscando oportunidades para incrementar a gestão urbana e territorial”, conclui.]]> 300394 0 0 0 <![CDATA[tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Fri, 05 Feb 2021 12:00:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/tom-cleary-pmdxmcwzegg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400747 300395 0 0 <![CDATA[Perú avanza en estrategias para reducir emisiones de gases de efecto invernadero]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300395 Fri, 05 Feb 2021 12:00:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300395 Mira la entrevista completa. Las NDC revisadas ayudan a crear estrategias de calidad para reducir las emisiones de GEI, además de contribuir al papel de los países en sus viajes hacia el desarrollo sostenible.]]> 300395 0 0 0 <![CDATA[illustration-of-connected-globe-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/illustration-of-connected-globe-1-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 23 Feb 2021 14:05:39 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/illustration-of-connected-globe-1-aspect-ratio-313-350.jpg 400748 300396 0 0 <![CDATA[illustration-of-connected-globe-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/illustration-of-connected-globe-1.jpg Tue, 23 Feb 2021 14:05:39 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/illustration-of-connected-globe-1.jpg 400749 300396 0 0 <![CDATA[La paradiplomacia valora el poder local para que la transformación llegue al territorio]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300396 Tue, 23 Feb 2021 14:05:39 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300396 Medellín Global realizó este martes (23/02) el panel “Diplomacia de las ciudades: ¿una nueva diplomacia?”, En el que se discutió cómo la paradiplomacia ha ido ganando fuerza e impactando territorios. “Con la globalización, las relaciones internacionales no solo se limitan a los gobiernos nacionales, sino también a los subnacionales y las ciudades”, dijo Sergio Escobar, director ejecutivo de Medellín Global. “Las ciudades son protagonistas de decisiones que impactan a mucha gente”. Rodrigo Perpétuo, secretario ejecutivo de ICLEI America del Sur, fue uno de los invitados al debate, junto a Nicolás Mancini, director ejecutivo de Paradiplomacia.org, e Ignacio Araya, representante de City Diplomacy. “Una ciudad no puede ser inteligente si no es global. La acción internacional de los gobiernos locales estimula su desplazamiento como líder regional para convertirse en un referente mundial ”, apunta Mancini. Cita al ICLEI como referente internacional en lo que respecta a la red de ciudades a favor del desarrollo sostenible. "Estas redes son grandes oportunidades para que las ciudades inicien una relación internacional". Para Perpétuo, en la última década, las agendas locales de desarrollo sostenible han ganado un gran espacio en las discusiones globales, ya que el fenómeno de la urbanización en América del Sur ya alcanza al 85% de la población del continente. "Es necesario valorar el poder local para que las agendas climáticas se implementen en los territorios, ya que es la autoridad local la que regula el uso del suelo". City Diplomacy es una plataforma que analiza el alcance internacional de las ciudades, especialmente las ubicadas en China. “Las provincias chinas son tan grandes que pueden verse como un país”, dice Araya. Según él, China está interesada en profundizar las relaciones subnacionales, a nivel bilateral, y utiliza el ejemplo del Foro China-CELAC como una iniciativa que incentiva la cooperación entre los gobiernos locales latinoamericanos y chinos. “Estos convenios de cooperación tienen un gran potencial para estimular el uso de tecnología sostenible en las ciudades, además de compartir buenas prácticas y experiencias, buscando oportunidades para incrementar la gestión urbana y territorial”, concluye.]]> 300396 0 0 0 <![CDATA[foto-nanp-prancheta-1-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/foto-nanp-prancheta-1-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Thu, 11 Feb 2021 13:13:06 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/foto-nanp-prancheta-1-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400750 300397 0 0 <![CDATA[lawrence-aritao-k2sthzanmfy-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/lawrence-aritao-k2sthzanmfy-unsplash-scaled.jpg Thu, 11 Feb 2021 13:13:06 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/lawrence-aritao-k2sthzanmfy-unsplash-scaled.jpg 400751 300397 0 0 <![CDATA[Campaña realiza reuniones para fortalecer el rol de los gobiernos brasileños en la agenda global de biodiversidad]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300397 Thu, 11 Feb 2021 13:13:06 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300397 Opinión de los especialistas Mariana Oliveira, analista de Investigación Forestal de WRI Brasil, dice que Brasil se ha comprometido con la meta de restaurar 12 millones de hectáreas de bosques para el 2030. “El país entendió que los bosques y la restauración son la tecnología más eficiente para mitigar el cambio climático. Luego de estos compromisos, se diseñaron leyes y decretos para implementar estas acciones a nivel federal. Los documentos e instrumentos que existen en la actualidad - código forestal y plan nacional para la restauración de la vegetación nativa - orientan los caminos y desafíos para implementar esta agenda a nivel local”. El gerente del Programa Reflorestar, en el estado de Espírito Santo, Marcos Sossai, cree que antes de hablar del rol de los gobiernos, es importante hablar de los desafíos del tema. “El desafío ahora es diseñar e implementar políticas públicas de restauración de vegetales que sean robustas, eficientes y que puedan operar a escala. Por el momento, no podemos gestionar estas políticas públicas de forma amateur. La restauración forestal debe verse como un negocio, con productos y activos generados para la preservación de la biodiversidad. Solo entonces podremos restaurar de manera eficiente". La principal estrategia del Programa Reflorestar es incentivar el pago por servicios ambientales. Hoy, el 42% de las hectáreas en recuperación generan ingresos para los productores rurales. Paulo Pereira, secretario de Medio Ambiente de Extrema (MG), compartió las acciones que el municipio llevó a cabo a través de políticas públicas, que culminaron en la creación de un sistema integrado para la preservación del medio ambiente, el programa Restauración Forestal, vinculado a la Conservadora. proyecto das Águas, trabaja para mantener la calidad de las fuentes de agua en Extrema y promover la adecuación de las propiedades rurales. El Programa Extrema no Clima trabaja para que las empresas de la ciudad hagan inventarios de sus emisiones y las neutralicen mediante la restauración ambiental. Pereira cree que este eficaz sistema se ha logrado mediante la articulación e involucramiento de varios actores. “Es en el municipio donde podemos hacer realidad las acciones, y solo podremos darle fuerza a esta agenda cuando los gestores municipales cuiden sus territorios”. Taruhim Miranda, analista de Conservación de WWF-Brasil, señala que la década de la restauración comienza ahora y esta agenda puede generar transformaciones que conecten a la sociedad, la biodiversidad y los nuevos mercados con tecnologías basadas en la naturaleza. "Porque cree en esta gran transformación, el principal objetivo de WWF-Brasil es completar la restauración de 12 millones de hectáreas de vegetación nativa para el 2030, un objetivo alineado con la ambición nacional". Taruhim cree que para lograr la meta es necesario implementar arreglos que den escala a las acciones locales, a través de la capacitación de ejecutores técnicos y herramientas de gestión administrativa y financiera de los proyectos. Para el superintendente de Conservación de la Biodiversidad de la Secretaría de Estado de Medio Ambiente y Sustentabilidad de Pernambuco, Maurício Guerra, se están elaborando una serie de lineamientos para que los estados puedan cumplir con sus compromisos en la década de la restauración. "De esa manera podemos contribuir y colaborar para mejorar las condiciones de vida y la permanencia de las especies de nuestro planeta". Sophia Picarelli cerró el encuentro con el mensaje de que el nuevo acuerdo busca un camino colaborativo, necesario para cambiar el escenario global. “El nuevo hito mundial refleja la vida diaria de todos nosotros. Que este camino se construya de forma colaborativa para viabilizar todas las acciones necesarias ”. Mira todo el evento aquí. La próxima reunión del Nuevo Pacto por la Naturaleza y las Personas tendrá lugar el 8 de abril y tendrá como tema “Producción y Consumo Sustentables”.  ]]> 300397 0 0 0 <![CDATA[gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 04 Feb 2021 13:40:06 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg 400752 300398 0 0 <![CDATA[gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled.jpg Thu, 04 Feb 2021 13:40:06 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/gabriel-manlake-xmcsc8pnrb0-unsplash-scaled.jpg 400753 300398 0 0 <![CDATA[¿Por qué debemos unir esfuerzos y garantizar un Nuevo Marco Global para la Biodiversidad verdaderamente ambicioso?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300398 Thu, 04 Feb 2021 13:40:06 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300398 reducción. En el contexto nacional, se considera que Brasil tiene la mayor biodiversidad del planeta. Con su dimensión continental y enorme variedad de hábitats terrestres y acuáticos, tiene el mayor número de especies vegetales, de las cuales más de la mitad son endémicas. Frente a todos estos desafíos, preservar la biodiversidad y hacer que la humanidad viva en armonía con los recursos naturales que brinda el planeta, los años 2020 y 2021 son decisivos para la biodiversidad en Brasil y en el mundo. El actual Plan Estratégico para la Diversidad Biológica 2011-2020 y los respectivos Objetivos de Aichi han concluido su ciclo, y se adoptará un Nuevo Marco Global de Diversidad Biológica durante la 15ª Conferencia de las Partes del Convenio sobre la Diversidad Biológica (COP15). Se necesitan metas ambiciosas en el Nuevo Marco Post-2020 para la Biodiversidad, que tiene como objetivo guiar la implementación de la visión para 2050: “Vivir en armonía con la naturaleza”. La campaña “Nuevo Acuerdo por la Naturaleza y por las Personas”, lanzada por WWF e ICLEI América del Sur en Brasil, tiene como principal objetivo contribuir, ampliar y fortalecer el papel de los gobiernos subnacionales brasileños en este camino de definición del nuevo marco y posterior implementación. los objetivos globales del Nuevo Marco de Biodiversidad Post-2020. Para Sophia Picarelli, Gerente de Biodiversidad de ICLEI América del Sur, la iniciativa refuerza la importancia del desempeño de acciones locales para la preservación de la biodiversidad. “Los gobiernos estatales y municipales ya están trabajando en varios frentes y pueden avanzar de manera cada vez más significativa para enfrentar este gran desafío global. Para ello, es fundamental que el nuevo marco continúe reconociendo a los actores subnacionales y que oriente principalmente las formas de incrementar el apoyo técnico y financiero para las acciones locales ”. “Llegamos al siglo XXI con un altísimo nivel de desarrollo tecnológico, pero utilizando este conocimiento para una relación primitiva con la naturaleza. Nuestra forma de vida sigue siendo muy depredadora. Y para dar cuenta de los recursos naturales que consumimos, necesitamos un planeta y medio ”, dice Maurício Voivodic, director ejecutivo de WWF-Brasil. En menos de 50 años, el mundo ha perdido más de dos tercios de las poblaciones de mamíferos, aves, anfibios, reptiles y peces silvestres, según el último informe de WWF sobre biodiversidad, que también advierte que las subregiones tropicales de América del Sur y Central son los más afectados, con tasas de reducción superiores al 90%. “El desafío más urgente del siglo XXI es establecer un nuevo acuerdo entre la humanidad y la naturaleza. Este acuerdo debe garantizar no solo la preservación sino también la restauración de lo que ya hemos perdido ”. Para Oliver Hillel, Oficial de Programas de la Secretaría del Convenio sobre la Diversidad Biológica - ONU, Brasil tiene la responsabilidad fundamental de revertir las múltiples pérdidas y degradación de la biodiversidad, y transformar estos conflictos en oportunidades, innovación y solución. “El país jugó un papel sumamente importante en el camino que estableció las Metas de Aichi en 2010, principalmente en el reconocimiento de las autoridades subnacionales y locales como actores clave para la implementación (Decisión X / 22). Espero que cada vez más estados, municipios y otras formas de gobernanza subnacionales comprendan la importancia de este momento y sigan mostrando al mundo los alcances de sus acciones por la biodiversidad ”. Esta ruta tendrá como tema algunos temas que pretenden demostrar cómo la discusión global aterriza en el contexto nacional, a saber: Restauración y Recomposición de Vegetación Nativa; Producción y Consumo Sostenible; Áreas protegidas, uso del suelo y conectividad y soluciones basadas en la naturaleza. El primer encuentro tendrá lugar el 11 de febrero, con el tema “Restauración y Recomposición de Vegetación Nativa” y se transmitirá en el canal de YouTube de ICLEI América del Sur. El Nuevo Acuerdo por la Naturaleza y las Personas se suma a otros movimientos como la Declaración de Edimburgo y la Carta de São Paulo que reclaman una mayor participación, reconocimiento y estímulo de los gobiernos subnacionales y locales en la agenda de la biodiversidad. Brasil tiene un liderazgo significativo en sus gobiernos subnacionales y locales para la implementación de estrategias concretas en esta dirección. Consulte también CitiesWithNature, una plataforma para que los estados y municipios se comprometan a actuar, compartir experiencias e inspirar a otras ciudades y regiones a contribuir a la implementación del nuevo marco post-2020 para la biodiversidad.]]> 300398 0 0 0 <![CDATA[manizales-aspect-ratio-313-350-3]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/manizales-aspect-ratio-313-350-3.jpg Wed, 24 Feb 2021 12:23:24 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/manizales-aspect-ratio-313-350-3.jpg 400754 300399 0 0 <![CDATA[manizales-mobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/manizales-mobile.jpg Wed, 24 Feb 2021 12:23:24 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/manizales-mobile.jpg 400755 300399 0 0 <![CDATA[Envigado e Manizales realizam oficinas sobre Planos de Gestão Integral da Mudança do Clima]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300399 Wed, 24 Feb 2021 12:23:24 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300399 Para atualizar e construir seus Planos Integrais de Gestão do Clima para Mudanças Territoriais (PIGCCT), as cidades colombianas de Envigado e Manizales realizarão, com o apoio do Urban-LEDS II, as primeiras oficinas que iniciam esse processo, reunindo os pontos focais de ambas as áreas (incluindo diferentes secretarias), ICLEI, ONU-Habitat, Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia, academia, líderes ambientais e o setor privado. É através do PIGCCT que os entes territoriais e as autoridades ambientais regionais identificam e definem objetivos e ações de adaptação e mitigação das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) a implementar no território para o qual foram formulados. As oficinas foram realizadas em fevereiro de 2021, com o objetivo de apresentar os resultados do inventário de GEE, apresentar os resultados associados à análise de risco e vulnerabilidade climática do território, apresentar e validar os efeitos estratégicos e transversais e identificar ações atuais de adaptação à mitigação aplicável ao PIGCCT. “Este é um momento crucial para atualizar e construir o Plano Integral de Gestão da Mudança Climática Territorial para Envigado e Manizales, já que a Colômbia está em processo de reavaliação de seus objetivos para o sucesso do Acordo de Paris. No ICLEI entendemos que os países só podem atingir seus objetivos climáticos se levarem em conta as ações, dificuldades e características dos governos locais, portanto, o planejamento urbano sustentável é de vital importância para a qualidade de vida de todas as comunidades colombianas ”, explica Camila Chabar, Coordenadora Regional de Desenvolvimento Baixo em Carbono do ICLEI América do Sul. “Para o governo nacional, é muito importante o que essas empresas de ação climática estão às cidades, depois que o governo colombiano aprovou a atualização do NDC, estabelecendo uma meta de redução de 51% das emissões de GEE até 2030 Essa meta ambiciosa só será alcançada se somarmos forças”, disse Santiago Uribe, Profissional Especializado da Diretoria de Mudança Climática e Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia. “O que queremos é, em sintonia com os processos do ICLEI, todos os dias, do lado público e do privado, fazer nossa contribuição a esta temática da mudança climática em uma nova arena”, disse Juan José Orozco, Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrícola de Envigado. Após esse encontro, serão realizadas entrevistas setoriais para aprimorar a coleta de informações, buscando complementar e estruturar os planos.]]> 300399 0 0 0 <![CDATA[horta-centro-cultural-sp-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/horta-centro-cultural-sp-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 25 Feb 2021 16:33:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/horta-centro-cultural-sp-aspect-ratio-313-350.jpg 400756 300400 0 0 <![CDATA[Belo Horizonte capacita gestores sobre políticas de agroecologia e agricultura urbana]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300400 Thu, 25 Feb 2021 16:33:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300400 Aconteceu no último dia 19 de fevereiro o intercâmbio virtual "Políticas Públicas de Agroecologia e Agricultura Urbana", promovido pela Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da cidade de Belo Horizonte.  O encontro promoveu a formação e capacitação técnica para aprimorar a qualificação da política municipal de agricultura urbana e agroecologia dos gestores e funcionários municipais, por meio de troca de experiências com a cidade de Rosario (Argentina), representada por Javier Alejandro Couretot, integrante da equipe técnica do Programa de Agricultura Urbana de la Municipalidad; Arpad Spalding, consultor do projeto Ligue os Pontos; Nicole Gobeth, gestora do projeto Ligue os Pontos; Vera Vilella, membro do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMUSAN); e Patrícia Marra Sepe, membro do projeto Ligue os Pontos, da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento representantes da Prefeitura de São Paulo (Brasil), além de diversos parceiros entre instituições e organizações sociais que atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os representantes das cidades destacaram o histórico da elaboração de políticas públicas relacionadas à agricultura urbana e segurança alimentar, como esses processos são organizados de maneira técnica a nível local e os principais desafios enfrentados durante o ciclo de implantação das ações.  Daniela Adil, diretora de Fomento à Agroecologia e Abastecimento da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura de Belo Horizonte, destacou a importância da sub-rede CITYFOOD, iniciativa do ICLEI América do Sul, em promover a aproximação entre as cidades, a troca de experiências e o fomento à criação, por meio da cooperação, de um sistema alimentar urbano-regional sustentável e resiliente. O conteúdo trocado durante o intercâmbio servirá de referência para a formulação e qualificação das ações no município, contribuindo para que outras cidades desenvolvam políticas que contemplem a agroecologia e a agricultura urbana.  Saiba mais sobre a sub-rede CITYFOOD.]]> 300400 0 0 0 <![CDATA[apacm-fg2-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1-aspect-ratio-313-350.jpg Mon, 01 Mar 2021 18:20:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1-aspect-ratio-313-350.jpg 400757 300401 0 0 <![CDATA[apacm-fg2-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1.jpg Mon, 01 Mar 2021 18:20:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1.jpg 400758 300401 0 0 <![CDATA[A importância das Unidades de Conservação nos territórios]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300401 Mon, 01 Mar 2021 18:20:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300401 Aconteceu na última quarta (24), o terceiro webinar da sub-rede APLocais, no contexto do projeto Áreas Protegidas Locais e Outras Medidas de Conservação baseadas em Área em nível dos governos locais - o evento compartilhou as experiências e aprendizados obtidos durante o piloto do programa de aceleração realizado em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA) na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos, em São Paulo (SP).   O programa de aceleração desenvolvido pelo ICLEI com o apoio do Sense-Lab foi criado no contexto do projeto Áreas Protegidas Locais, tendo como objetivo promover o olhar empreendedor e inovador na administração pública de áreas protegidas locais. Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, afirma que as Unidades de Conservação (UCs), são instrumentos importantes para o desenvolvimento sustentável. “Pela experiência e escuta ativa do ICLEI aos governos locais o investimento nas UCs é tratado como um custo para os municípios, o programa de aceleração vem para criar outra estratégia diante desse posicionamento e dar senso de urgência para o impulsionamento e importância das Unidades”. Eduardo Toshio Sugawara, consultor do Sense-Lab, compartilha que uma das ações da metodologia do programa de aceleração é empoderar as gestões municipais de que as UCs são um ativo para o desenvolvimento sustentável “O programa mostra uma abordagem complementar de fazer a gestão das UCs, alinhando o conceito de inovação com os anos de experiência dos gestores, o que alavanca o empreendedorismo e possibilita a construção de resultados concretos e mais rápidos de serem alcançados”.  Anita Martins, diretora da Divisão de Gestão de Unidades de Conservação  SVMA da Prefeitura Municipal de São Paulo, afirma que o programa de aceleração promove o olhar estratégico para as UCs, quando identifica os principais pontos de desenvolvimento, no caso da APA Capivari-Monos, o território e suas características oferecem maior potencial para a promoção do turismo e agricultura. “O mais importante desse movimento é que o programa respeita e preserva a biodiversidade local, as características culturais e potencializa os atrativos para serem uma opção de desenvolvimento econômico e social nos territórios.   “Através da teoria de mudança elaborada durante o programa, foram estabelecidos dois planos de trabalho focados em acelerar as ações de turismo e agricultura da APA, os planos de trabalho irão contribuir para que as câmaras técnicas instruam os seus conselhos gestores e auxiliem na efetivação dos planos, que vão contar com a contribuição dos atores locais e iniciativas para que os objetivos sejam alcançados”, afirma Luccas Longo, gestor da APA Capivari-Monos e da Divisão de Gestão de Unidades de Conservação da SVMA.  Longo acredita que as UCs são instrumentos de articulação fundamentais, para que as cidades continuem crescendo e possam realizar a manutenção de serviços ecossistêmicos através de políticas públicas efetivas.  Sophia Picarelli, gerente de biodiversidade e desenvolvimento circular do ICLEI América do Sul, afirma que o programa deve ser um caminho para os governos que buscam consolidar um desenvolvimento mais sustentável em seus territórios. “Acreditamos que a metodologia traz um novo olhar que pode ajudar a superar diversos desafios deste trabalho diário que os gestores enfrentam, e  ser uma forma de acelerar de maneira cooperativa os processos de reconhecimento das UCs como uma peça fundamental para o desenvolvimento do território.  Assista aqui o evento na íntegra ______________________________________________________________ O Programa de Aceleração para Unidades de Conservação está com chamada aberta  São elegíveis os municípios que completarem a inscrição até o dia 08 de março de 2021, possuam ao menos uma Unidade de Conservação Municipal (das categorias Parque Natural, Monumento Natural, Área de Proteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Florestas Municipais) cadastrada no CNUC (Cadastro Nacional de Unidades de Conservação); possuam um plano de manejo e um conselho gestor formalizado por regimento. A previsão é de início no final de março e término em dezembro de 2021.   Neste momento serão selecionadas cinco Unidades de Conservação que, ao longo de nove meses (sendo 6 meses de participação ativa no programa de aceleração e 3 do período de  acompanhamento dos desdobramentos da aceleração), participarão do programa virtual composto por encontros coletivos e atividades individualizadas.    Consulte o regulamento e inscreva-se. Saiba mais sobre a sub-rede áreas protegidas locais.   Entenda o projeto Áreas Protegidas Locais]]> 300401 0 0 0 <![CDATA[juventudes-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/juventudes-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 02 Mar 2021 21:47:11 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/juventudes-aspect-ratio-313-350.jpg 400759 300402 0 0 <![CDATA[juventudesmobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/juventudesmobile.jpg Tue, 02 Mar 2021 21:47:11 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/juventudesmobile.jpg 400760 300402 0 0 <![CDATA[Protagonismo jovem em pauta em evento pré-COP26]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300402 Tue, 02 Mar 2021 21:47:11 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300402 O prefeito de Recife João Campos participou do nono episódio da série #Youth4ClimateLive - Impulsionando a ação local, que ocorreu na tarde desta sexta (26/02). "Como o mais jovem prefeito de uma capital brasileira, tenho um interesse especial pelas questões da juventude e da educação. Recife é um importante ator para as políticas ambientais e climáticas no Brasil e está na vanguarda da ação climática no país", afirmou João Campos. A série #Youth4ClimateLive é parte das iniciativas organizadas no período de preparação para a COP26, a ser realizada em Milão, Itália. Cada sessão reuniu um grupo diverso de jovens que estão ​​na vanguarda da ação climática, em conversas intergeracionais e intergeracionais com formuladores de políticas e especialistas. Durante a conversa entre jovens e representantes políticos envolvidos com a ação climática, o prefeito destacou algumas medidas da Prefeitura da Cidade do Recife para preservar o meio ambiente, proteger a cidade dos possíveis impactos da mudança do clima e contribuir com o protagonismo jovem. "Para planejar ações futuras, é fundamental reconhecer os desafios atuais. Infelizmente, Recife está no ranking de cidades mais vulneráveis à mudança do clima. O que fazer para transformar essa realidade? Em parceria com o ICLEI, lançamos em 2020 um Plano de Ação Climática para reduzir os impactos da mudança do clima em nossa cidade. Também trabalhamos para construir um hospital com 100% de energia renovável", comentou João Campos. “É preciso não apenas promover a tradicional educação ambiental, mas também incluir a perspectiva do protagonismo jovem, reconhecer a autonomia da juventude como ator de mudança nesse processo e criar espaços concretos de colaboração. Dar voz e ouvir os jovens é um elemento fundamental quando se trata da questão climática. O futuro das juventudes depende de decisões que são tomadas no presente, portanto, a participação desses grupos é essencial”, adiciona. Para o prefeito de Milão, Giuseppe Sala: "As cidades não podem atingir a sustentabilidade sozinhas. Precisamos de apoio de organizações e governos federais. A única transição possível é a verde. Energia limpa deve ser prioritária."  Em mensagem de vídeo, Patricia Espinosa, diretora executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ressaltou que as soluções para a mudança climática devem abarcar todas as realidades. “Por muito tempo essas soluções ignoraram as realidades locais das comunidades e dos povos indígenas”, declarou. Espinosa direcionou ainda uma mensagem para as juventudes: "Suas vozes importam! Eu sei que vocês foram ignorados(as) por muito tempo, mas eu os(as) ouço, respeito e agradeço." Também em vídeo, o presidente da COP26, Alok Sharma afirma que a edição de de 2021 marca a primeira vez em que as juventudes farão parte da programação oficial do evento. "Juntos podemos fazer das metas do Acordo de Paris uma realidade." Participaram também Sarah Farheen Khan, assistente de programa do Centro Internacional para Mudança Climática e Desenvolvimento de Bangladesh (ICCCAD) e co-coordenadora da YOUNGO no país; Lodovica Cattani, co-coordenador da YOUNGO na Itália; e Neeshad Shafi, co-fundador do Movimento Juvenil pelo Clima Árabe do Catar. Todos os episódios da série estão disponíveis na íntegra: https://youth4climate.live/ Conheça a linha de atuação Líderes do Futuro do ICLEI América do Sul, que integra em suas atividades representantes das juventudes, por meio de uma aproximação colaborativa e de um diálogo transversal especializado e estruturado com instituições de ensino superior, escolas e governos locais.   ]]> 300402 0 0 0 <![CDATA[gases-de-efeito-estufa-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/gases-de-efeito-estufa-aspect-ratio-313-350.jpeg Thu, 04 Mar 2021 18:43:23 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/gases-de-efeito-estufa-aspect-ratio-313-350.jpeg 400761 300403 0 0 <![CDATA[gases-de-efeito-estufa]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/gases-de-efeito-estufa.jpeg Thu, 04 Mar 2021 18:43:23 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/gases-de-efeito-estufa.jpeg 400762 300403 0 0 <![CDATA[Porque é importante conhecer as emissões de gases de efeito estufa nas cidades?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300403 Thu, 04 Mar 2021 18:43:23 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300403 Hoje, mais de 54% da população mundial vive em centros urbanos. Segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), Em 2050, tal proporção deve chegar a 66%, de acordo com o relatório. O Brasil já supera esse cenário futuro: 76% da população vive em centros urbanos, conforme dados revisados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  A urbanização contribui diretamente para o aumento de emissões dos gases de efeito estufa (GEE), dos quais as cidades são responsáveis por 70% das emissões globais. Em contraponto a essas emissões, os governos locais são atores fundamentais para que seja cumprida a meta estabelecida pelo Acordo de Paris de limitar o aquecimento global em 1,5°C. Afinal, é nas cidades que as decisões que afetam diretamente as emissões de GEE são tomadas.  Para colocar em prática as ações locais pelo clima, é necessário compreender o perfil de emissões, ou seja, quais são as principais fontes e atividades antrópicas que geram as emissões de GEE dentro das fronteiras geográficas. Compreender as emissões oriundas do desmatamento, do consumo de combustíveis, dos processos industriais, das atividades agropecuárias e/ou do tratamento de resíduos é o primeiro passo para a cidade planejar sua estratégia de enfrentamento à crise climática.  O projeto SEEG surgiu a partir da demanda de geração de informações na escala municipal para fornecer uma estimativa de emissões de GEE, oferecendo instrumentos para que os governos locais, estaduais e nacionais tenham uma ferramenta de apoio na tomada de decisão e no processo de planejamento climático. Os dados disponibilizados pela plataforma SEEG são gerados em escala nacional de forma aberta e gratuita.  Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, afirma que o SEEG é um instrumento de balizamento de política pública para as cidades “Através de dados ciêntificos, disponibilizados pela ferramenta de forma gratuita e que vão nortear as ações de implementação contra a emergência climática nas cidades, dando escala para que as ações locais contribuam com a transformação nas agendas globais da emergência climática.  De acordo com os dados levantados pelo SEEG e apresentados em evento online organizado pelo Observatório do Clima, 7 das 10  cidades que mais emitem no Brasil se encontram na região Norte, sendo que essas emissões são decorrentes de atividades associadas principalmente ao desmatamento.  Alguns dados do relatório:
  • Em 2018, a agropecuária foi a maior fonte emissora de GEE em 65,8% dos municípios brasileiros, um total 3.666 municípios.
  • Municípios localizados nos Estados de Mato Grosso, Pará e Mato Grosso do Sul estão entre os 20 que mais emitiram pelo setor agropecuário em 2018, por terem os maiores rebanhos bovinos.
  • São Paulo lidera o setor de energia, com 12,4 milhões de toneladas, seguida por Manaus (6,2MT) e Rio de Janeiro (6MT).
  • Municípios mais populosos, como as capitais, têm no setor de Energia sua principal fonte de emissões, sobretudo devido ao consumo de combustíveis fósseis (diesel e gasolina) nos transportes.
  • Apesar de ser mais populoso, São Paulo apresenta recuperação de metano em dois aterros sanitários (São João e Bandeirantes, que atualmente estão inativos), recuperando cerca de 55 mil toneladas de CH4 em 2018.
  • No Cerrado, entre os maiores emissores estão os municípios na região de expansão da agropecuária no Matopiba (fronteira agrícola entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)
  • O setor de processos industriais é marcado pela escassez de dados de atividades que permitam estimativas mais precisas de suas emissões associadas.
  • Florianópolis é a capital do motor: 62% das emissões do município vêm dos transportes. Logo abaixo na lista, empatadas, estão Brasília e Curitiba, com 59%.
Como organização referência de sustentabilidade na América do Sul e principal articulador dessas agendas com os governos locais, o ICLEI América do Sul participa do projeto SEEG estimando as emissões do setor de resíduos. A iniciativa fomenta a democratização e transparência dos dados e incentiva o debate com diversos atores da sociedade civil, resultado que apoia diretamente a elaboração de estudos e de políticas públicas que apoiam as cidades no planejamento de ações climáticas.  Conhecer as emissões dos municípios brasileiros é o primeiro passo em direção a ações efetivas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Todos os dados apresentados durante o encontro estão disponíveis em: http://seeg.eco.br Assista o evento completo de lançamento do SEEG Municípios.   O projeto é uma parceria entre o ICLEI América do Sul, Observatório do Clima, IPAM, Instituto de Energia e Meio Ambiente, Imaflora Brasil e Imazon Cursos e é financiado pela União Europeia no Brasil, Oak Foundation Instituto Clima e Sociedade e Climate and Land Use Alliance.]]>
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<![CDATA[apacm-fg2-1-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1-aspect-ratio-313-350-1.jpg Mon, 01 Mar 2021 18:20:44 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400763 300404 0 0 <![CDATA[apacm-fg2-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1.jpg Mon, 01 Mar 2021 18:20:44 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/apacm-fg2-1.jpg 400764 300404 0 0 <![CDATA[La importancia de las Unidades de Conservación en los territorios]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300404 Mon, 01 Mar 2021 18:20:44 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300404 Mira todo el evento aquí.]]> 300404 0 0 0 <![CDATA[guillherme-schneider-ecis-bfysg8-unsplash-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/guillherme-schneider-ecis-bfysg8-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 12 Mar 2021 20:25:34 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/guillherme-schneider-ecis-bfysg8-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg 400765 300405 0 0 <![CDATA[mobile-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/mobile-scaled.jpg Fri, 12 Mar 2021 20:25:34 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/mobile-scaled.jpg 400766 300405 0 0 <![CDATA[Recife e CELPE firmam parceria para reduzir consumo de energia do Hospital da Mulher]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300405 Fri, 12 Mar 2021 20:25:34 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300405 No marco do Dia Internacional da Mulher, a Prefeitura do Recife e a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) celebram o início do projeto de instalação de uma usina solar fotovoltaica no Hospital da Mulher, que será construída por meio do Programa de Eficiência Energética da Celpe, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A expectativa é que a geração  promova uma economia anual de 536,7 megawatt hora (MWh) de energia elétrica, o que representa R$240 mil de economia anual na conta do hospital. As obras devem começar ainda no mês de março com previsão de término no final do mês de maio. “A Celpe decidiu instalar a usina no Hospital da Mulher porque entende que a instituição desempenha um trabalho relevante para a saúde e o bem-estar das mulheres da cidade e municípios vizinhos. Além de proporcionar uma economia na conta de energia elétrica, o HMR passará a consumir eletricidade de uma fonte limpa, contribuindo assim para a preservação do meio ambiente”, afirmou o presidente da Celpe, Saulo Cabral. “O desafio da crise climática e da questão da sustentabilidade sempre foi algo que colocamos de maneira muito decisiva. Essa é uma pauta que tem que juntar todo mundo, governo, iniciativa privada e sociedade, então a Prefeitura conseguiu aprovar o projeto junto ao ICLEI e órgãos internacionais e agora ele sai do papel com o apoio da CELPE. A sustentabilidade é uma pauta urgente e nós vamos continuar avançando nessa área”, afirmou o prefeito João Campos. A viabilidade da instalação solar fotovoltaica começou a ser estudada pelo  projeto  Recife Cidade de Eficiência Energética (RCEE), desenvolvido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade e do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira. O projeto avalia  a instalação de painéis solares fotovoltaicos em equipamentos públicos das áreas da saúde, educação, esporte e no edifício-sede da Prefeitura; tendo o Hospital da Mulher do Recife como piloto. O HMR foi selecionado pelo laboratório de financiamento, o LEDS Lab, que é parte do projeto Urban-LEDS II implementado pelo ICLEI - governos locais pela sustentabilidade e a ONU habitat, e financiado pela União Européia.  O Urban-LEDS II visa tornar as estratégias de desenvolvimento de baixa emissão uma parte fundamental da política e planejamento urbano nas cidades. Recife é participante do projeto desde sua fase I como cidade modelo. Para apoiar as cidades a financiarem sua ação climática local foi lançado em 2019, o LEDS Lab: laboratório de financiamento de projetos climáticos com principal objetivo aprimorar a capacidade instalada das prefeituras na elaboração de projetos financiáveis, considerando os aspectos de mitigação e adaptação à mudança do clima. O intuito é disseminar o conhecimento e um apoio efetivo não só para as cidades escolhidas como pilotos, mas a um número maior de cidades e atores que pudessem se beneficiar desse aprendizado. “Recife é uma cidade comprometida com o desenvolvimento sustentável e referência no que se refere ao enfrentamento à crise climática. Possui o seu inventário de gases do efeito estufa, a sua análise de riscos e vulnerabilidades climáticas e o seu plano de ação climática. Além disso, insere esse tema nas escolas, permitindo um projeto pedagógico de vanguarda, e escolhe um equipamento tão relevante como o Hospital da Mulher, para abrigar a intervenção demonstrativa que sintetiza um movimento que se expandirá por todo o município. O ICLEI, junto com a União Europeia e a Onu-Habitat, parceiros do projeto Urban Leds II, celebram a aliança da Prefeitura do Recife com a CELPE e a possibilidade de um avançar conjunto que beneficiará os recifenses e por certo ganhará repercussão internacional”, afirmou o secretário executivo do ICLEI, Rodrigo Perpétuo. Além da instalação de uma nova usina fotovoltaica, a Celpe ainda promoveu a substituição de 4.336 lâmpadas na instituição, em 2018, gerando uma economia de 66,16 MWh/ano. ]]> 300405 0 0 0 <![CDATA[just-transition-2400x1160-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/just-transition-2400x1160-1-aspect-ratio-313-350.jpeg Fri, 26 Feb 2021 18:15:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/just-transition-2400x1160-1-aspect-ratio-313-350.jpeg 400767 300406 0 0 <![CDATA[just-transition-2400x1160-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/just-transition-2400x1160-copia.jpeg Fri, 26 Feb 2021 18:15:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/02/just-transition-2400x1160-copia.jpeg 400768 300406 0 0 <![CDATA[100%RE: por uma transição energética sustentável e justa]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300406 Fri, 26 Feb 2021 18:15:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300406 a partir de uma visão sistêmica, que considere todos os aspectos de desenvolvimento urbano. "É importantíssimo conhecer a matriz de consumo energético em cada cidade e a origem da produção desta energia para termos, de maneira muito assertiva, a perspectiva de chegar a 100% de energias renováveis", afirmou Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, na abertura do workshop. "Para tanto, temos que envolver a população, o setor privado e a academia, além de um compromisso político aliado a uma grande capacidade técnica das autoridades locais."  Existem diversas perspectivas de transição energética. O 100%ER, no entanto, tem o objetivo de estabelecer uma transição energética sustentável e justa, que aumente o acesso e a inclusão por meio das energias renováveis. É o que defendeu a diretora do ICLEI Argentina, Maria Julia Reyna. "O ICLEI é um aliado fundamental na construção dessa capacidade, no incentivo ao comprometimento com essa agenda, na confiança no fornecimento de tecnologias inovadoras e disruptivas e na capacidade para seguir este caminho juntos." Para Santiago Garrido, assessor do Organismo Provincial para o Desenvolvimento Sustentável (OPDS) de Buenos Aires, "as políticas em escala local oferecem enormes oportunidades para pensar em experiências que podem se consolidar, sobretudo pela capacidade que os governos locais têm na implementação de regulações e incentivos na escala local". Durante o evento, foi apresentado o caso de Costa Rica e seu roteiro nacional de transição energética, desenvolvido pela ONG La Ruta del Clima. “O mais importante é termos dados para fazer uma discussão contínua, porque da mesma forma que a gente pode avançar, também pode voltar atrás. A transição é um extenso processo que deve ser sustentado ao longo do tempo", observou o diretor e fundador da La Ruta del Clima, Adrián Martinéz. As sinergias entre eficiência energética e transição energética são importantes, visto que a diminuição da demanda energética potencializa os resultados da troca de fontes energéticas, além de facilitar o acesso à energia por parte das populações mais vulneráveis. “A eficiência é uma ferramenta útil não apenas para mitigar as emissões, mas também para aumentar o acesso à energia”, pontuou Salvador Gil, diretor de Engenharia em Energia da Universidade Nacional de San Martín (UNSAM). O workshop contou com a participação do prefeito de Avellaneda, Dionisio Scarpin, do prefeito de Perez, Pablo Corsalini, da secretária executiva da Mercociudades, Marcela Petrantonio, e de Anabella Ruiz, da direção de Energías Renováveis do Ministério da Economia da Argentina.]]> 300406 0 0 0 <![CDATA[end-mcr2030-website-screenshot-with-partner-logos-small-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/end-mcr2030-website-screenshot-with-partner-logos-small-aspect-ratio-313-350.png Thu, 18 Mar 2021 14:28:55 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/end-mcr2030-website-screenshot-with-partner-logos-small-aspect-ratio-313-350.png 400769 300407 0 0 <![CDATA[end-mcr2030-website-screenshot-with-partner-logos-small]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/end-mcr2030-website-screenshot-with-partner-logos-small.png Thu, 18 Mar 2021 14:28:55 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/end-mcr2030-website-screenshot-with-partner-logos-small.png 400770 300407 0 0 <![CDATA[Developing Resilient Cities 2030 Initiative seeks to increase effective collaboration of networks and institutions in Latin America and the Caribbean to support cities' path towards resilience]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300407 Thu, 18 Mar 2021 14:28:55 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300407 A study released by the scientific journal Nature Climate Change in 2014 shows that globally, extreme weather events have doubled in the past 20 years and make city dwellers more vulnerable to increasingly frequent and intense disasters. At the regional level, the consolidation of sustainable and resilient cities has become one of the biggest and most urgent challenges, where the growing urban population moves and settles in areas at risk.

The campaign developed by the United Nations Office for Risk Reduction (UNDRR) drives the development of technical capacity, connects various levels of government, and promotes strategic partnerships on a global scale, in addition to meeting the growing need to increase resilience at the local level.

During the regional launch of the Initiative, Rodrigo Perpétuo, Executive Secretary of ICLEI South America, stressed that the concept of cooperation is fundamental to the scaling up of the initiative: “Governments do not work alone, they need multilevel action, academia, organizations from the civil society and, mainly, of the people who live in the cities."

The Making Cities Resilient (MCR2030) initiative also promotes the creation of a regional structure where actors with strong ties and experience in implementing actions to reduce disaster risk connect with cities that advance in strengthening their resilience.

Know more.]]>
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<![CDATA[csm-santiago-de-chile-737f2b0fe9-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/csm-santiago-de-chile-737f2b0fe9-aspect-ratio-313-350.jpeg Thu, 18 Mar 2021 12:38:01 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/csm-santiago-de-chile-737f2b0fe9-aspect-ratio-313-350.jpeg 400771 300408 0 0 <![CDATA[csm-santiago-de-chile-737f2b0fe9-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/csm-santiago-de-chile-737f2b0fe9-copia.jpeg Thu, 18 Mar 2021 12:38:01 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/csm-santiago-de-chile-737f2b0fe9-copia.jpeg 400772 300408 0 0 <![CDATA[Desafios da agenda climática na América Latina são apresentados ao Reino Unido]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300408 Thu, 18 Mar 2021 12:38:01 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300408 Anfitrião da COP-26, a ser realizada em 2021, e com ambiciosas metas de neutralidade de carbono, o Reino Unido pretende não apenas se transformar internamente, mas também trabalhar em conjunto com parceiros em todo o mundo para cumprir os compromissos climáticos globais.  Anunciado em novembro de 2020, o Plano de Dez Pontos para Revolução Industrial Verde é uma indicação clara da importância desse tópico, e representa uma oportunidade de parceria com cidades latino-americanas que buscam acelerar a redução de emissões e uma mudança para a adoção de energia renovável. Em parceria com o Ministério de Relações Exteriores e Desenvolvimento do Reino Unido e a The Business of Cities, a Connected Places Catapult organizou o evento "Desafios e oportunidades de inovação urbana em neutralidade de carbono na América Latina", que deu voz para as cidades latino-americanas falarem sobre seus desafios na busca pela neutralidade de carbono. Fiona Clouder, embaixadora regional do Reino Unido para a COP-26, observa que para estabelecer uma maior qualidade de vida, as ações locais são fundamentais. “Para a COP-26 as cidades têm um papel muito importante, e queremos trabalhar de maneira conjunta em temas ambiciosos, inovadores e coletivos. Representando entidades que trabalham com soluções inovadoras para enfrentar os problemas relacionados ao clima na região, o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, participou do evento. “Compreendemos a neutralidade de carbono na nossa região como uma transição socioeconômica. Ela implica em apropriação política e perspectiva transversal de ação, além de uma ação articulada multinível”, afirmou Perpétuo, que apresentou as experiências do Urban-LEDS II e do LEDS Lab implementados em cidades brasileiras e colombianas. “A pandemia nos deu clareza de que temos que desenvolver uma relação mais harmônica com a natureza e a biodiversidade. Sendo a América Latina a região mais urbanizada do mundo, é preciso fortalecer políticas públicas que permitam essa aproximação.” O evento contou ainda com prefeitos e representantes de governos locais do Chile e da Colômbia, que falaram dos desafios locais em busca da neutralidade de carbono, como a transição energética e a gestão de resíduos sólidos. Participou também Matheus Ortega, assessor da C40 para Salvador, que falou sobre a elaboração do Plano de Ação Climática da capital baiana. “As cidades têm que tomar consciência de seu poder. Os governos locais são fundamentais para a implementação de metas globais”, finalizou Perpétuo.]]> 300408 0 0 0 <![CDATA[reserva-ecologica-de-buenos-aires-1900x1268-c-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/reserva-ecologica-de-buenos-aires-1900x1268-c-aspect-ratio-313-350.jpeg Fri, 19 Mar 2021 13:12:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/reserva-ecologica-de-buenos-aires-1900x1268-c-aspect-ratio-313-350.jpeg 400773 300409 0 0 <![CDATA[reserva-ecologica-de-buenos-aires-1900x1268-c-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/reserva-ecologica-de-buenos-aires-1900x1268-c-copia.jpeg Fri, 19 Mar 2021 13:12:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/reserva-ecologica-de-buenos-aires-1900x1268-c-copia.jpeg 400774 300409 0 0 <![CDATA[Latinoamerica Sostenible discute o papel das cidades na recuperação verde]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300409 Fri, 19 Mar 2021 13:12:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300409 Nesta quinta-feira, 18 de março, a aliança Latinoamerica Sostenible organizou um painel que discutiu o papel dos governos locais em uma recuperação econômica verde, justa e resiliente a partir de estratégias como iniciativas de transporte, construção sustentável e eficiência energética.  Representando a aliança, a pesquisadora Violeta Rabi fez uma introdução sobre o porquê as propostas de recuperação econômica devem ser focadas nas cidades. “É urgente que as cidades estejam preparadas para as futuras crises e possam prevenir perdas econômicas, sociais e ambientais”, observou Rabi. “Essa ideia é ainda mais relevante na América Latina, uma das regiões mais urbanas do mundo.” Para ela, a recuperação econômica pós-pandemia é uma possibilidade única para buscar respostas aos problemas urbanos e elevar a qualidade de vida dos cidadãos.  A aliança Latinoamerica Sostenible trabalha com três pilares urbanos para uma recuperação justa e resiliente: eficiência energética de moradias e habitações, sistemas de transporte descarbonizados e infraestrutura e sistemas de energia renovável. “São inversões que impactam diretamente na qualidade de vida e também causam impacto na crise climática, além de poderem ser implementadas de maneira descentralizada.” Secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo foi um dos convidados para o debate, ao lado de Sergio Baeriswyl, presidente do Conselho de Desenvolvimento Urbano do Ministério da Habitação e Urbanismo (CNDU) do Chile, Lina Marcela Quinones e Javier Garduno. Perpétuo acredita que os efeitos da pandemia no território trouxeram ao menos a consciência de que é preciso prover mecanismos de resiliência no planejamento das cidades, em todas as suas dimensões, e não somente para emergências. “A saída para a crise é a integração multinível entre os governos. O poder público tem que acessar suas redes de proteção social com vigor, tanto para pessoas como para empresas, para que não se aprofunde ainda mais o desemprego, além de investir em infraestrutura verde e aspectos relacionados à economia sustentável.” Para ele, as cidades devem ter um papel de maior protagonismo nesta década, principalmente em relação à recuperação da biodiversidade, “através de normas de licenciamento e planos de ação que incorporem critérios de clima e biodiversidade e sejam mecanismos de integração da cidade com o meio ambiente e a natureza”.]]> 300409 0 0 0 <![CDATA[recife-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 19 Mar 2021 20:15:24 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife-aspect-ratio-313-350.jpg 400775 300410 0 0 <![CDATA[recife-mobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife-mobile.jpg Fri, 19 Mar 2021 20:15:24 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife-mobile.jpg 400776 300410 0 0 <![CDATA[Destaques da V Reunião do Fórum Pernambucano de Mudança do Clima]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300410 Fri, 19 Mar 2021 20:15:24 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300410 Para marcar o Dia Nacional da Conscientização Sobre Mudança Climática (16.03) o governo de Pernambuco promoveu a V Reunião Extraordinária do Fórum Pernambucano de Mudança do Clima. Além de reunir convidados de peso para debater os resultados da pesquisa do IBGE "Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros", o encontro foi também o lançamento da cooperação União Europeia-Pernambuco para o desenvolvimento da estratégia de descarbonização do Estado. Confira abaixo as falas dos especialistas e convidados da V Reunião Extraordinária do Fórum Pernambucano de Mudança do Clima: . “Pernambuco tem sua Política Estadual de Mudanças do Clima desde 2010. Desde então, vem desenvolvendo diversas ações buscando a mitigação da emissão de gases de efeito estufa e a adaptação aos efeitos da mudança do clima. É preciso construir um caminho com metas de redução de emissões, permitindo o monitoramento e a avaliação de sua implementação. Acredito que esse trabalho poderá orientar o desenvolvimento do Estado, promovendo atividades de ações que reduzam a emissão de gases, geração de empregos, renda e qualidade de vida”. Paulo Câmara, governador de Pernambuco . “Fico feliz de ver o grande interesse de Pernambuco pela experiência da União Europeia em políticas para uma economia neutra em carbono. Espero que o Estado e o Brasil como um todo sigam esse caminho”. Ignácio Ibáñez, embaixador da União Europeia no Brasil. . “Pernambuco é conhecido por seu compromisso no combate à mudança climática. Dada a liderança do governador Paulo Câmara e ativismo do secretário Bertocci é natural que escolhêssemos Pernambuco para aprofundar nesta cooperação com os estados brasileiros”. Ignacio Asenjo, adido de meio ambiente, mudanças climáticas e energias da União Europeia no Brasil. . “A cooperação do governo do estado de Pernambuco com a União Europeia é resultado do esforço do governo em avançar na pauta climática. Estamos diante de uma grande oportunidade de caminhar a passos largos este ano rumo a uma economia carbono neutro”. José Bertotti, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco. . “Cada vez mais as pessoas vão tendo mais consciência da importância da sustentabilidade para a economia. A pesquisa (Mudanças climáticas na percepção dos brasileiros) mostrou isso. Não tem incoerência defender a sustentabilidade e ao mesmo tempo o crescimento econômico”. Geraldo Julio, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do ICLEI América do Sul. . “A primeira coisa que podemos ressaltar com a pesquisa é que o brasileiro está preocupado com a mudança climática. Tão importante quanto é que 92% dos brasileiros consideram que ela está acontecendo”. Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro. . “Existem impactos diversos da emergência climática globalmente, mas atinge em especial as populações mais pobres e vulneráveis. Combater a crise climática exige de nós medidas efetivas de combate às desigualdades”. Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos. . “Acredito na construção de fóruns e instâncias onde participem poder público e sociedade civil. Esses espaços são como oásis em um deserto para construirmos melhores políticas públicas”. Cida Pedrosa, vereadora e ex-secretária de meio ambiente do Recife. . “Como nas anteriores, é sempre um prazer participar das reuniões do Fórum. São sempre ricas em conteúdo e com a presença de pessoas-chave da política climática de Pernambuco.  Todos os convidados, especialmente o Governador Paulo Câmara e o Secretário de Desenvolvimento Econômico, e o presidente do ICLEI, Geraldo Julio, deram ênfase na importância do desenvolvimento econômico sustentável, baseada numa economia verde, rumo à descarbonização do Estado”. Leta Vieira, coordenadora de baixo carbono do ICLEI Brasil.   ]]> 300410 0 0 0 <![CDATA[curitiba-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/curitiba-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 18 Mar 2021 22:10:33 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/curitiba-aspect-ratio-313-350.jpg 400777 300411 0 0 <![CDATA[curitibamobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/curitibamobile.jpg Thu, 18 Mar 2021 22:10:33 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/curitibamobile.jpg 400778 300411 0 0 <![CDATA[Action Fund Brasil: Curitiba realiza debate sobre indicadores relacionados à crise climática]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300411 Thu, 18 Mar 2021 22:10:33 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300411 Curitiba foi uma das cidades escolhidas pelo ICLEI para participar do Action Fund Brazil para aplicar projetos climáticos que utilizem dados públicos disponibilizados na plataforma Environmental Insights Explorer (EIE), do Google, de forma a contribuir com a ação climática local. A  cidade selecionou o SENAI-PR para desenvolver um painel de acesso público que permita o acompanhamento de indicadores relacionados à crise climática, bem como análises mais profundas sobre o fenômeno no município.  A capital paranaense escolheu o Dia Mundial da Conscientização sobre a Mudança Climática, celebrado em 16 de março, para realizar a primeira fase de debates virtuais  envolvendo os parceiros do projeto e especialistas na pauta climática, convidados para auxiliar na definição dos eixos temáticos do painel. A ideia é que esta construção seja coletiva, envolvendo representantes da sociedade, do poder público municipal e estadual, de institutos de pesquisa, universidades, empresas e representantes do terceiro setor. “Uma das exigências para a seleção dos projetos era o envolvimento de diferentes públicos. Para isso, propusemos uma metodologia marcada por processos de inteligência coletiva no decorrer do desenvolvimento. Outro diferencial do painel é que ficará aberto para uso por toda a sociedade”, afirmou a gerente executiva do Observatório Sistema Fiep, Marília de Souza. O Observatório Sistema Fiep é uma linha de ação do Senai no Paraná dedicada à prestação de serviços de pesquisa, prospecção, planejamento e articulação com vistas ao desenvolvimento da indústria e melhoria de sua competitividade. Outras etapas do projeto preveem a participação de estudantes universitários e da rede municipal de ensino. “O primeiro público será contemplado em concurso com foco científico, que premiará os três melhores artigos dentro da temática mudança climática, escritos com base em informações e dados da plataforma. Já para os alunos do fundamental, a intenção é valorizar as três melhores propostas que disseminem conceitos sobre mudança climática implementadas nas próprias escolas. Dessa forma envolveremos diversos públicos no processo de conscientização sobre o tema”, explicou o coordenador de Inteligência e PDI do Observatório, Sidarta Ruthes de Lima. No debate, 31 painelistas refletiram sobre os eixos temáticos que devem estruturar o painel de dados sobre mudança do clima de Curitiba. A partir das contribuições colhidas no encontro, será formatada uma proposta para a composição do painel. Outros encontros de trabalho ocorrerão ao longo dos próximos meses para abordar os seguintes temas: indicadores para monitoramento, prospecção de bases de dados, desenvolvimento de modelos de análise, criação da plataforma e desenvolvimento da governança e gestão do projeto. A previsão é que o Painel de Indicadores de Mudança do Clima de Curitiba esteja disponível para consultas no primeiro semestre de 2022.  ]]> 300411 0 0 0 <![CDATA[landscape-tree-water-nature-forest-rock-805080-pxherecom-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/landscape-tree-water-nature-forest-rock-805080-pxherecom-aspect-ratio-313-350.jpg Mon, 22 Mar 2021 20:26:43 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/landscape-tree-water-nature-forest-rock-805080-pxherecom-aspect-ratio-313-350.jpg 400779 300412 0 0 <![CDATA[landscape-tree-water-nature-forest-rock-805080-pxherecom-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/landscape-tree-water-nature-forest-rock-805080-pxherecom-copia.jpg Mon, 22 Mar 2021 20:26:43 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/landscape-tree-water-nature-forest-rock-805080-pxherecom-copia.jpg 400780 300412 0 0 <![CDATA[Dia Mundial da Água: iniciativa recupera nascentes no interior de MG]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300412 Mon, 22 Mar 2021 20:26:43 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300412 Comemorado em 22 de março, o Dia Mundial da Água foi criado em 1992 pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de reforçar a importância vital deste recurso natural. Atualmente, no entanto, o fornecimento natural de água corre sérios riscos devido a diversos fatores, como a má utilização, os hábitos de consumo exagerados e, em muitos casos, uma gestão problemática do seu uso no território urbano.  Nas últimas décadas, as cidades têm sofrido consequências desse mau uso da água, como longos períodos de seca e estiagem, falta de acesso à saneamento básico, baixa qualidade da água e enchentes recorrentes, impactando diretamente a qualidade de vida da população. Neste sentido, o ICLEI aproveita esta data celebrativa para destacar a ação de um de seus associados na América do Sul, o Instituto Espinhaço, que vem trabalhando intensamente para recuperar as florestas e regenerar as águas da região da Serra do Espinhaço, no interior de Minas Gerais. Lançado em 2015, o projeto “Semeando Florestas, Colhendo Águas” vem recuperando áreas degradadas e contribuindo com a conservação de matas nativas, fortalecendo o combate à emergência climática ao reduzir a concentração de CO² na atmosfera. Até o momento, o projeto já plantou cerca de 3,5 milhões de árvores em uma região que abrange 117 municípios e, acima de tudo, está recuperando a bacia hidrográfica da Serra do Espinhaço. O diretor administrativo do Instituto Espinhaço, Felipe Xavier, afirma que todo o trabalho do projeto está focado na reabilitação de áreas degradadas para que voltem a produzir água de qualidade. “A recomposição vegetativa e a conservação do solo são processos voltados para a recuperação de fontes de abastecimento público de água, como mananciais, aquíferos e nascentes”, observa.  De acordo com o Índice Mineiro de Vulnerabilidade Climática (IMVC), mais de cinco milhões de pessoas são diretamente afetadas pela crise climática em Minas Gerais - ou seja, quase de 25% da população do estado. Ainda segundo o estudo, mais da metade dos 853 municípios mineiros têm baixa capacidade de se adaptar às alterações do clima e a seus efeitos; 78% têm alta sensibilidade a essas mudanças; e 15% estão em áreas de vulnerabilidade extrema. [caption id="attachment_11751" align="alignnone" width="600"] Crédito: Facebook do projeto Semeando Florestas, Colhendo Águas[/caption] “O nome do projeto não é apenas simbólico”, afirma Xavier. “A ideia é que possamos produzir água com mais qualidade e também em maior quantidade, buscando recursos financeiros para que possamos cuidar dos solos e das matas, e também da biodiversidade e fauna. Assim, a médio e longo prazo aumentaremos tanto a quantidade como a qualidade da água.” O projeto “Semeando Florestas, Colhendo Águas” venceu recentemente o Prêmio Hugo de Werneck, considerado o Oscar da ecologia, na categoria Melhor Exemplo em Biodiversidade - Água. Para além do trabalho de recuperação hídrica e florestas, a iniciativa realiza um trabalho de mobilização socioambiental com a população da região, através de processos de educação ambiental sobre temas como uso do solo e manejo de áreas rurais, estimulando tanto a produtividade dos agricultores locais quanto a proteção ambiental.  “Se não há um bom condicionamento do solo, ele será prejudicado e vai influenciar na qualidade da água. Qual será a consequência para a população? Quanto mais conscientização sobre isso, melhores serão os resultados dessa mobilização”, aponta Xavier. “A degradação do solo impacta na qualidade da água, e precisamos estancar essa torneira. O Brasil é o país que mais produz água doce no mundo. O campo fornece alimento para a área urbana - mas não é apenas alimento. O campo produz água também.” O Instituto Espinhaço é associado ao ICLEI desde 2018. Na visão de Xavier, as pautas urbanas e rurais estão territorialmente separadas, mas tem uma relação de sinergia e de dependência. “Contribuímos obviamente para o desenvolvimento urbano sustentável ao produzir água para as cidades, comprovando como as nascentes que estão sendo recuperadas impactam inclusive na produção de melhores e mais saudáveis alimentos.” O ICLEI acredita que a integração de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) ao planejamento urbano oferece benefícios diversos para o aumento da biodiversidade em áreas urbanas, entre eles o apoio na gestão e tratamento das águas pluviais e residuais e a melhoria na qualidade de água. “Não há ação que desenvolvamos que não esteja associada à pauta urbana”, finaliza Xavier.]]> 300412 0 0 0 <![CDATA[recife3-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife3-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 30 Mar 2021 12:40:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife3-aspect-ratio-313-350.jpg 400781 300413 0 0 <![CDATA[recifemob-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recifemob-1.jpg Tue, 30 Mar 2021 12:40:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recifemob-1.jpg 400782 300413 0 0 <![CDATA[Vice-prefeita do Recife assume presidência do GECLIMA da cidade]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300413 Tue, 30 Mar 2021 12:40:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300413 De acordo com o Quarto Relatório do Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), a cidade do Recife está entre as cidades mais vulneráveis ao aumento médio do nível do mar decorrente da mudança do clima. Ciente das responsabilidades em promover a mitigação dos efeitos da crise climática e dos desafios que a cidade do Recife pode enfrentar, a gestão municipal assumiu o compromisso com um modelo de desenvolvimento social e econômico com bases sustentáveis e de baixo carbono para nortear a estratégia de promoção de um ambiente mais seguro e responsivo para as futuras gerações. A adoção de soluções, ferramentas e políticas inovadoras serão o instrumento para viabilizar compromissos e implementar programas específicos que garantam um novo paradigma para a cidade e para o estado. Reconhecendo a necessidade de articulação do Poder Executivo Municipal com as instituições da sociedade civil organizada (setores comunitários, produtivos, não governamentais e dos organismos científicos, de pesquisa e ensino superior, etc) para o enfrentamento dos efeitos da mudança do clima e promoção da sustentabilidade; o Decreto nº 27, de 06/09/2013, formou o Comitê de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas do Recife – COMCLIMA e o Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas – GECLIMA. Ambas as instâncias foram criadas no contexto da implementação da primeira fase do projeto Urban-LEDS. O COMCLIMA tem a finalidade de debater, compartilhar informações e subsidiar o município na formulação e desenvolvimento das políticas de sustentabilidade e redução dos impactos decorrentes das interferências antrópicas sobre o sistema climático. O GECLIMA sempre foi composto por técnicos da Prefeitura da Cidade do Recife das diferentes secretarias que contribuem com dados e informações qualitativas para a realização do Plano de Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) e seu monitoramento.  Já o CONCLIMA é formado pelos membros do GECLIMA e outros atores interessados na temática. Nessa nova gestão esses espaços ganharam força com a representação política nas duas instâncias. Agora, a vice-prefeita, Isabella de Roldão, preside essa governança garantindo a transversalidade da temática nas demais pastas e a participação de secretários diretamente na implantação das ações e políticas.]]> 300413 0 0 0 <![CDATA[parque-orla-de-piratininga-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/parque-orla-de-piratininga-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 30 Mar 2021 12:40:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/parque-orla-de-piratininga-aspect-ratio-313-350.jpg 400783 300414 0 0 <![CDATA[parque-orla-de-piratininga-mobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/parque-orla-de-piratininga-mobile.jpg Tue, 30 Mar 2021 12:40:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/parque-orla-de-piratininga-mobile.jpg 400784 300414 0 0 <![CDATA[Água: como o ICLEI vem atuando nesta temática]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300414 Tue, 30 Mar 2021 12:40:38 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300414 A água é um serviço ecossistêmico essencial para a sobrevivência de todos os seres no planeta. No entanto, atualmente o fornecimento natural de água corre sérios riscos devido a fatores como o crescimento populacional, a acelerada urbanização, a má utilização, hábitos de consumo exagerados e, em muitos casos, uma gestão problemática do seu uso no território urbano.  “A água é um recurso finito e insubstituível”, lembra Glauco Kimura, da UNESCO Brasil durante apresentação do painel Água: elemento estratégico para o desenvolvimento econômico e para a segurança nacional. O webinar realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) fez parte da programação da Semana das Águas, que aconteceu entre os dias 22 e 24 de março em comemoração ao Dia Mundial da Água. No mesmo painel, o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, lembrou que no mundo todo há um déficit enorme em relação ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6. “Estamos há nove anos do prazo dessa pactuação em torno dos ODS, portanto, está clara a necessidade do aumento da ambição e investimentos para quitar esta desigualdade", clamou. Nas últimas décadas, as cidades têm sofrido consequências desse mau uso da água como longos períodos de seca e estiagem, falta de acesso à saneamento básico, baixa qualidade da água e enchentes recorrentes, o que impacta diretamente a qualidade de vida da população. Durante o evento, Perpétuo chamou a atenção sobre a “necessidade de se incorporar critérios nos instrumentos urbanísticos para garantir que este bem-natural, este serviço ecossistêmico essencial para nossas vidas, seja protegido nos territórios.” A incorporação da infraestrutura natural ou infraestrutura verde nos planos de gestão hídrica pode aumentar a eficiência, o desempenho e a resiliência do sistema de infraestrutura convencional. No entanto, os tomadores de decisão muitas vezes não dispõem das ferramentas e dos dados necessários para identificar e avaliar estratégias de infraestrutura natural em paralelo às abordagens tradicionais. E como o ICLEI contribui com este processo? Acreditamos que a integração de Soluções baseadas na Natureza (SbN) ao planejamento urbano oferece benefícios diversos para o aumento da biodiversidade em áreas urbanas, entre eles o apoio na gestão e tratamento das águas pluviais e residuais e a melhoria na qualidade de água. Por meio de estudos, análises, capacitações e compartilhamento de boas práticas realizadas no contexto de projetos de cooperação como o INTERACT-Bio e SUGI-Nexus aprimoramos a capacidade instalada para gestão hídrica de nossos associados. Boas práticas no Brasil Anápolis (GO) Em 2017, a cidade iniciou um programa que hoje é referência na resposta a dois grandes desafios hídricos: a falta de água durante a estiagem e as enchentes no período de chuvas. O programa Pró-Água, liderado  Prefeitura de Anápolis, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente, já recuperou 123 nascentes, plantou mais de 250 mil mudas de árvores nativas do Cerrado, instalou viveiros, jardins sazonais, pomar, cacimbas para canalizar a água da chuva para o lençol freático, além de jardins de chuva. Uma compostagem municipal converte em matéria fértil 25 toneladas de resíduos orgânicos e 5 toneladas de galhos de podas diariamente, gerando economia de R$ 20 mil reais por mês para os cofres públicos. Os eixos de atuação articulam agendas como conservação de recursos hídricos e da biodiversidade, educação ambiental para redução do risco de queimadas e segurança alimentar. #DestaqueRedeICLEI Niterói (RJ) O Parque Orla de Piratininga (POP) foi planejado para contribuir para a despoluição da Lagoa de Piratininga, por meio da implantação de equipamentos de drenagem sustentável e outras tecnologias de Solução baseada na Natureza (SbN), além de recuperação de ecossistemas e oferecer infraestrutura de visitação e lazer. O objetivo é retirar das águas da drenagem natural (rios) e urbana (águas pluviais e escoamento superficial nas vias públicas) os excessos de sedimentos e de nutrientes, que representam respectivamente o assoreamento e a eutrofização da lagoa de Piratininga. O projeto teve inicio no dia 20 de agosto de 2020 e é uma realização da prefeitura de Niterói,  por meio da Unidade de Gestão de Projetos do Programa Região Oceânica Sustentável (UGP PRO Sustentável), vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG.]]> 300414 0 0 0 <![CDATA[imagem1-gcomsite-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/imagem1-gcomsite-1-aspect-ratio-313-350.png Wed, 31 Mar 2021 18:17:18 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/imagem1-gcomsite-1-aspect-ratio-313-350.png 400785 300415 0 0 <![CDATA[30 cidades da Rede ICLEI recebem reconhecimento pelo enfrentamento à crise climática]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300415 Wed, 31 Mar 2021 18:17:18 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300415 O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia na América Latina (GCoM), a maior coalizão global de cidades comprometidas com a ação climática, divulgou em março (15/03) os resultados das etapas alcançadas no ciclo 2019/2020 pelas cidades e governos locais signatários. No total, 30 cidades associadas ao ICLEI América do Sul  –  que preside o Conselho Consultivo Nacional do Brasil e integra o Comitê Diretivo Regional – foram reconhecidas neste ciclo O destaque vai para Belo Horizonte (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Quito (Equador) e Rio de Janeiro (Brasil), que receberam a certificação de “Total Conformidade”, tendo atingido todas as etapas de mitigação e adaptação estabelecidas pela coalizão. “É muito gratificante poder contribuir para o avanço das cidades de nossa Rede na jornada de enfrentamento à emergência climática. Diante das graves consequências econômicas, sociais e sanitárias que vivemos em nossa região, é primordial que as ações, iniciativas e políticas estejam alinhadas ao compromisso por um desenvolvimento urbano sustentável, ambientalmente responsável e socialmente inclusivo. Incentivamos que mais cidades se unam a esta importante iniciativa que é o Pacto”, destaca Rodrigo Corradi, gerente de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI América do Sul. Os novos dados referem-se aos reportes feitos ao longo do último ano e, ao contrário do que era esperado, mesmo diante das crises sociais, políticas e econômicas decorrentes da pandemia da Covid-19 ao redor do mundo, o número de cidades que seguiram reportando seus dados e avançando nesta agenda aumentou.  “Muitas cidades já sofrem os efeitos da mudança climática. Com a pandemia da COVID-19, os gestores estão vivenciando o impacto de uma crise de dimensões globais na administração local. Acredito que o avanço seja justamente um resultado desta conscientização das cidades e do trabalho de apoio feito por toda a rede de coordenadores nacionais e parceiros estratégicos do Pacto, como o ICLEI. Este apoio auxilia as cidades a organizarem e planejarem suas ações, potencializando seu impacto”, aponta Stephanie Horel – Gerente de Programa, Instrumento de Política Externa (FPI) da Equipe Regional da União Europeia para as Américas, responsável pelo "Projeto de Apoio ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia" na região. Atuação da América Latina De acordo com o Relatório Global de Riscos do Fórum Econômico Mundial (2020), os cinco principais riscos globais, em termos de probabilidade, são ambientais: eventos climáticos extremos; falha na ação climática; danos e desastres ambientais causados pelo homem; grande perda de biodiversidade; e desastres naturais graves. Torna-se, portanto, cada vez mais latente a necessidade de protagonismo de governos locais e regionais no enfrentamento destes desafios.  Fatores como a crescente urbanização, a extração desmedida de recursos naturais, a dependência de recursos fósseis, entre outros, seguem tendo forte presença nas cidades da América Latina e aumentam as incertezas relacionadas à crise climática. Neste sentido, a participação em espaços de articulação, trocas e aprimoramento de mecanismos de gestão com foco no desenvolvimento urbano sustentável tornam-se essenciais. Ao todo, são 509 cidades da região comprometidas com o GCoM. Dessas, 236 foram reconhecidas neste ano.  “A região da América Latina é chave para o sucesso da iniciativa. É uma das mais urbanizadas do mundo. São 650 milhões de habitantes, 1 em cada 12 habitantes do mundo. Hoje as cidades signatárias já passam de 500, beneficiando a mais de 183 milhões de pessoas, cerca de 28% da população da região. O potencial de impacto, tanto na redução dos gases de efeito estufa, quanto na capacidade de adaptação à mudança climática, é enorme.”, destaca Stephanie. O ICLEI trabalha para que governos locais reconheçam oficialmente a emergência climática e atuem em prol do desenvolvimento urbano sustentável. O envolvimento das cidades de sua Rede junto ao GCoM é um dos caminhos para oferecer mais qualificação e recursos de ação para os territórios, o que é feito por meio da disponibilização de ferramentas e apoio técnico visando avanços no processo de planejamento climático. Funcionamento e sistema de medalhas Atualmente, o GCoM reúne mais de 10.500 governos locais de todo o mundo que comprometem-se a implementar políticas de enfrentamento à crise climática e a tomar medidas para avançar nesta agenda.  O caminho a ser percorrido pelas signatárias é avaliado a partir de três áreas principais: redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), adaptação à mudança do clima e acesso à energia limpa e acessível. O progresso em cada uma dessas áreas é monitorado por meio de reportes feitos pelas cidades na Plataforma Unificada CDP-ICLEI e os dados ficam disponíveis no site oficial do GCoM Como uma forma de legitimar, visibilizar e dar transparência às ações climáticas desenvolvidas e em curso, os governos locais são reconhecidos por um sistema de medalhas que identifica a fase ou etapa em que cada cidade se encontra em sua jornada pelo clima. Existem três categorias de reconhecimento: mitigação, adaptação e conformidade, sendo que esta última é concedida às cidades que realizaram todas as etapas. Confira abaixo a lista de cidades da Rede ICLEI que foram reconhecidas neste ciclo:   Total Conformidade Belo Horizonte (BR) Buenos Aires (ARG) Quito (ECU) Rio De Janeiro (BR)  Mitigação Avellaneda (ARG) Bogotá (COL) Cali (COL) Campinas (BR) Cuenca (ECU) Fortaleza (BR) Guarulhos (BR) Lima (PER) Londrina (BR) Medellín (COL) Niterói (BR) Palmas (BR) Recife (BR) Salvador (BR) Sorocaba (BR) Adaptação Aracaju (BR) Ate (PER) Avellaneda (ARG) Bogotá (COL) Cali (COL) Campinas (BR) Canoas (BR) Cuenca (ECU) Curitiba (BR) Florianópolis (BR) Fortaleza (BR) Goiânia (BR) Lima (PER) Manizales (COL) Medellín (COL) Montevideo (URU) Niterói (BR) Palmas (BR) Recife (BR) Salvador (BR) São Leopoldo (BR) São Paulo (BR) Sorocaba (BR) Vitória (BR) Por conta da pandemia, algumas cidades, embora não tenham registrado avanços significativos neste ano, mantiveram seu nível de certificação com base no ciclo anterior. A lista de todas as cidades signatárias pode ser acessada aqui. Próximos passos O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia seguirá, ao longo deste ano, fornecendo apoio para que as cidades avancem em seus compromissos climáticos. Qualificação do apoio técnico fornecido às cidades e fortalecimento da perspectiva de gênero na agenda de planejamento dos governos estão entre ações planejadas para 2021.  A partir de abril, a coalizão inicia o próximo ciclo de reporte e passa a incentivar as cidades a submeterem seus resultados na plataforma.  Sobre o Pacto Global de Prefeitos pelo o Clima e a Energia O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM) é a maior aliança de cidades e governos locais do mundo com uma visão comum a longo prazo de promover e apoiar ações voluntárias para combater as alterações climáticas e avançar para um futuro resistente ao clima, com baixas emissões. Esta coligação reúne milhares de cidades de todos os tamanhos em seis continentes e mais de 120 países, representando quase 10% da população mundial.  Mais informações: www.globalcovenantofmayors.org]]> 300415 0 0 0 <![CDATA[tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 26 Mar 2021 14:51:09 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-aspect-ratio-313-350.jpg 400786 300416 0 0 <![CDATA[tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-copia.jpg Fri, 26 Mar 2021 14:51:09 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-copia.jpg 400787 300416 0 0 <![CDATA[Prefeitos da Rede ICLEI participam de debate regional sobre recuperação verde]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300416 Fri, 26 Mar 2021 14:51:09 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300416 Os impactos causados pela pandemia da Covid-19 atingem o mundo inteiro e, particularmente, a América Latina de forma mais intensa, devido às desigualdades sociais e econômicas existentes na região. Por este motivo, a recuperação econômica e social é uma das grandes preocupações de 2021 para os governos locais que enfrentam esta crise sanitária. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) corroboram com essa situação: a economia latino-americana contraiu 7,7% em 2020. Uma previsão feita pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas indica que a recuperação esperada para 2021, de 4,7 %, pouco compensará as perdas de 2020. Ainda de acordo com a CEPAL, a pobreza, que vinha diminuindo há décadas na região, voltou a subir mais de 10%. Questões relacionadas a diversos temas afetam as cidades durante o período de confinamento. O transporte público urbano, por exemplo, teve sua capacidade reduzida em alguns casos para menos de 30%, causando prejuízo financeiro para o setor de transporte. Por outro lado, em algumas cidades o céu voltou a ficar azul graças à diminuição da mobilidade e à redução das emissões poluentes e de CO² na atmosfera derivadas de modais que utilizam combustível fóssil. Em um cenário de desafios econômicos crescentes, existem muitas oportunidades para empregos verdes na América Latina, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em 10 anos, projeta-se que 15 milhões de empregos verdes sejam criados e os esforços para estabelecê-los serão vitais para uma recuperação justa e verde. Para refletir sobre este contexto regional, foi realizado no dia 24/03 o evento “Recuperação Verde na América Latina”, organizado pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia, com a participação de prefeitos e prefeitas de cidades de nove países da região, além de especialistas na temática. O evento, que teve apoio do ICLEI América do Sul, da C40 Cities e da União Europeia no Peru, foi liderado pelo prefeito de Lima, Jorge Muñoz. A capital peruana foi um dos seis governos locais da Rede ICLEI a participar do evento, ao lado de Montevidéu (Uruguai), Serra Talhada (Brasil), Medellín e Área Metropolitana do Vale do Aburrá (Colômbia) e Santa Fé (Argentina). Na abertura do evento, Muñoz reforçou a necessidade de uma recuperação verde não apenas para contornar os impactos sociais da pandemia, mas também para enfrentar as consequências da emergência climática na qualidade de vida da população. “É preciso frear a crise climática e seus efeitos negativos nas pessoas, espécies e ecossistemas. A América Latina e o Caribe são regiões altamente vulneráveis e propensas aos desastres climáticos. É necessário que as autoridades ajam com rapidez e combatam essa crise com resiliência em seus territórios,  com o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva e próspera”, afirma. [caption id="attachment_11986" align="alignnone" width="600"] Jorge Muñoz, prefeito de Lima[/caption] Associada ao ICLEI desde 2018, Lima possui um plano local climático que se compromete a atingir a neutralidade de carbono até 2050, assegurando a construção de uma cidade sustentável. “Recuperamos espaços públicos e verdes através de uma economia circular. Nesta emergência mundial, não devemos deixar ninguém para trás, tendo como meta os objetivos da Agenda 2030 e as ODS”, observa Muñoz. A prefeita de Montevidéu, Carolina Cassé, defendeu que as cidades possuem um forte papel na recuperação verde e relembrou que a capital uruguaia, associada ao ICLEI desde 2007, tem uma longa trajetória de compromisso com o meio ambiente. “Nossas medidas municipais estão alinhadas com as indicações científicas. Estamos desenvolvendo um plano que intercala a agenda verde com oportunidades de trabalho, apoiando as mulheres e o sistema de saúde”, aponta Cossé.  A prefeita destacou a implementação de novas medidas na gestão de resíduos e manutenção de espaços públicos, construindo uma mudança cultural necessária para que sejamos mais solidários. “Cuidar dos outros é também cuidar do meio ambiente. A agenda verde traz impacto na vida cotidiana, onde a solidariedade e a cooperação devem ser protagonistas.” [caption id="attachment_11988" align="alignnone" width="600"] Carolina Cossé, prefeita de Montevidéu[/caption] Prefeito de Santa Fé e membro do Comitê Executivo Regional do ICLEI América do Sul (RexCom), Emilio Jatón acredita que as autoridades locais têm a obrigação de colocar a desigualdade na agenda, buscando soluções convergentes e ação conjunta para solucionar este problema. “A única forma de mudar as coisas é mudar a forma de vê-las. Em Santa Fé, a interação entre as questões social e urbana é uma prioridade, fortalecendo o compromisso de lutar contra a pobreza e desigualdade.” Jatón citou o longo trabalho da cidade, que se associou ao ICLEI em 2018, nas temáticas de vulnerabilidade hídrica e de resiliência, incorporando tecnologia na infraestrutura urbana.  [caption id="attachment_11992" align="alignnone" width="600"] Emilio Jatón, prefeito de Santa Fé[/caption] Também integrante do RexCom para a América do Sul, Juan David Palacio, diretor da Área Metropolitana do Vale do Aburrá, apresentou a rota de trabalho Futuro Sostenible 2020-2023, com foco em tecnologia e mobilidade em busca de melhores condições de vida e de meio ambiente na região. “Está é uma agenda de recuperação verde e de aporte de serviços ecossistêmicos ao nosso território, inclusive com o plano de plantar um milhão de árvores até 2023. A água faz parte de nosso patrimônio, é preciso cuidar e gerar consciência em relação a ela, além de estimular a conectividade ecológica funcional e a criação de espaços públicos verdes.” [caption id="attachment_11990" align="alignnone" width="600"] Juan David Palacio, diretor da Área Metropolitana do Vale do Aburrá[/caption] A secretária de Meio Ambiente de Medellín, Diana María Montoya, apresentou os avanços da cidade no que tange à qualidade do ar e saúde pública. Associada ao ICLEI desde 2013, Medellín possui 22 estações que permitem recolher informações sobre a concentração de contaminantes e o comportamento de variantes meteorológicas.  Hoje a cidade possui um índice de qualidade do ar que mostra o grau de pureza e contaminação atmosférica do território. Pesquisas recentes mostram que 91% da poluição atmosférica de Medellín vem de fontes móveis, sendo 37% especificamente de caminhões. “Ratificamos em 2020 o Pacto pela Qualidade do Ar, que busca envolver atores públicos e privados na construção de estratégias para melhorarmos a qualidade de nosso ar”, afirma Montoya.  [caption id="attachment_11996" align="alignnone" width="600"] Apresentação de Diana María Montoya, secretária de Meio Ambiente de Medellín[/caption] Por fim, para falar sobre transição energética, a cidade escolhida foi a mais recente associada ao ICLEI na região: Serra Talhada, localizada no interior de Pernambuco.  Em 2020 o município publicou seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa e iniciou a modernização de seu parque de iluminação pública, implementando a tecnologia LED em mais de 5.000 pontos de iluminação e semáforos, tornando-o mais eficiente, além de promover incentivos à geração de energia limpa. Para 2021 estão previstos a elaboração de um Plano Local de Ação Climática, a criação de uma unidade municipal de conservação e a implementação de coleta seletiva. [caption id="attachment_11994" align="alignnone" width="600"] A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, apresenta as ações climáticas da cidade[/caption] A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, lembrou que a cidade está inserida em uma zona de alto risco - a Caatinga, um dos biomas mais ameaçados pela emergência climática - e reforçou que as políticas relacionadas à defesa do meio ambiente serão centrais em seu governo. Além de se associar ao ICLEI, a cidade também aderiu recentemente à ACA Brasil, aliança pela ação climática no território brasileiro.  “Reforçamos nosso comprometimento com a causa ambiental. Estamos dando os primeiros passos para que os pequenos gestos do cotidiano possam reverter os danos causados ao clima. Esse é um tempo de escolha e de decisões”, encerrou a prefeita. Confira o evento na íntegra: [embed]https://www.youtube.com/watch?v=k1ZsHXogHEo&t=839s[/embed]  ]]> 300416 0 0 0 <![CDATA[bogota-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/bogota-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 01 Apr 2021 20:46:03 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/bogota-aspect-ratio-313-350.jpg 400788 300417 0 0 <![CDATA[bogota-mobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/bogota-mobile.jpg Thu, 01 Apr 2021 20:46:03 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/bogota-mobile.jpg 400789 300417 0 0 <![CDATA[Bogotá estrutura governança para fortalecer sua internacionalização]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300417 Thu, 01 Apr 2021 20:46:03 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300417 É no nível local que muitas decisões internacionais convergirão para as políticas públicas. Em meio a crises como a emergência climática e a pandemia da Covid-19, o papel das autoridades locais é fundamental.   Hoje, cada vez mais cidades estão optando por fazer de suas relações internacionais um tema na agenda pública e Bogotá não é exceção. Nos últimos anos, a capital colombiana desenvolveu ações e planos estratégicos, envolvendo atores internacionais, para enfrentar a crise climática, promover a mobilidade sustentável e a inclusão social. Assim nasceu a aliança estratégica Bogotá-ICLEI.   “Bogotá ingressou no ICLEI em 2009 em busca da promoção do desenvolvimento urbano sustentável e, desde então, tem se destacado na agenda de clima e mobilidade. A cidade tem todas as características para uma boa diplomacia: representatividade, comunicação e negociação ”, afirma Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI South America.   A convite da Diretoria Distrital de Relações Internacionais (DDRI) da Cidade de Bogotá e da Câmara de Comércio de Bogotá, o ICLEI América do Sul participou no dia 25 de março de uma reunião para discutir as melhores formas de fortalecer a ação internacional de Bogotá com uma visão pública política.   “Este tipo de espaço colaborativo é muito importante para garantir o que sonhamos para Bogotá, que seja vista de forma destacada em nível internacional. Não poderíamos fazer isso sozinhos”, explicou Margarita Barraquer, secretária geral da cidade, na inauguração da reunião. O workshop foi o primeiro passo de um esforço institucional para fortalecer as atividades externas de Bogotá, reunindo representantes de instituições públicas e privadas altamente envolvidas nas questões internacionais da cidade. “Bogotá merece um lugar de destaque no contexto global. É um prazer partilhar a visão de internacionalização que estamos a desenvolver e que contamos com a ajuda de todos os aqui presentes ”, afirma Luz Amparo Medina, Diretora Distrital de Relações Internacionais. Para María Mónica Conde, Vice-Presidente de Relações Internacionais da Câmara de Comércio de Bogotá, a internacionalização de Bogotá é um tema importante para a região como um todo. Ele também destacou a relevância do trabalho em rede: “Vemos que não fazemos nada sem ação articulada e que a aliança entre os setores público e privado permite uma governança contínua”, afirma. Compartilhar informações e boas práticas é essencial para que as cidades se desenvolvam de forma sustentável. Parte fundamental da estratégia de internacionalização da cidade é a governança colaborativa entre os setores público e privado, conseguindo uma melhor coordenação e um maior impacto na melhoria das condições de vida da população. “Estamos muito orgulhosos de ter a cidade de Bogotá em nossa rede e de estar aqui hoje ajudando a fortalecer a perspectiva de governança e sustentabilidade no processo de internacionalização da cidade”, disse Perpétuo durante o encontro. “O ICLEI tem ampla experiência em proporcionar a troca de conhecimentos, experiências, oportunidades, ferramentas, diretrizes compartilhadas e estratégias comuns”, acrescenta. "Há muito trabalho a ser feito para que os prefeitos(as) tenham voz no cenário internacional”, diz Eugene Zapata Garesché, diretor global de alianças estratégicas do Resilient Cities Network. “Pouco a pouco vemos estudos e análises que reconhecem o direito a ações externas de prefeitos(as)" complementa.]]> 300417 0 0 0 <![CDATA[maxresdefault-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/maxresdefault-aspect-ratio-313-350.jpeg Fri, 26 Mar 2021 20:55:36 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/maxresdefault-aspect-ratio-313-350.jpeg 400790 300418 0 0 <![CDATA[maxresdefault-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/maxresdefault-copia.jpeg Fri, 26 Mar 2021 20:55:36 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/maxresdefault-copia.jpeg 400791 300418 0 0 <![CDATA[O que são agências locais de energia?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300418 Fri, 26 Mar 2021 20:55:36 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300418 O que são agências locais de energia e qual a sua importância para o desenvolvimento de energia sustentável nas cidades? Essas foram as perguntas que guiaram a oficina “Criação de uma agência local de energia e outras formas de financiar a transição energética”, que reuniu gestores públicos das cidades participantes do projeto Urban-LEDS II para trocar experiências e conhecimentos sobre o tema. Afinal, o que faz uma agência local de energia? De acordo com o estudo “Agências de energia: avaliação da relevância do financiamento comunitário de agências de energia locais e regionais”, realizado pelo Matrix Insight and Ecologic Institute, além de fornecerem informações e recomendações aos usuários de energia, as agências provêm assistência técnica e aconselhamento político às autoridades públicas, facilitando o desenvolvimento de mercados locais de energia sustentável. Especialista técnico da AGENEAL (Agência Municipal de Energia de Almada, Portugal), Carlos Sousa afirma que o impulsionamento das agências de energia no plano local na Europa aconteceu a partir dos anos 1990. “Elas podem dar informações técnicas sobre novas tecnologias e processos, são mais flexíveis e ágeis em sua estrutura e por isso tem mais facilidade em estabelecer parcerias, dando apoio a autoridades locais ao participar de redes e fóruns internacionais que discutem clima e energia”, observa Sousa, que conduziu a apresentação principal da oficina. Para um governo local, a agência de energia, além de prestar assistência e treinamento em legislação energética, apoia na criação de políticas energéticas e no estabelecimento de regras e padrões mínimos para a sua implementação, realizando a supervisão e monitoramento destes padrões e servindo como um catalisador para a mudança institucional na administração pública.  As agências também têm potencial para colaborar com a difusão de novas tecnologias, gerando e disseminando ideias inovadoras no setor de energia. “Quando criamos a AGENEAL”, relembra Sousa, “tínhamos duas opções: criar um departamento que trabalharia internamente para o município ou criar um órgão com participação da comunidade, universidade e empresas. A escolha foi pela segunda opção, uma agência independente e com financiamento público, mas há outros modelos possíveis, nos moldes de parceria público-privada ou de consultoria.” Sousa define a AGENEAL como um fórum para discutir questões relacionadas à eficiência e à redução de carbono. A governança da agência é estruturada da seguinte maneira: a presidência é exercida pelo prefeito em exercício de Almada e há quatro conselhos: de gestão, deliberativo, de supervisão e científico. “Nós não somos um conselho municipal. Somos independentes e imparciais, esse é um aspecto importante”, pondera. Além de uma equipe comprometida e apoio político, a diversidade de financiamento é considerada fundamental para as agências exercerem seu trabalho. “A combinação de fontes de financiamento permite a implementação de projetos com menos gastos do que se fosse financiado apenas pelo município”, acredita Sousa. “Os recursos são limitados e temos que ser criativos para implementar nossos projetos.” A oficina também reservou tempo para uma discussão sobre financiamento da transição energética. Luiz Roberto de Oliveira, da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, apresentou o projeto-piloto de financiamento energético realizado a partir do LEDS Lab, com a instalação de placas fotovoltaicas no Hospital da Mulher. “A nossa meta é atingir a neutralidade de carbono até 2050. Com a realização deste projeto, 2050 começa hoje no Recife”, aposta.]]> 300418 0 0 0 <![CDATA[img-20170919-wa0028-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/img-20170919-wa0028-aspect-ratio-313-350.jpeg Sat, 20 Mar 2021 21:19:54 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/img-20170919-wa0028-aspect-ratio-313-350.jpeg 400792 300419 0 0 <![CDATA[img-20170919-wa0028-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/img-20170919-wa0028-copia.jpeg Sat, 20 Mar 2021 21:19:54 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/img-20170919-wa0028-copia.jpeg 400793 300419 0 0 <![CDATA[Tecnologia e financiamento para transição energética são tema de oficina do 100%RE]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300419 Sat, 20 Mar 2021 21:19:54 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300419 A renovação da matriz energética na Argentina tem ganhado força nos últimos anos. Entre 2016 e 2019, a representação da energia renovável nesta matriz cresceu de 1% para 8%, de acordo com o site Diálogo Chino. Desde 2016, entraram em operação comercial 131 parques de geração de energias renováveis, em sua maior parte eólicos. Atualmente 70 estão em construção. Segundo a Lei de Energia Renovável do país, a Argentina deverá ter 20% do consumo de energia elétrica baseado em fontes renováveis até 2025. O projeto 100%RE segue somando esforços para que este objetivo seja cumprido. Com a intenção de preparar os municípios argentinos que participam da iniciativa - Avellaneda (Santa Fé), La Plata e Rosário - para o desenvolvimento de um Roteiro para Energias 100% Renováveis, foi realizado no dia 19/03 o segundo workshop de capacitação.  Durante o evento, os participantes discutiram as tecnologias disponíveis e suas aplicações, bem como o processo de financiamento de projetos de energia renovável. O workshop também apresentou a experiência de Armstrong, cidade localizada na província de Santa Fé, na temática. Além disso, foram expostas atividades para dar continuidade ao processo de construção da visão de transição energética, que será utilizada como base para estabelecer os objetivos, metas e ações que farão parte de seus roteiros. Ignacio Segura, analista técnico em Energias Renováveis do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) fez um panorama da emergência climática e sobre como ela é afetada pelo cenário energético atual. “Grande parte das emissões de carbono são geradas pelo setor de energia, por isso essa transição é muito importante”, observa. Segura aprofundou a discussão sobre as bases de tecnologias de energia renovável, como energia solar, eólica e geração distribuída. “No INTI, estamos trabalhando para integrar a geração fotovoltaica com a atividade agrícola, diminuindo os impactos no solo e baixando seus custos”, pontua Liliana Tirado, subgerente de Energia e Mobilidade do INTI.  O workshop também contou com a apresentação do Protocolo de Finanças Sustentáveis da Argentina, que pretende facilitar e estimular as instituições financeiras a implementarem as melhores práticas e políticas internacionais que promovam a integração entre os fatores econômicos, sociais e ambientais, rumo ao desenvolvimento sustentável. O protocolo define quatro estratégias de ação com diretrizes a serem aprofundadas no futuro. São elas: 1) Institucionalização das políticas de sustentabilidade dentro de cada instituição; 2) Produtos Financeiros Sustentáveis; 3) Análise de Riscos Ambientais e Sociais; e 4) Promoção de processos internos relacionados à sustentabilidade. “Esta estratégia visa promover e desenvolver produtos e serviços financeiros com impacto ambiental e social positivo”, pontua Cecilia Acuña, coordenadora do Protocolo. A experiência do município em transição energética foi apresentada pelo engenheiro Gustavo Airasca. O Projeto Piloto para Redes Inteligentes e Geração Distribuída de Energias Renováveis, chamado Prier Armstrong, propõe o desenvolvimento de experiências de redes elétricas inteligentes com a incorporação da Geração Distribuída por meio de fontes renováveis ​​de energia, sua implantação, monitoramento e sistematização. O projeto piloto realizado em Armstrong, cuja planta fotovoltaica conta com um potencial instalado de 200 kW, envolve estudos técnicos e regulatórios para replicar a iniciativa em outras distribuidoras de energia elétrica do país, estudando tecnologias de comunicação em redes inteligentes e parâmetros de qualidade de energia na injeção de energia de fontes renováveis ​​distribuídas. O Prier busca ainda promover a participação ativa do usuário, de forma a aproximar a geração do consumo. Em Armstrong, a rede convencional coexiste com a rede inteligente e fica] encarregada de administrar a injeção de energia renovável, integrando a energia eólica e solar às linhas de transmissão. Prefeito de Armstrong, Pablo Verdecchia afirma que é preciso enxergar a energia renovável como legado para as próximas gerações. “Somos uma cidade pequena combatendo a mudança climática. Quando atuamos em conjunto com outros governos locais é sempre mais fácil", observa. Sobre o projeto O projeto Roteiro das Cidades e Regiões de Energias 100% Renováveis ​​tem como objetivo apoiar as cidades e regiões na implementação eficaz da ação climática local, desenvolvendo um roteiro para atingir 100% de energias renováveis, contribuindo com o cumprimento dos objetivos nacionais de clima e energia das Contribuições Nacionais Determinadas (NDC) da Argentina. Além disso, o projeto apoiará a realização de objetivos políticos, incluindo a melhoria da segurança e eficiência energética e a criação de empregos. Um dos principais pontos do projeto é promover o alinhamento vertical no país e a cooperação horizontal para o planejamento do plano de ação de ER, por meio do diálogo sobre políticas e recomendações.]]> 300419 0 0 0 <![CDATA[maxresdefault-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/maxresdefault-aspect-ratio-313-350-1.jpeg Fri, 26 Mar 2021 21:28:20 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/maxresdefault-aspect-ratio-313-350-1.jpeg 400794 300420 0 0 <![CDATA[maxresdefault-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/maxresdefault-copia.jpeg Fri, 26 Mar 2021 21:28:20 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/maxresdefault-copia.jpeg 400795 300420 0 0 <![CDATA[¿Qué son las agencias locales de energía?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300420 Fri, 26 Mar 2021 21:28:20 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300420 300420 0 0 0 <![CDATA[tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-aspect-ratio-313-350-1.jpg Fri, 26 Mar 2021 21:49:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400796 300421 0 0 <![CDATA[tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-copia.jpg Fri, 26 Mar 2021 21:49:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/tree-nature-grass-light-plant-sunset-922583-pxherecom-copia.jpg 400797 300421 0 0 <![CDATA[Alcaldes de la Red ICLEI participan en debate regional sobre recuperación verde]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300421 Fri, 26 Mar 2021 21:49:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300421 300421 0 0 0 <![CDATA[recife3-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/recife3-1-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 30 Mar 2021 18:08:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/recife3-1-aspect-ratio-313-350.jpg 400798 300422 0 0 <![CDATA[recife3-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife3-1.jpg Tue, 30 Mar 2021 18:08:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/03/recife3-1.jpg 400799 300422 0 0 <![CDATA[El vicealcalde de Recife asume la presidencia del GECLIMA de la ciudad]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300422 Tue, 30 Mar 2021 18:08:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300422 Según el Cuarto Informe del Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático (IPCC), la ciudad de Recife se encuentra entre las ciudades más vulnerables al aumento promedio del nivel del mar resultante del cambio climático. Consciente de las responsabilidades para promover la mitigación de los efectos de la crisis climática y los desafíos que puede enfrentar la ciudad de Recife, la gestión municipal se ha comprometido con un modelo de desarrollo social y económico con bases sustentables y bajas en carbono para orientar la estrategia de promoción. un entorno más seguro y receptivo para las generaciones futuras. La adopción de soluciones, herramientas y políticas innovadoras será el instrumento para hacer factibles los compromisos e implementar programas específicos que garanticen un nuevo paradigma para la ciudad y el estado. Consciente de las responsabilidades para promover la mitigación de los efectos de la crisis climática y los desafíos que puede enfrentar la ciudad de Recife, la gestión municipal se ha comprometido con un modelo de desarrollo social y económico con bases sustentables y bajas en carbono para orientar la estrategia de promoción. un entorno más seguro y receptivo para las generaciones futuras. La adopción de soluciones, herramientas y políticas innovadoras será el instrumento para asumir compromisos e implementar programas específicos que garanticen un nuevo paradigma para la ciudad y el estado. Reconociendo la necesidad de articulación entre el Poder Ejecutivo Municipal y las instituciones de la sociedad civil organizada (sector comunitario, productivo, no gubernamental y científico, de investigación y educación superior, etc.) para enfrentar los efectos del cambio climático y promover la sostenibilidad; El Decreto No. 27, de 06/09/2013, conformó el Comité de Sostenibilidad y Cambio Climático de Recife - COMCLIMA y el Grupo Ejecutivo de Sostenibilidad y Cambio Climático - GECLIMA. Ambas instancias fueron creadas en el contexto de la implementación de la primera fase del proyecto Urban-LEDS. COMCLIMA tiene el propósito de debatir, compartir información y subsidiar al municipio en la formulación y desarrollo de políticas de sustentabilidad y reducir los impactos derivados de la interferencia antrópica en el sistema climático. GECLIMA siempre ha estado compuesta por técnicos de la Ciudad de Recife Ciudad de los diferentes departamentos que aportan datos e información cualitativa para la implementación del Plan de Reducción de Emisiones de Gases de Efecto Invernadero (GEI) y su seguimiento. CONCLIMA está formada por miembros de GECLIMA y otros actores interesados ​​en el tema. En esta nueva administración, estos espacios cobraron fuerza con representación política en ambas instancias. Ahora, la teniente de alcalde, Isabella de Roldão, preside esta gobernanza, garantizando la transversalidad del tema en las demás carteras y la participación de los secretarios directamente en la implementación de acciones y políticas.]]> 300422 0 0 0 <![CDATA[residuos-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos-aspect-ratio-313-350-1.jpg Tue, 06 Apr 2021 18:24:09 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400800 300423 0 0 <![CDATA[residuos]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos.jpg Tue, 06 Apr 2021 18:24:09 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos.jpg 400801 300423 0 0 <![CDATA[Residuos sólidos: ¿cuáles son los principales retos del sector?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300423 Tue, 06 Apr 2021 18:24:09 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300423 El Seminario Nacional de Residuos Sólidos tuvo como objetivo evaluar el escenario reciente de los residuos sólidos en Brasil, considerando la política nacional, cambios al marco legal de saneamiento y lineamientos internacionales para el logro de las metas de los Objetivos de Desarrollo Sostenible de la ONU. La 14a edición del evento realizado por la Asociación Brasileña de Ingeniería Sanitaria y Ambiental (ABES) y promovido por la Cámara Temática de Residuos Sólidos, los días 16 y 18 de marzo, promovió debates en línea sobre nuevas tecnologías y procedimientos en el sector, que pueden mejorar los servicios relacionados con la gestión de residuos sólidos. Rodrigo Perpétuo, secretario ejecutivo de ICLEI America del Sur, analizó las perspectivas internacionales para impulsar proyectos relacionados con residuos para los gobiernos locales. Para él, es necesario integrar reflexiones más avanzadas de las ciudades, además de recursos económicos. “Los gobiernos deben incluir en su estrategia de política pública, el conocimiento de los problemas de sostenibilidad global, la cooperación y el intercambio de soluciones entre los gobiernos socios. Así, además de calificar proyectos para promoción, los gerentes locales podrán transformar sus estrategias en acciones integradas que contribuyan de manera efectiva a hitos globales”. Tres puntos para mejorar la comprensión de la calificación de proyectos para el desarrollo internacional:
  1. Las ciudades deben contemplar acciones e implementaciones de políticas públicas que sucedan en el mediano y largo plazo, los ciclos internacionales de desarrollo apuntan a proyectos que ya demuestren efectividad y escalabilidad en un período de tiempo determinado;
  1. Los proyectos deben seguir criterios e hitos globales relacionados con la emergencia climática y que se hayan incorporado a la realidad local, a través de políticas públicas;
  1. Es importante diseñar los proyectos de manera inclusiva, involucrando a la población y contemplando los aportes de la sociedad civil.
Datos sobre el sector de residuos:
  • Aproximadamente el 90% de los residuos eliminados de manera inapropiada podrían reutilizarse (el país reutiliza menos del 4% del total descartado).
  • Brasil es el cuarto productor mundial de residuos plásticos (14% de los residuos producidos) y recicla solo el 1,3% de este material.
  • Si se tratara de envases reciclables, estos residuos podrían generar más de 6.500 millones de reales para la economía.
_______________________________________________________________________ A través del proyecto SEEG, que proporciona una estimación de las emisiones de GEI de los municipios brasileños, y ofrece instrumentos para que los gobiernos locales, estatales y nacionales tengan una herramienta de apoyo en la toma de decisiones y en el proceso de planificación climática. ICLEI America del Sur participa en el proyecto mediante la estimación de emisiones del sector de residuos. Todos los datos recopilados por la herramienta están disponibles en: http://seeg.eco.br]]>
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<![CDATA[parque-capibaribe-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 06 Apr 2021 19:37:56 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe-aspect-ratio-313-350.jpg 400802 300424 0 0 <![CDATA[parque-capibaribe]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe.jpg Tue, 06 Apr 2021 19:37:56 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe.jpg 400803 300424 0 0 <![CDATA[As Soluções baseadas na Natureza (SbN) como alternativa para o planejamento urbano]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300424 Tue, 06 Apr 2021 19:37:56 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300424 As cidades têm sentido cada vez mais os efeitos da emergência climática no cotidiano de suas populações. Mudanças no regime das chuvas, intensificação das secas, escassez de água, tempestades, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade e perda de áreas férteis são alguns dos eventos causados pelas alterações climáticas. Sendo as cidades as protagonistas na luta contra a emergência climática, os governos subnacionais têm uma grande necessidade de encontrar alternativas para enfrentar as vulnerabilidades do território e proteger seus cidadãos.  Estudos recentes, como o lançado pela Comissão Global de Adaptação, desenham um caminho para aumentar a resiliência dos centros urbanos. Entre as recomendações principais está o uso de Soluções baseadas na Natureza (SbN), que se mostram como alternativas eficientes para os desafios urbanos enfrentados pelos governos locais.  O termo Soluções baseadas na Natureza foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para definir um conceito guarda-chuva que inclui abordagens para a restauração e conservação de ecossistemas, serviços de adaptação climática, infraestrutura natural, gerenciamento de recursos naturais, entre outras. Através deste caminho, os governos locais e regionais priorizam ambientes saudáveis, nos quais o ar, a água, o solo e todos os recursos naturais que sustentam a vida e a saúde são protegidos e nutridos. Implantam estratégias e planos que destravam o potencial da natureza para fornecer serviços essenciais e novas oportunidades econômicas.  No Brasil, algumas cidades já implementam SbN como elemento principal em seus Planos Locais de Ação Climática. São os casos do Recife e de Fortaleza.  Carlos Ribeiro, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, compartilhou a experiência da cidade ao transformar o rio Capibaribe em espinha dorsal da cidade através de áreas de lazer, descanso e bem-estar, dispostas em suas margens, formando o Parque Capibaribe. [caption id="attachment_12070" align="alignnone" width="455"] Área de influência Parque Capibaribe[/caption] O projeto prevê um sistema de parques integrados ao longo de 15 km em cada margem do rio Capibaribe, totalizando 30 km de transformações nas bordas do principal curso d’água da cidade. A iniciativa irá conectar espaços e efetivar uma forma mais fácil e segura de se deslocar pela cidade para pedestres e ciclistas. O Parque Capibaribe favorecerá 42 bairros da cidade, beneficiando diretamente 455 mil pessoas. A iniciativa pretende influenciar o modo como as pessoas se deslocam na cidade, proporcionando novas conexões entre os bairros. Segundo Renata Farias, gerente de sustentabilidade da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, a cidade tem trabalhado para permitir uma maior  integração entre o meio ambiente construído e o natural, visando a melhoria da qualidade de vida dos habitantes  com a revitalização e a ampliação de áreas verdes no município.  Um dos principais projetos é o Parque Rachel de Fonte, que trará  benefícios como a recuperação de microecossistema em meio ao espaço urbano; a recuperação da mata ciliar e da qualidade da água; a criação de microclima, gerando conforto térmico local e melhoria do sistema de drenagem da água.  [caption id="attachment_12072" align="alignnone" width="427"] Área de influência Parque Rachel de Fonte[/caption]

Além de promoverem mais qualidade de vida para as populações nas cidades, as SbN são cada vez mais consideradas no processo de financiamento para os projetos locais, segundo Cecilia Guerra, executiva principal e diretoria de Sustentabilidade, Inclusão e Mudanças do Clima da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina). Em 2020, 24% do orçamento do banco foi dedicado para projetos que proporcionam ações de mitigação e adaptação climática, contemplando as SbN como alternativa em busca do desenvolvimento urbano mais sustentável, verde e justo. 

Fortaleza e Recife são duas cidades importantes no contexto brasileiro e são exemplos de adaptação dos territórios para enfrentar a crise climática, mostrando que para isso são necessários bons sistemas de informação e capacidade de resposta, além de ações concretas para melhorar as condições de vida das populações, utilizando sempre  a experiência, conhecimento e contexto social e cultural das cidades. 

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<![CDATA[residuos-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 06 Apr 2021 20:32:14 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos-aspect-ratio-313-350.jpg 400804 300425 0 0 <![CDATA[residuos]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos.jpg Tue, 06 Apr 2021 20:32:14 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/residuos.jpg 400805 300425 0 0 <![CDATA[Resíduos sólidos: quais os principais desafios do setor?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300425 Tue, 06 Apr 2021 20:32:14 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300425 O Seminário Nacional de Resíduos Sólidos teve como objetivo avaliar o cenário recente dos resíduos sólidos no Brasil, considerando a política nacional, as alterações do marco legal do saneamento e as diretrizes internacionais para atingimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A 14ª edição do evento realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e promovido pela  Câmara Temática de Resíduos Sólidos, durante os dias 16 e 18 de março, promoveu debates online sobre novas tecnologias e procedimentos do setor, que podem aperfeiçoar os serviços relacionados ao manejo de resíduos sólidos.  Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, analisou as perspectivas internacionais de fomento para projetos relacionados a resíduos para os governos locais. Para ele, é preciso integrar reflexões mais avançadas das cidades, para além dos recursos financeiros. “Os governos devem contemplar em sua estratégia de políticas públicas, conhecimento nas temáticas globais de sustentabilidade, cooperação e trocas de soluções entre governos parceiros. Assim, além da qualificação dos projetos para fomento, os gestores locais poderão transformar suas estratégias em ações integradas que contribuam de forma efetiva com os marcos globais.”   Três pontos para melhorar a compreensão sobre a qualificação de projetos para fomento internacional: 
  1. As cidades devem contemplar ações e implementações de políticas públicas que acontecem a médio e a longo prazo, os ciclos de fomento internacional almejam projetos que já demonstram efetividade e escalabilidade em determinado período de tempo;  
  1. Os projetos devem seguir critérios e marcos globais ligados a emergência climática e que foram incorporados na realidade local, por meio de políticas públicas; 
  1. É importante elaborar os projetos de forma inclusiva, envolvendo a população e contemplando contribuições da sociedade civil. 
  Dados sobre o setor de resíduos: 
  1. Cerca de 90% dos resíduos descartados de forma inadequada poderiam ser reaproveitados (o país reutiliza menos de 4% do total descartado). 
  1. O Brasil é o quarto maior produtor mundial de lixo plástico (14% do lixo produzido) e recicla apenas 1,3% desse material. 
  1. Se fosse embalagem reciclável, esses resíduos poderiam gerar mais de 6,5 bilhões de reais para a economia.
______________________________________________________________ Por meio do projeto SEEG, que fornece uma estimativa de emissões de GEE dos municipios brasileiros, e oferece instrumentos para que os governos locais, estaduais e nacionais tenham uma ferramenta de apoio na tomada de decisão e no processo de planejamento climático.  O ICLEI América do Sul participa do projeto estimando as emissões do setor de resíduos.  Todos os dados levantados pela ferramenta estão disponíveis em: http://seeg.eco.br  ]]>
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<![CDATA[firminofilho-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/firminofilho-aspect-ratio-313-350.jpg Wed, 07 Apr 2021 18:54:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/firminofilho-aspect-ratio-313-350.jpg 400806 300426 0 0 <![CDATA[firminofilhomobile]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/firminofilhomobile.jpg Wed, 07 Apr 2021 18:54:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/firminofilhomobile.jpg 400807 300426 0 0 <![CDATA[ICLEI lamenta a morte do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300426 Wed, 07 Apr 2021 18:54:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300426 Firmino Filho, ex-prefeito de Teresina, morreu nesta terça-feira (06/04) aos 57 anos.  Firmino da Silveira Soares Filho era economista, político filiado ao PSDB e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Foi quatro vezes prefeito de Teresina, sendo eleito pela primeira vez em 1996, com 33 anos, e reeleito em 2000. Seus outros mandatos foram em 2012 e 2016. Sob sua liderança, a cidade associou-se ao ICLEI em 2017. Em sua trajetória com a Rede a capital do estado do Piauí participou de eventos de destaque como a COP25 e o MOBILIZE 2019. Além disso, marcou presença no “BIO2020: Perspectivas Brasileiras para o Marco Pós-2020 de Biodiversidade” e contribuiu na organização do I Fórum Cidades Quentes. Em 2018, Teresina sediou o XIV Encontro Nacional do CB27, que discutiu inovação e soluções locais pelo clima com os secretários de meio ambiente das capitais brasileiras. Durante o encontro, o prefeito Firmino Filho assinou o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia. Por meio do pacto, a Prefeitura de Teresina se comprometeu a fazer o diagnóstico da cidade em relação à crise climática, estabelecer metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, bem como elaborar um plano de ação para o cumprimento dessas metas. Para Firmino, o pacto teve o intuito de mostrar o compromisso do município com o meio ambiente.  O ex-prefeito também articulou discussões para a realização de ações relacionadas ao desenvolvimento sustentável nas zonas urbana e rural da capital piauiense através do Programa Teresina 2030. Firmino dedicou-se também com afinco à educação da capital piauiense, entregou resultados que melhoraram os indicadores da educação na cidade, tornando-se por duas vezes a capital do país com melhor educação pública do Ensino Fundamental. Ao prestar esta singela homenagem, o ICLEI se solidariza com familiares e amigos, desejando força e resignação.]]> 300426 0 0 0 <![CDATA[foto-prefeitura-de-campinas-scaled-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 08 Apr 2021 23:22:45 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg 400808 300427 0 0 <![CDATA[foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled.jpg Thu, 08 Apr 2021 23:22:45 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled.jpg 400809 300427 0 0 <![CDATA[A Região Metropolitana de Campinas e a ambição por um futuro mais sustentável]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300427 Thu, 08 Apr 2021 23:22:45 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300427 Passados dez anos da assinatura das Metas de Aichi, um novo conjunto de objetivos será pactuado durante a Conferência das Partes da Convenção da Biodiversidade (CDB COP15) em Kunming, na China, em outubro de 2021, estabelecendo o Marco Pós-2020 para a Diversidade Biológica. A articulação dos governos locais é essencial para o avanço destas metas, alinhadas com as Estratégias e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade. Neste sentido, é imprescindível que a esfera subnacional realize articulações e planejamentos para a implementação de ações pela conservação da biodiversidade.  O Projeto INTERACT-Bio é implementado pelo ICLEI e visa melhorar a utilização e gestão dos recursos naturais em cidades de rápido crescimento e nas regiões que as cercam, principalmente em relação ao fornecimento de serviços essenciais para o dia a dia das cidades e, ao mesmo tempo, a melhorarem a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas Financiada pelo Ministério Federal Alemão do Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMU), por meio da Iniciativa Internacional para Proteção do Clima (IKI). No Brasil, as regiões metropolitanas participantes são Belo Horizonte, Campinas e Londrina. Índia e Tanzânia também são parte do projeto.  O protagonismo da Região Metropolitana de Campinas O contexto de emergência climática e de perda da biodiversidade traz desafios aos governos locais. A Região Metropolitana de Campinas está se destacando no enfrentamento a eles ao propor uma estratégia de comunicação e articulação que integra diversos atores multiníveis, impulsiona os serviços ecossistêmicos nos instrumentos de planejamento territorial e adota Soluções baseadas na Natureza (SbN) nas ações de desenvolvimento dos municípios que a compõem.  Tais iniciativas foram evidenciadas durante o lançamento do Plano de Ação para Implementação da Área de Conectividade (AC) da Região Metropolitana de Campinas, realizado virtualmente no dia 8 de abril (08/04). O plano estabelece um novo paradigma para a gestão regional da biodiversidade e para a promoção dos serviços ecossistêmicos e consolida os resultados da articulação entre os 20 municípios da região. Ilustrando sua atuação vanguardista, a região se torna a primeira do país a lançar uma estratégia regional para a biodiversidade de forma colaborativa.  O avanço nesta agenda favorece não apenas a região de Campinas, mas desempenha papel fundamental em âmbito estadual. Eduardo Trani, subsecretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, afirma que o estado está engajado com as políticas de conservação e preservação dos biomas locais.Nosso trabalho indicou áreas fundamentais de conectividade e a RMC, com o apoio do ICLEI, traz um exemplo muito importante de que projetos dessa natureza têm grande relevância na linha do combate à emergência climática.”  Para Dário Saadi, Prefeito do Município de Campinas, o evento de lançamento consolida o compromisso da cidade com a agenda ambiental. “Campinas se compromete com a preservação do meio ambiente, planejamento e desenvolvimento sustentável, criando oportunidades para as futuras gerações do nosso planeta”, destaca. Como forma de consolidar e facilitar as orientações para implementação da Área de Conectividade junto aos governos municipais, o ICLEI América do Sul, com o apoio do Instituto COURB, promoveu uma jornada participativa para construir diretrizes e articulações necessárias à sua concretização. Com base em seis pilares (arborização urbana; parques lineares; corredores ecológicos; fauna silvestre; regulamentação, fiscalização e compensação; articulação e comunicação), o processo de elaboração contou com o envolvimento aproximado de 80 atores distintos, resultando na consolidação de 19 objetivos estratégicos com respectivas metas, ações, indicadores, passo a passo e responsáveis. A consolidação dos objetivos previstos em cada pilar e a colaboração entre os atores e a participação social são essenciais à implementação efetiva das ações contidas no Plano de Ação.  “O Plano foi elaborado para demonstrar a importância da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos para o desenvolvimento regional e local”, afirma  Sophia Picarelli, Gerente de Biodiversidade e Desenvolvimento Circular do ICLEI América do Sul.  Durante o evento, a cidade de Campinas aderiu à Aliança pela Ação Climática - ACA Brasil e renovou sua participação na Carta do Programa Cidades Sustentáveis e seu compromisso com a Cities4Forests. Dário Saadi afirma que estas adesões reforçam o compromisso do município com as agendas do clima, biodiversidade e desenvolvimento urbano sustentável.  O Plano de Ação para Implementação da Área de Conectividade da Região Metropolitana de Campinas representa um grande avanço no caminho de desenvolvimento urbano sustentável do país na medida em que impulsiona o fortalecimento institucional dos municípios, a implementação de Soluções baseadas na Natureza, a promoção de serviços ecossistêmicos, o uso de infraestrutura verde e azul e o desenvolvimento sustentável inclusivo da região.  Saiba mais O Plano de Ação para Implementação da Área de Conectividade da Região Metropolitana de Campinas está disponível no site do ICLEI América do Sul, nas versões completa e resumida. O vídeo do lançamento pode ser acessado na íntegra no canal do ICLEI no Youtube, bem como um vídeo animação elaborado para contextualizar de forma clara e objetiva a importância do Plano, reforçando o caráter de inovação e o pioneirismo das ações desenhadas de forma colaborativa pelos 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas.    ]]> 300427 0 0 0 <![CDATA[brian-garrity-tek76jr3jpa-unsplash-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/brian-garrity-tek76jr3jpa-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg Mon, 12 Apr 2021 20:43:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/brian-garrity-tek76jr3jpa-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg 400810 300428 0 0 <![CDATA[brian-garrity-tek76jr3jpa-unsplash]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/brian-garrity-tek76jr3jpa-unsplash.jpg Mon, 12 Apr 2021 20:43:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/brian-garrity-tek76jr3jpa-unsplash.jpg 400811 300428 0 0 <![CDATA[Brasil passa a integrar o Protocolo de Nagoya sobre biodiversidade]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300428 Mon, 12 Apr 2021 20:43:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300428 Considerado detentor da maior biodiversidade do planeta, o Brasil deu mais um passo em direção ao desenvolvimento da agenda de biodiversidade. No dia 4 de março, o país passou a integrar o Protocolo de Nagoya, que regulamenta o acesso e a repartição de benefícios, monetários e não monetários, dos recursos genéticos da biodiversidade, tornando-se o 130º país a fazê-lo. 

O protocolo é um acordo internacional suplementar à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) que busca consolidar o princípio da repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização de recursos como plantas, animais e microorganismos, bem como de conhecimentos oriundos de comunidades tradicionais.

Com isso, o país passa a usufruir de maior transparência e segurança jurídica em relação aos direitos e regras nas relações internacionais, uma vez que o instrumento estabelece condições previsíveis para o acesso a tais recursos.

“A ratificação ao Protocolo de Nagoya é um importante passo no processo de desenvolvimento sustentável do Brasil e de valorização dos ativos ambientais brasileiros. Temos acompanhado, em nível global, a degradação da biodiversidade em uma escala sem precedentes e, diante desse contexto, torna-se cada vez mais essencial a implementação de ações e políticas públicas focadas em reduzir, restaurar e ampliar as ações de preservação de nossos territórios”, defende Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo do ICLEI América do Sul. 

O Protocolo de Nagoya na prática As regras estabelecidas pela adesão ao Protocolo de Nagoya abordam aspectos relacionados ao pagamento de royalties, estabelecimento de joint ventures (associação de empresas), financiamentos de pesquisa, compartilhamento de resultados e transferência de tecnologias e capacitações.  Outro ponto de destaque tem relação com a preservação de comunidades tradicionais, que passam a ser remuneradas por empresas que usufruem de seus recursos e capacidades, a partir da criação de protocolos comunitários e do estabelecimento de requisitos mínimos para o acesso a esses conhecimentos.  Este caráter equitativo e centrado nas pessoas contribui para a construção de comunidades mais justas, habitáveis e inclusivas e é um dos caminhos de desenvolvimento adotado pelo ICLEI para o impulsionamento de mudanças sistêmicas em nível subnacional. Somado aos outros quatro caminhos - Baixo Carbono, Baseado na Natureza, Circular e Resiliente -, a organização contribui para que governos locais e regionais pensem de forma holística e adotem uma abordagem integrada para o desenvolvimento urbano sustentável.  “O Brasil é um líder global em acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios e já implementou uma legislação nacional que pode servir de inspiração para outros países. Ao ratificar o Protocolo de Nagoya, o Brasil pode ajudar a garantir seu compromisso com a conservação da biodiversidade e o respeito ao conhecimento tradicional de seus povos indígenas e comunidades locais.”, comenta Elizabeth Maruma Mrema, Secretária Executiva da CDB.  Novo Acordo pela Natureza e para as Pessoas De acordo com António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), estamos em um "ponto de ruptura" para o clima, tornando o ano de 2021 decisivo para a preservação da biodiversidade.  O Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020 e as respectivas Metas de Aichi concluíram seu ciclo e um Novo Marco Global da Biodiversidade será adotado durante a realização da 15ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP15), em outubro deste ano. Diante deste contexto e entendendo a latente necessidade de construção de um futuro sustentável, o WWF, em parceria com o ICLEI América do Sul, lançou a campanha Novo Acordo pela Natureza e para as Pessoas A iniciativa busca contribuir, ampliar e fortalecer, por meio de webinars técnicos, o papel dos governos subnacionais brasileiros na caminhada de definição do Novo Marco Global da Biodiversidade, e posterior implementação das metas globais do Novo Marco Pós-2020. Para isso, almeja até 2030 atingir as metas de zero perda de habitat, zero extinção de espécies e redução pela metade da pegada ecológica de produção e consumo. Metas ambiciosas são necessárias para que avanços significativos sejam alcançados e os governos locais figuram como protagonistas neste processo. Isoladas, as contribuições nacionais não são suficientes para cumprir tais metas, sendo necessários esforços conjuntos para o alcance de mudanças sistêmicas, garantindo uma transição para um futuro mais sustentável, de baixo carbono, baseado na natureza, equitativo, resiliente e circular.  O próximo webinar temático da campanha acontece no dia 22 de abril às 16h30 e terá  como tema: Áreas Protegidas Locais, Unidades de Conservação e Conectividade. O evento será transmitido ao vivo no canal do Youtube do ICLEI América do Sul, neste link. Outras iniciativas do ICLEI América do Sul O ICLEI desenvolve projetos para melhorar a utilização e gestão dos recursos naturais nas cidades e contribuir para a melhoria das condições para que governos locais possam atuar na conservação e gestão da biodiversidade.  Visando estimular um crescimento mais equilibrado e sustentável nas cidades, o projeto INTERACT-Bio propõe melhorar o uso e gestão da natureza em cidades que experimentam rápido crescimento e em suas regiões vizinhas.  O projeto proporciona a criação de soluções para um caminho de desenvolvimento resiliente e mais sustentável, englobando esforços dos governos subnacionais. No Brasil, as regiões metropolitanas participantes são Belo Horizonte, Campinas e Londrina. Além disso, países como Índia e Tanzânia também são parte do projeto, que visa incorporar aspectos da biodiversidade nos instrumentos de planejamento, a fim de promover um desenvolvimento mais equilibrado junto às comunidades urbanas. Outro exemplo é o projeto Áreas Protegidas Locais, presente em países que abrigam refúgios de biodiversidade de importância global, como Brasil, Colômbia, Equador e Peru. Implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o projeto contribui para que governos locais assumam papéis de relevância na gestão de áreas protegidas e de conservação, compartilhem boas práticas e fortaleçam a capacidade de governança a nível local.  ]]>
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<![CDATA[2021-04-12-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/2021-04-12-aspect-ratio-313-350.jpg Mon, 12 Apr 2021 22:15:26 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/2021-04-12-aspect-ratio-313-350.jpg 400812 300429 0 0 <![CDATA[Lideranças políticas se reúnem para discutir desenvolvimento urbano sustentável]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300429 Mon, 12 Apr 2021 22:15:26 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300429 O ICLEI reuniu representantes de suas duas instâncias de governança, os Comitês Executivo Regional (RexCom) e Executivo Global (GexCom), para discutir importantes temas presentes na agenda de desenvolvimento urbano sustentável da organização.  Os encontros foram realizados às vésperas do lançamento virtual do Congresso Mundial do ICLEI 2021-2022 que, em parceria com a Prefeitura de Malmö (Suécia), reunirá representantes de governos locais de todo o mundo e especialistas em temáticas da sustentabilidade para discutir aprendizados, desafios e políticas inovadoras que vêm sendo realizadas para alcançar a sustentabilidade urbana. As inscrições, abertas e gratuitas, podem ser realizadas no site do evento. A 2ª reunião do Comitê Executivo Regional (RexCom) do ICLEI América do Sul, órgão máximo para a representação regional direta composto por associados ICLEI de cada região, aconteceu na última quinta-feira (7). O encontro foi uma oportunidade de alinhamento dos membros do Comitê em relação aos debates sobre desenvolvimento urbano sustentável em níveis global e local. Além de atualizações estratégicas da organização na América do Sul, abordou a nova constituição do RexCom e os caminhos dos governos locais rumo à 26ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática (COP26). Uma das grandes novidades anunciadas no encontro foi a nomeação de Geraldo Julio de Mello Filho, Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e Presidente do ICLEI América do Sul, como Enviado Especial do ICLEI para América Latina. Neste novo papel, muito comum em órgãos internacionais, o secretário passa também a exercer uma função estratégica de análise e aconselhamento para o ICLEI e seu avanço na agenda. “Eu tenho o prazer de ser o Enviado Especial para a América Latina junto com todos os integrantes da América do Sul e América Latina para que a gente some esforços e unifique o discurso de redução das emissões e enfrentamento a essa emergência climática que o planeta vive e, também, que haja projetos implantados em toda essa região. Trabalhamos sempre com o compromisso/ação e a gente quer chegar muito forte para a COP26 (Conferência das Partes da ONU, prevista para acontecer em novembro deste ano, em Glasgow, na Escócia) com a voz regional de todos os governos locais, somados aqui na América Latina. Então, só tenho que agradecer por essa oportunidade”, destaca Geraldo Julio. A representação especial se apresenta como um mecanismo capaz de aglutinar visões estratégicas dos escritórios regionais da América do Sul e México, América Central e Caribe, contribuindo para a construção de um movimento regional sólido e unificado rumo ao desenvolvimento urbano sustentável na região. “Nós, que acreditamos no que acreditamos, sabemos da importância do papel que o ICLEI cumpre na região e no mundo. O mundo passou de viver uma necessidade de adaptação climática para viver uma emergência climática. Diante disso, um discurso uníssono se faz necessário entre as regiões e cidades”, conclui.  Além das atualizações de governança, Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo do ICLEI América do Sul, apresentou a nova estrutura organizacional do ICLEI América do Sul, que já conta com quatro escritórios na região - América do Sul, Argentina, Brasil e Colômbia.  “Essa nova estrutura, que hoje contempla 67 colaboradores, só faz sentido se nós estivermos muito alinhados com as diretrizes estratégicas e políticas desse conselho e de autoridades locais que conformam nossa linha de ação, levando, de fato, significado, impacto e transformação para a ponta.”, destaca. Integrantes do Conselho Regional do ICLEI América do Sul Os Comitês Executivos Regionais (RexCom) representam os membros da Associação Global em cada região geográfica do mundo, conforme divisão administrativa do ICLEI. Além de Geraldo Julio, aqui já mencionado, também fazem parte do RexCom 2021-2024 Ary Vanazzi - Em seu terceiro mandato como prefeito de São Leopoldo , foi eleito em 2018 presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e vice-presidente para América Latina do Fórum de Autoridades de Periferia. Emílio Jatón - Tendo atuado também como Conselheiro do município de Santa Fé, área em que incluiu na agenda iniciativas relacionadas ao tratamento de resíduos urbanos, consumo e planejamento urbano, é Intendente de Santa Fé desde 2019. João Campos -  Em 2018, foi eleito deputado federal com 460.637 votos, sendo o candidato mais votado da história de Pernambuco, o mais votado do Nordeste e o 5º mais votado no Brasil para essa eleição. Assumiu em janeiro de 2021, a posição de prefeito do Recife Juan David Palacio - Tendo sido o funcionário mais jovem a ocupar o cargo de Secretário-Geral do Conselho de Medellín, aos 25 anos já esteva à frente desta agência. É o atual Diretor da Área Metropolitana do Valle do Aburrá Caminho para  COP26 O encontro também pautou o caminho que vem sendo percorrido pelos governos locais e regionais em preparação à 26ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança Climática (COP26). A ser realizada em novembro de 2021, a próxima edição da conferência marca os cinco anos do Acordo de Paris e o prazo para que os países entreguem suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) revisadas, apresentando uma oportunidade de aumento de suas ambições em relação à redução de emissões de gases do efeito estufa. As metas apresentadas em 2015 ainda são insuficientes para manter o aquecimento global em até 1,5ºC e, diante deste contexto, evidencia-se ainda mais a importância dos compromissos assumidos pelos governos e a urgência para a implementação e viabilização de esforços no combate à crise climática.  Junto ao aumento dos compromissos assumidos pelos governos, estão também as expectativas quanto à capacidade (material, humana, financeira) de execução de ações e políticas por parte dos municípios. Por isso, para os governos subnacionais, o financiamento para a ação climática vem se transformando em uma ferramenta cada vez mais estratégica, ampliando sua capacidade estatal. Para Geraldo Julio, é essencial que a América do Sul marque presença na COP26 de maneira estruturada e levando ações realizadas que mostrem resultados concretos.  Devemos percorrer um caminho planejado para chegar na COP26, tanto de um ponto de vista de gestão, quanto de representação política. Precisamos mobilizar as lideranças políticas que fazem parte do RexCom América do Sul para que, a partir de um discurso uníssono, possamos formar um movimento sólido em toda a região. Esse é um trabalho essencialmente coletivo.”, defende Geraldo.  Para Rodrigo Perpétuo, a renovação da governança faz parte também de um movimento de renovação do compromisso da Rede ICLEI com a agenda de desenvolvimento sustentável. “A COP15 e a COP26 são um chamado à ação, à implementação e ao aumento do compromisso e da ambição. E é com esse intuito que estamos renovando nosso compromisso, que passa também pela atualização da nossa governança”, destaca.  A realização da 2ª Reunião do RexCom do ICLEI América do Sul apresentou-se, portanto, como um importante marco de alinhamento de lideranças municipais e estaduais em relação aos próximos passos e preparação das cidades para a COP26. Encontro do Comitê Executivo Global O ICLEI - Governos Locais para Sustentabilidade possui uma estrutura de governança democrática que promove a participação de seus associados nos processos de tomada de decisão e no desenho das estratégias da organização.  Tal estrutura é composta por três instâncias: os Comitês Executivos Regionais (RexCom), o Comitê Executivo Global (GexCom) e o Conselho Global ICLEI (composto pelos membros do RexCom das nove regiões do ICLEI), renovados a cada três anos por um processo eleitoral.  O Comitê Executivo Global se reuniu nesta segunda-feira (12) para discutir pautas relacionadas à estrutura de governança e alinhamentos institucionais da organização. Foi apresentado o Plano Estratégico do ICLEI e o papel da governança neste processo, além dos planos de trabalho dos portfólios globais e objetivos regionais do ICLEI.  Além de autoridades locais de diversas regiões do mundo, a reunião contou com a participação de João Campos, Prefeito de Recife; Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo do ICLEI América do Sul; e Geraldo Julio, Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Presidente do ICLEI América do Sul e Enviado Especial do ICLEI para América Latina, que apresentou a estratégia da organização na América do Sul para o próximo triênio 2021-2024.   Congresso Mundial do ICLEI 2021-2022 O lançamento do Congresso Mundial do ICLEI 2021-2022 contempla a realização de múltiplas mesas de debate sobre temas relacionados ao desenvolvimento urbano sustentável gratuitas e abertas para participação A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site do evento (em inglês).]]> 300429 0 0 0 <![CDATA[renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 15 Apr 2021 20:28:43 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-aspect-ratio-313-350.jpg 400813 300430 0 0 <![CDATA[renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-copia.jpg Thu, 15 Apr 2021 20:28:43 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-copia.jpg 400814 300430 0 0 <![CDATA[Porto Alegre envolve atores locais na atualização de seu Inventário de GEE]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300430 Thu, 15 Apr 2021 20:28:43 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300430 A cidade de Porto Alegre está unindo esforços para atualizar seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Nesta quarta (14 de abril), foi realizado um workshop para sensibilizar técnicos da prefeitura e atores relevantes ao contexto local a se envolverem nesse processo, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) em parceria com o ICLEI Brasil. O Inventário é um levantamento que determina as principais fontes de GEE em suas atividades produtivas, além da quantidade de gases lançados na atmosfera em determinado período - geralmente um ano. O documento apoia as cidades a definirem uma linha de base a partir da qual poderão planejar sua estratégia de combate à emergência climática, permitindo um melhor direcionamento dos esforços de mitigação e o monitoramento do progresso de sua estratégia climática. “As cidades são responsáveis por cerca de 70% das emissões de GEE no planeta e um inventário nos fornece informações valiosas para a orientação e priorização das políticas públicas relacionadas à redução do risco climático”, avalia o secretário da Smamus, Germano Bremm. “Entender quais são as fontes das emissões é fundamental para a gestão dos riscos e identificação de oportunidades de redução em nosso território.”  O secretário destacou ainda a importância do envolvimento de todos os órgãos do governo neste processo de atualização do Inventário. “O conhecimento de todos é necessário para fazermos esse estudo com qualidade. Nosso desafio é justamente integrar as políticas urbanas e ambientais na construção de políticas públicas que orientem o planejamento climático municipal.” De acordo com o primeiro Inventário da cidade, lançado em 2015 através do projeto Urban-LEDS I, Porto Alegre tem 66% das emissões de GEE provenientes do setor de transportes, 20% de resíduos e 14% de fontes estacionárias, como prédios e residências. A cidade emitiu 2,83 milhões de toneladas de CO₂e em 2013, ano base do estudo. “A atualização desses dados é essencial para que possamos instrumentalizar melhorias para a nossa cidade”, observa Bremm. Associada ao ICLEI América do Sul desde 1997, Porto Alegre vem trilhando um longo caminho de parceria com a organização, realizando ações locais e participando de eventos globais em prol da agenda climática. Em 2020, a cidade foi escolhida para participar do Action Fund Brazil, parceria entre ICLEI e Google.org que está financiando dois projetos de organizações não-governamentais que impulsionam a ação climática local. A atualização dos dados do inventário capital gaúcha está sendo realizada através de uma parceria com ICLEI América do Sul, WayCarbon e EcoFinance e permitirá que sejam definidas metas de redução de emissão, além de apoiar a elaboração de um Plano de Ação Climática, ações previstas na Política Municipal de Sustentabilidade, Enfrentamento das Mudanças Climáticas e Uso Racional da Energia, aprovada pelo município em janeiro de 2020. O secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, lembra que muitas vezes os instrumentos urbanos ligados à questão climática ficam engavetados e correm em paralelo às dinâmicas das cidades. “Dar luz a esses instrumentos é uma das contribuições de Porto Alegre não apenas para as cidades brasileiras, mas também para as cidades sul-americanas.” Nesse sentido, a atualização do Inventário é uma oportunidade especial para a capital gaúcha demonstrar sua liderança internacionalmente, na visão do secretário executivo adjunto do ICLEI América do Sul, Rodrigo Corradi. “A cidade demonstra condições de atingir mudanças que trazem componentes fundamentais para fortalecer o desenvolvimento urbano sustentável.” A programação do evento trouxe ainda apresentações sobre a emergência climática, explanada pela coordenadora de Baixo Carbono do ICLEI Brasil, Leta Vieira; sobre como construir um inventário de emissões de GEE, por Iris Coluna, assessoria de projetos do ICLEI Brasil; e também sobre como o documento deverá ser agregado a Plano Diretor, explicado por Ana Wernke, coordenadora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI Brasil. O gerente de planos urbanísticos do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS), Ubirajara Paz, apresentou a experiência do Recife na valorização da política climática como central ao planejamento urbano. O workshop contou com a presença de 60 participantes e foi transmitido via YouTube da Smamus. Prevista para o final de abril, a segunda etapa do encontro irá capacitar grupos de trabalho municipais na Metodologia GCP e Plataforma Climas, ferramentas utilizadas para a medição de dados do Inventário. Confira o evento na íntegra:  https://www.youtube.com/watch?v=tJ0EJVCKZ4Y]]> 300430 0 0 0 <![CDATA[foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 08 Apr 2021 17:51:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg 400815 300431 0 0 <![CDATA[foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled.jpg Thu, 08 Apr 2021 17:51:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled.jpg 400816 300431 0 0 <![CDATA[La Región Metropolitana de Campinas y la ambición por un futuro más sostenible]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300431 Thu, 08 Apr 2021 17:51:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300431 Diez años después de la firma de los Objetivos de Aichi, se acordará un nuevo conjunto de objetivos durante la Conferencia de las Partes del Convenio sobre la Diversidad Biológica (CDB COP15) en Kunming, China, en octubre de 2021, estableciendo el Marco para la Diversidad Biológico Pos-2020. La articulación de los gobiernos locales es fundamental para el avance de estos objetivos, en línea con las Estrategias y Planes de Acción Nacionales de Biodiversidad. En este sentido, es fundamental que el ámbito subnacional lleve a cabo articulaciones y planes para la implementación de acciones para la conservación de la biodiversidad.  El Proyecto INTERACT-Bio es implementado por ICLEI y tiene como objetivo mejorar el uso y la gestión de los recursos naturales en las ciudades de rápido crecimiento y las regiones que las rodean, especialmente en relación con la prestación de servicios esenciales para la vida diaria de las ciudades y, en Al mismo tiempo, mejorar la conservación de la biodiversidad y los ecosistemas Financiado por el Ministerio Federal de Medio Ambiente, Conservación de la Naturaleza y Seguridad Nuclear (BMU) de Alemania, a través de la Iniciativa Internacional de Protección del Clima (IKI). En Brasil, las regiones metropolitanas participantes son Belo Horizonte, Campinas y Londrina. India y Tanzania también forman parte del proyecto. El protagonismo de la Región Metropolitana de Campinas El contexto de emergencia climática y pérdida de biodiversidad plantea desafíos a los gobiernos locales. La Región Metropolitana de Campinas se destaca en la lucha contra ellos al proponer una estrategia de comunicación y articulación que integra a varios actores multinivel, impulsa los servicios ecosistémicos en los instrumentos de planificación territorial y adopta Soluciones Basadas en la Naturaleza (SbN) en las acciones de desarrollo de los municipios que Compórtelo. Tales iniciativas se evidenciaron durante el lanzamiento del Plan de Acción para la Implementación del Área de Conectividad (CA) en la Región Metropolitana de Campinas, realizado virtualmente el 8 de abril (8 de abril). El plan establece un nuevo paradigma para la gestión regional de la biodiversidad y para la promoción de los servicios ecosistémicos y consolida los resultados de la articulación entre los 20 municipios de la región. Ilustrando su desempeño de vanguardia, la región se convierte en la primera del país en lanzar una estrategia regional para la biodiversidad de manera colaborativa. El avance en esta agenda favorece no solo a la región de Campinas, sino que también juega un papel fundamental a nivel estatal. Eduardo Trani, subsecretario de Infraestructura y Medio Ambiente del Estado de São Paulo, dice que el estado está comprometido con políticas para la conservación y preservación de los biomas locales. “Nuestro trabajo señaló áreas fundamentales de conectividad y la RMC, con el apoyo de ICLEI, trae un ejemplo muy importante de que proyectos de esta naturaleza tienen gran relevancia en la lucha contra la emergencia climática”. Para Dário Saadi, Alcalde del Municipio de Campinas, el evento de lanzamiento consolida el compromiso de la ciudad con la agenda ambiental. “Campinas está comprometida con la preservación del medio ambiente, la planificación y el desarrollo sostenible, creando oportunidades para las generaciones futuras en nuestro planeta”, destaca. Como una forma de consolidar y facilitar los lineamientos para la implementación del Área de Conectividad con los gobiernos municipales, ICLEI America del Sur, con el apoyo del Instituto COURB, promovió una jornada participativa para construir los lineamientos y articulaciones necesarias para su implementación. A partir de seis pilares (forestación urbana; parques lineales; corredores ecológicos; vida silvestre; regulación, fiscalización y compensación; articulación y comunicación), el proceso de elaboración involucró aproximadamente a 80 actores diferentes, resultando en la consolidación de 19 objetivos estratégicos con respectivas metas, acciones, indicadores, paso a paso y responsables. La consolidación de los objetivos previstos en cada pilar y la colaboración entre los actores y la participación social son fundamentales para la implementación efectiva de las acciones contenidas en el Plan de Acción. “El Plan fue diseñado para demostrar la importancia de la biodiversidad y los servicios de los ecosistemas para el desarrollo regional y local”, dice Sophia Picarelli, Gerente de Biodiversidad y Desarrollo Circular de ICLEI Sudamérica.  Durante el evento, la ciudad de Campinas se unió a la Alianza para la Acción Climática - ACA Brasil y renovó su participación en la Carta del Programa de Ciudades Sostenibles y su compromiso con Cities4Forests. Dário Saadi afirma que estas adhesiones refuerzan el compromiso del municipio con las agendas de clima, biodiversidad y desarrollo urbano sostenible. El Plan de Acción para la Implementación del Área de Conectividad de la Región Metropolitana de Campinas representa un gran avance en la senda del desarrollo urbano sostenible en el país ya que promueve el fortalecimiento institucional de los municipios, la implementación de Soluciones Naturales, la promoción de ecosistemas de servicios, uso de infraestructura verde y azul y el desarrollo sostenible inclusivo de la región. Sepa mas El Plan de Acción para la Implementación del Área de Conectividad de la Región Metropolitana de Campinas se encuentra disponible en el sitio web de ICLEI America del Sur, en versión completa y resumida. El vídeo de lanzamiento se puede acceder en su totalidad en el canal de YouTube de ICLEI, así como un vídeo animado diseñado para contextualizar de forma clara y objetiva la importancia del Plan, reforzando el carácter innovador y el espíritu pionero de las acciones diseñadas de forma colaborativa por los 20 municipios. en la Región Metropolitana de Campinas.]]> 300431 0 0 0 <![CDATA[renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-aspect-ratio-313-350-1.jpg Thu, 15 Apr 2021 21:45:53 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400817 300432 0 0 <![CDATA[renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-copia.jpg Thu, 15 Apr 2021 21:45:53 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/renato-soares-rio-guaiba-porto-alegre-rs3-copia.jpg 400818 300432 0 0 <![CDATA[Porto Alegre involucra a actores locales en la actualización de su Inventario de GEI]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300432 Thu, 15 Apr 2021 21:45:53 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300432 300432 0 0 0 <![CDATA[1618322448jh-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/1618322448jh-1-aspect-ratio-313-350.jpeg Fri, 16 Apr 2021 12:53:28 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/1618322448jh-1-aspect-ratio-313-350.jpeg 400819 300433 0 0 <![CDATA[inv2]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/inv2.jpg Fri, 16 Apr 2021 12:53:28 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/inv2.jpg 400820 300433 0 0 <![CDATA[Com apoio do ICLEI, Governo da Bahia inicia a elaboração de seu primeiro inventário de GEE]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300433 Fri, 16 Apr 2021 12:53:28 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300433 Um inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) é a forma de quantificar o volume e as fontes de emissão de GEEs em um determinado território. Trata-se de uma importante ferramenta para traçar as ações de adaptação e mitigação necessárias para enfrentar a crise climática. Durante a 4ª reunião Ordinária do Fórum Baiano de Mudanças Climáticas Globais e da Biodiversidade, realizada nesta quarta-feira (14/04), foi assinado o contrato para a elaboração dos Inventários de Gases de Efeito Estufa (GEE) do estado da Bahia com o ICLEI-Governos Locais pela Sustentabilidade, que será responsável pela condução do processo; o Ministério Público da Bahia, instituição que financia a ação, por meio da Promotoria Regional de Meio Ambiente da Costa do Cacau; com interveniência da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).  Os inventários abrangem várias atividades e na Bahia serão aferidas as emissões de cinco setores produtivos: Energia; Transporte; Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos; Agricultura, Pecuária e outros usos do solo; e Processos Industriais. Após o levantamento dos dados de cada setor, serão calculadas as emissões totais e per capita no estado. “Esse é um importante passo para construção do Plano Estadual de Enfrentamento às Mudanças Climáticas, uma vez que os inventários fornecem informações fundamentais para que sejam priorizadas atividades e elaboradas estratégias mais eficientes para inserção da Bahia na economia de baixo carbono”, pontua o secretário de Meio Ambiente, João Carlos Oliveira. Para o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, a construção já nasce com vocação para ser uma ação de referência internacional. “O ICLEI se orgulha de ser o parceiro que vai prover insumo técnico para esse avanço no estado”, afirma. Ele reforçou ainda que a essência dessa parceria é a transferência de conhecimento. As atividades de elaboração do inventário tiveram início no mesmo dia à tarde, com uma reunião do Grupo de Trabalho formado para a construção do diagnóstico na qual foi apresentada a metodologia que será utilizada na construção do estudo. “O nosso objetivo é alcançar soluções que sejam ambientalmente sustentáveis e socialmente justas para as futuras gerações”, avalia a promotora, Aline Salvador.   Para a diretora-geral do Inema, Márcia Teles “o diagnóstico apresentado pelos inventários nos proporcionará a adotar medidas e ações efetivas e eficientes para diminuirmos as emissões dos gases de efeito estufa no nosso estado.”   Como próximos passos estão a revisão do plano de trabalho, a formação da governança para o processo de elaboração do inventário e a realização de quatro sessões de capacitação. Após essas etapas será dado início a coleta e análise dos dados.]]> 300433 0 0 0 <![CDATA[parque-capibaribe-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe-aspect-ratio-313-350-1.jpg Tue, 06 Apr 2021 19:00:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400821 300434 0 0 <![CDATA[parque-capibaribe]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe.jpg Tue, 06 Apr 2021 19:00:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/parque-capibaribe.jpg 400822 300434 0 0 <![CDATA[Soluciones basadas en la naturaleza (SbN) como alternativa de planificación urbana]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300434 Tue, 06 Apr 2021 19:00:47 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300434 Comisión de Adaptación Global, diseñan una forma de aumentar la resiliencia de los centros urbanos. Entre las principales recomendaciones se encuentra el uso de Soluciones Naturales (SbN), que demuestran ser alternativas eficientes a los desafíos urbanos que enfrentan los gobiernos locales. El término Soluciones Basadas en la Naturaleza fue acuñado por la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (UICN) para definir un concepto general que incluye enfoques para la restauración y conservación de ecosistemas, servicios de adaptación climática, infraestructura natural, manejo de recursos naturales, entre otros. A lo largo de este camino, los gobiernos locales y regionales dan prioridad a los entornos saudíes, que protegen y nutren el aire, el agua o simplemente todos los recursos naturales que sustentan la vida y la salud. Implementar estrategias y planes que desbloqueen el potencial natural para brindar servicios esenciales y nuevas oportunidades económicas. En Brasil, algunas ciudades ya implementan la SbN como elemento principal en sus Planes de Acción Climática Local. Estos son los casos de Recife y Fortaleza. Carlos Ribeiro, Secretario de Medio Ambiente y Sostenibilidad de Recife, compartió la experiencia de la ciudad en la transformación del río Capibaribe en la columna vertebral de la ciudad a través de espacios de ocio, descanso y bienestar, dispuestos en sus márgenes, formando el Parque Capibaribe. [caption id="attachment_12071" align="alignnone" width="440"] Área de influencia del Parque Capibaribe[/caption] El proyecto prevé un sistema de parques integrados a lo largo de 15 km a cada lado del río Capibaribe, totalizando 30 km de transformaciones en los bordes del principal curso de agua de la ciudad. La iniciativa conectará espacios y proporcionará una forma más fácil y segura de moverse por la ciudad para peatones y ciclistas. El Parque Capibaribe favorecerá a 42 barrios de la ciudad, beneficiando directamente a 455 mil personas. La iniciativa tiene como objetivo influir en la forma en que las personas se mueven por la ciudad, proporcionando nuevas conexiones entre los barrios. Según Renata Farias, gerente de sustentabilidad de la Secretaría Municipal de Urbanismo y Medio Ambiente de Fortaleza, la ciudad ha estado trabajando para permitir una mayor integración entre el entorno construido y natural, con el objetivo de mejorar la calidad de vida de los habitantes con la revitalización y expansión de Zonas verdes del municipio. Uno de los principales proyectos es el Parque Rachel de Fonte, que traerá beneficios como la recuperación de micro-ecosistemas en medio del espacio urbano; la recuperación de los bosques de ribera y la calidad del agua; la creación de un microclima, generando confort térmico local y mejora del sistema de drenaje de agua. [caption id="attachment_12488" align="alignnone" width="398"] Área de influencia Parque Rachel de Fonte[/caption] Además de promover una mejor calidad de vida para las poblaciones de las ciudades, las SbN son cada vez más consideradas en el proceso de financiamiento de proyectos locales, según Cecilia Guerra, directora ejecutiva de CAF y directora de Sustentabilidad, Inclusión y Cambio Climático (Banco de Desarrollo en América Latina). . En 2020, el 24% del presupuesto del banco se dedicó a proyectos que brinden acciones de mitigación y adaptación climática, contemplando la SbN como una alternativa en busca de un desarrollo urbano más sostenible, verde y justo. Fortaleza y Recife son dos ciudades importantes en el contexto brasileño y son ejemplos de adaptación de los territorios para enfrentar la crisis climática, mostrando que para esto se necesitan buenos sistemas de información y capacidad de respuesta, además de acciones concretas para mejorar las condiciones de vida de la población. poblaciones, utilizando siempre la experiencia, el conocimiento y el contexto social y cultural de las ciudades.]]> 300434 0 0 0 <![CDATA[foto2-prancheta-1-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto2-prancheta-1-1-aspect-ratio-313-350.png Mon, 19 Apr 2021 13:29:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto2-prancheta-1-1-aspect-ratio-313-350.png 400823 300435 0 0 <![CDATA[copia-de-foto2-prancheta-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/copia-de-foto2-prancheta-1.png Mon, 19 Apr 2021 13:29:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/copia-de-foto2-prancheta-1.png 400824 300435 0 0 <![CDATA[Líderes locais apresentam os desafios verdes no Congresso Mundial do ICLEI]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300435 Mon, 19 Apr 2021 13:29:17 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300435 O lançamento virtual do Congresso Mundial do ICLEI 2021-2022 aconteceu ao longo da última semana (13 a 15 de abril), com a realização de seis painéis virtuais que reuniram diversos representantes da Rede em todo o mundo para discutir a construção de um futuro verde baseado no desenvolvimento urbano sustentável. Os debates contaram com a participação de três lideranças locais e regionais da América do Sul: Geraldo Julio, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Brasil), João Campos, prefeito do Recife (Brasil) e Carolina Urrutia Vázquez, secretária de Meio Ambiente de Bogotá (Colômbia). No primeiro dia, a secretária de Meio Ambiente de Bogotá participou do painel “Moldando Equitativamente Nosso Futuro Urbano Sustentável”, que discutiu os desafios que as cidades enfrentam na promoção de uma abordagem centrada nas pessoas para o desenvolvimento sustentável, trabalhando para criar comunidades saudáveis, seguras e inclusivas. Urrutia falou sobre como Bogotá vem trabalhando para incorporar a sustentabilidade ao setor de transporte público, citando o alto investimento que a cidade vem fazendo em um sistema de aluguel de bicicletas. “É uma forma de causar menos impactos à qualidade do ar e também apoiar no combate à crise climática. Além disso, contribui para o esforço intenso que estamos fazendo para evitar o uso de combustíveis fósseis no sistema de transporte.” Ela citou a melhora de 40% na qualidade do ar que o sistema de teleférico trouxe à capital colombiana e também ressaltou o projeto EcoLogistics, realizado em parceria com o ICLEI, que está criando estratégias para o setor de logística urbana reduzir as emissões relacionadas ao transporte de carga.  Assista aqui o painel na íntegra. Para falar sobre como sua gestão à frente do Recife estimulou o desenvolvimento circular e combateu a crise climática, Geraldo Julio participou do debate “Seguindo o Caminho de Desenvolvimento Circular para Cidades Sustentáveis”. O ex-prefeito citou o plano “Recife 500 Anos”, que planeja a cidade até 2037 tendo como base a sustentabilidade e a economia verde, e trouxe exemplos de melhorias urbanas realizadas no território da cidade, como o Parque Capibaribe, a expansão de ciclovias e do aluguel de bicicletas e o programa de upcycling “Recicla Mais”, que estimula as comunidades a produzirem utensílios domésticos a partir da reciclagem. Veja aqui a fala completa de Geraldo Julio durante o debate. Recentemente, o ICLEI apresentou sua estratégia e plataforma global para acelerar o desenvolvimento circular em cidades e regiões: o ICLEI Circulars. Conheça! Assista aqui o painel na íntegra. Um debate sobre a importância do desenvolvimento neutro do clima para um mundo urbano sustentável encerrou a primeira etapa do Congresso Mundial do ICLEI. O painel contou com a participação de diversos prefeitos e prefeitas do mundo, entre eles João Campos, prefeito do Recife, que expôs a experiência da cidade na agenda climática. “Temos ampla experiência e vocação para lidar com a questão climática”, iniciou Campos. “Atualmente, o Recife vem implementando ações importantes para se obter um bom resultado no combate às mudanças climáticas.” Recentemente, através da participação no projeto Urban-LEDS II, a capital pernambucana elaborou e atualizou importantes documentos climáticos como o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, a Análise de Riscos e Vulnerabilidades e o Plano Local de Ação Climática. “Poucas cidades brasileiras possuem esse conjunto de estudos, que possibilita um bom diagnóstico para a ação climática.” O prefeito ressaltou ainda a necessidade do financiamento chegar aos governos locais, citando exemplos como o LEDS Lab, laboratório que auxilia na construção de projetos climáticos financiáveis e que está apoiando a cidade a transformar a geração de energia no Hospital da Mulher em fotovoltaica. “Para financiar ações de impacto local, é preciso investir em uma equipe técnica bem preparada, com capacidade de elaboração de projeto e de preferência com experiência internacional”, afirmou o prefeito. Assista aqui o painel na íntegra. Geraldo Julio, enviado especial do ICLEI para a América Latina Realizado previamente à abertura do evento, uma reunião do Comitê Executivo Global (GexCom) do ICLEI exclusiva para associados da Rede definiu a nova governança global da organização (mais informações em breve) e também escolheu Geraldo Julio como o enviado especial do ICLEI para a América Latina. “Eu tenho o prazer de ser o enviado especial para a América Latina para que a gente some esforços e unifique o discurso de redução das emissões e enfrentamento a essa emergência climática que o planeta vive e, também, que haja projetos implantados em toda essa região. Trabalhamos sempre com o compromisso/ação e queremos chegar muito fortes para a COP-26 (Conferência das Partes da ONU, prevista para acontecer em novembro deste ano, em Glasgow, na Escócia) com a voz regional de todos os governos locais, somados aqui na América Latina. Então, só tenho que agradecer essa oportunidade”, destacou Geraldo Julio. O novo enviado especial também fez um balanço positivo do trabalho realizado como presidente do ICLEI América do Sul. “Temos hoje colaboradores trabalhando em quatro escritórios na América do Sul, sendo um regional e os demais no Brasil, na Argentina e na Colômbia. Ter essa organização em três países é uma grande conquista”, afirmou. Próximos passos do Congresso Mundial do ICLEI O Congresso Mundial do ICLEI seguirá até 2022 com uma série de encontros virtuais - o Caminho para Malmö - culminando na Cúpula de Malmö, evento que terá três dias de programação, apresentando diálogos estratégicos de alto nível com base em temas explorados em 2021, bem como visitas técnicas, workshops e oportunidades de networking, a ser realizado presencialmente em uma cidade que vem liderando uma transformação sustentável e equitativa. Saiba mais sobre a Cúpula de Malmo.]]> 300435 0 0 0 <![CDATA[food-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/food-aspect-ratio-313-350.jpg Mon, 19 Apr 2021 13:54:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/food-aspect-ratio-313-350.jpg 400825 300436 0 0 <![CDATA[foodmob]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foodmob.jpg Mon, 19 Apr 2021 13:54:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foodmob.jpg 400826 300436 0 0 <![CDATA[Belo Horizonte e Rosário representam a América do Sul no Comitê Diretivo do Pacto de Milão]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300436 Mon, 19 Apr 2021 13:54:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300436 Nas últimas semanas, o Secretariado do Pacto de Milão para Política de Alimentação Urbana (MUFPP na sigla em inglês) dirigiu as eleições para o 3º Comitê Diretivo, órgão dirigente do Pacto. A cidade de Belo Horizonte foi reeleita para compor o Comitê Diretivo do Pacto e pelos próximos dois anos representará a América do Sul, juntamente com a cidade de Rosário (Argentina).    O Comitê Diretivo tem como função liderar o Pacto de Milão na missão de transformar os sistemas alimentares urbanos, apoiando as cidades signatárias e fornecendo supervisão estratégica. É a instância que decide sobre as regras internas, revisa o programa de trabalho,  aprova os critérios para a seleção da cidade-sede do Fórum Global e colabora no desenvolvimento dos principais temas a serem discutidos nos fóruns. Além disso, o Comitê engaja as signatárias em sua região em iniciativas de cooperação, defendendo em nível regional e internacional o papel das cidades na transformação do sistema alimentar e promovendo o compartilhamento de conhecimento. O Comitê Diretivo é composto por 13 membros:
  • África: Antananarivo (Madagascar) e Ouagadougou (Burkina Faso);
  • Ásia-Pacífico: Bandung (Indonésia) e Seul (Coréia do Sul);
  • Europa: Barcelona (Espanha), Birmingham (Reino Unido) e Milão como presidente (Itália);
  • Eurásia e Sudoeste Asiático: Kazan (Federação Russa) e Tel Aviv (Israel);
  • América do Norte e Central: Mérida (México) e New Haven (Estados Unidos);
  • América do Sul: Belo Horizonte (Brasil) e Rosário (Argentina).
No dia 14 de abril, o recém-eleito Comitê Diretor se reuniu virtualmente para sua primeira reunião.

Sobre o Pacto de Milão 

  O Pacto de Milão para Política de Alimentação Urbana é um acordo internacional de prefeitos voltado para o tratamento de questões relacionadas à alimentação em nível urbano.  Lançado em 2014, seu principal objetivo é apoiar as cidades que desejam desenvolver sistemas alimentares urbanos mais sustentáveis, promovendo a cooperação e o intercâmbio de melhores práticas. Atualmente, conta com 211 cidades signatárias, que juntas reúnem mais de 350 milhões de pessoas. São cidades membros da rede Paris, Londres, Berlim, Nova York, Xangai, Seul, Quito, Rio de Janeiro, entre outras. ]]>
300436 0 0 0
<![CDATA[foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled-aspect-ratio-313-350-1.jpg Thu, 22 Apr 2021 14:04:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400827 300437 0 0 <![CDATA[foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled.jpg Thu, 22 Apr 2021 14:04:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/foto-prefeitura-de-campinas-1-scaled.jpg 400828 300437 0 0 <![CDATA[The Metropolitan Region of Campinas and the ambition for a more sustainable future]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300437 Thu, 22 Apr 2021 14:04:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300437 Ten years after the signing of the Aichi Goals, a new set of objectives will be agreed upon during the Conference of the Parties to the Biodiversity Convention (CBD COP15) in Kunming, China, in October 2021, establishing the Post-2020 Framework for Diversity Biological. The articulation of local governments is essential for the advancement of these goals, in line with the National Strategies and Action Plans for Biodiversity. In this sense, the subnational sphere must carry out articulations and plans for the implementation of actions for the conservation of biodiversity. The INTERACT-Bio Project is implemented by ICLEI and aims to improve the use and management of natural resources in fast-growing cities and the regions that surround them, especially about the provision of essential services for the daily lives of cities and, at the same time. time, to improve the conservation of biodiversity and ecosystems Financed by the German Federal Ministry for the Environment, Nature Conservation and Nuclear Safety (BMU), through the International Climate Protection Initiative (IKI). In Brazil, the participating metropolitan regions are Belo Horizonte, Campinas and Londrina. India and Tanzania are also part of the project. The protagonism of the Metropolitan Region of Campinas The context of climate emergence and loss of biodiversity poses challenges to local governments. The Metropolitan Region of Campinas is standing out in the fight against them by proposing a communication and articulation strategy that integrates several multilevel actors, boosts ecosystem services in territorial planning instruments, and adopts Nature-Based Solutions (SbN) in the development actions of the municipalities that make it up. Such initiatives were evidenced during the launch of the Action Plan for the Implementation of the Connectivity Area (AC) in the Metropolitan Region of Campinas, carried out virtually on April 8 (April 8). The plan establishes a new paradigm for the regional management of biodiversity and the promotion of ecosystem services and consolidates the results of the articulation between the 20 municipalities in the region. Illustrating its avant-garde performance, the region becomes the first in the country to launch a regional strategy for biodiversity collaboratively The advance in this agenda favors not only the region of Campinas but also plays a fundamental role at the state level. Eduardo Trani, Undersecretary for Infrastructure and Environment of the State of São Paulo, says that the state is engaged in policies for the conservation and preservation of local biomes. “Our work indicated fundamental areas of connectivity and the RMC, with the support of ICLEI, brings a very important example that projects of this nature have great relevance in the fight against climate emergence”. For Dário Saadi, Mayor of the Municipality of Campinas, the launch event consolidates the city's commitment to the environmental agenda. “Campinas is committed to preserving the environment, planning and sustainable development, creating opportunities for future generations on our planet”, he highlights. As a way to consolidate and facilitate the guidelines for the implementation of the Connectivity Area with municipal governments, ICLEI South America, with the support of the COURB Institute, promoted a participatory journey to build guidelines and articulations necessary for its implementation. Based on six pillars (urban afforestation; linear parks; ecological corridors; wildlife; regulation, inspection, and compensation; articulation and communication), the elaboration process involved approximately 80 different actors, resulting in the consolidation of 19 strategic objectives with respective goals, actions, indicators, step by step and those responsible. The consolidation of the objectives foreseen in each pillar and the collaboration between the actors and social participation are essential to the effective implementation of the actions contained in the Action Plan. “The Plan was designed to demonstrate the importance of biodiversity and ecosystem services for regional and local development”, says Sophia Picarelli, Manager of Biodiversity and Circular Development at ICLEI South America. During the event, the city of Campinas joined the Alliance for Climate Action - ACA Brasil and renewed its participation in the Sustainable Cities Program Charter and its commitment to Cities4Forests. Dário Saadi affirms that these adhesions reinforce the municipality's commitment to the climate, biodiversity, and sustainable urban development agendas. The Action Plan for the Implementation of the Connectivity Area of ​​the Metropolitan Region of Campinas represents a major advance on the path of sustainable urban development in the country as it promotes the institutional strengthening of municipalities, the implementation of Nature-Based Solutions, the promotion of services ecosystems, the use of green and blue infrastructure and the inclusive sustainable development of the region. Know more The Action Plan for Implementation of the Connectivity Area of ​​the Metropolitan Region of Campinas is available on the ICLEI South America website, in full and summarized versions. The launch video can be accessed in its entirety on the ICLEI YouTube channel, as well as an animated video designed to contextualize clearly and objectively the importance of the Plan, reinforcing the innovative character and the pioneering spirit of the actions designed collaboratively by the 20 municipalities in the Metropolitan Region of Campinas.]]> 300437 0 0 0 <![CDATA[elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-aspect-ratio-313-350-1.jpg Thu, 22 Apr 2021 16:10:52 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400829 300438 0 0 <![CDATA[elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-copia.jpg Thu, 22 Apr 2021 16:10:52 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-copia.jpg 400830 300438 0 0 <![CDATA[A Terra não precisa de nós!]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300438 Thu, 22 Apr 2021 16:10:52 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300438 por Dal Marcondes Já se foi o tempo dos diagnósticos em relação ao planeta Terra. Quando algumas pessoas equivocadamente se referem à luta ambiental como necessária para “salvar o planeta” se expressa um grande equívoco. O planeta não precisa ser salvo, o que precisamos salvar é sua capacidade de seguir resiliente frente aos desatinos e desmandos da humanidade. Desde os anos 1960 os sinais de que o meio ambiente está em perigo começaram a soar. Em 1962 Rachel Carson publica “Primavera Silenciosa”, sobre os efeitos dos agroquímicos, em especial o DDT, sobre a fauna e os seres humanos. É considerado uma das pedras fundamentais do ambientalismo. Em 1972 os especialistas do Clube de Roma publicam “Os limites do crescimento”, uma modelagem do impacto do rápido crescimento populacional sobre os recursos naturais da Terra. Os diagnósticos de que algo não vai bem no terceiro planeta seguiram dando alertas. Em 1987 a médica e ex-primeira ministra da Noruega, Gro Brundtland publica o relatório “Nosso Futuro Comum”, que explicita a necessidade de uma solidariedade intergeracional. Que as atuais gerações devem garantir que as pessoas do futuro tenham também os recursos necessários para sua sobrevivência na Terra. Em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ou Eco-92), representantes de 179 países assinaram a Agenda 21, um documento que aponta para a necessidade de cooperação global para a construção de uma sociedade planetária sustentável. Ainda em 1992, em um evento paralelo da Eco-92, a primeira versão da Carta da Terra foi elaborada. Após uma ampla discussão da minuta inicial em todos os continentes por milhares de pessoas, a Carta da Terra foi lançada no ano 2000 no Palácio da Paz em Haia, capital da Holanda, com os princípios de solidariedade e harmonia que deveriam nortear a construção do futuro da humanidade sobre o planeta. Em 2000 a ONU lançou os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com metas para melhorar a qualidade de vida e a governança global até 2015. Neste mesmo ano todos os 193 países membros da ONU adotaram formalmente a Agenda 2030 com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e suas 169 metas. Uma aposta para a melhoria da governança planetária até 2030. Não bastassem esses alertas e acordos, a partir da Eco-92 foram realizadas dezenas de COPs (Conferências das Partes) sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Camada de Ozônio (Protocolo de Montreal), Oceanos e outros temas relevantes para a segurança e bem estar da biosfera. Mesmo com todos esses alertas, tratados, protocolos e todo tipo de conferências, o planeta Terra segue sendo vilipendiado por uma espécie incapaz de reconhecer seus limites. Depois de todas as eras geológicas pelas quais a Terra passou em seus bilhões de anos, agora chegou a vez do Antropoceno, um termo formulado por Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química de 1995, que define a humanidade como a principal força transformadora do planeta. As atividades humanas estão degradando, de forma assustadora, todos os biomas da Terra e deixando marcas e detritos que impactam sobre a vida de todas as outras espécies. A humanidade é hoje o principal fator de extinção de espécies no ar, na água e no solo. Não há mais necessidade de diagnósticos, todos estão feitos, e os prognósticos não são bons. No Dia da Terra as pessoas precisam compreender que o planeta Terra não precisa de nós humanos, somos nós que precisamos dele. A continuarmos nessa trilha de destruição em algum momento o planeta se livra de nós e segue seu caminho pelos bilhões de anos à frente. A pandemia que atravessamos deveria servir como o alerta definitivo de que a natureza tem mecanismos de defesa, e está disposta a usá-los. Devemos agradecer e venerar esse pequeno planeta azul, nosso lar nesse imenso universo. Dal Marcondes é jornalista, diretor da Agência Envolverde, especialista em meio ambiente, mestre em modelagem de negócios digitais e conselheiro do ICLEI América do Sul.]]> 300438 0 0 0 <![CDATA[elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-aspect-ratio-313-350-2]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-aspect-ratio-313-350-2.jpg Thu, 22 Apr 2021 16:20:03 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-aspect-ratio-313-350-2.jpg 400831 300439 0 0 <![CDATA[elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-copia.jpg Thu, 22 Apr 2021 16:20:03 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/elena-mozhvilo-ea32jibssu8-unsplash-copia.jpg 400832 300439 0 0 <![CDATA[¡La Tierra no nos necesita!]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300439 Thu, 22 Apr 2021 16:20:03 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300439 por Dal Marcondes Se acabó el tiempo del diagnóstico en relación con el planeta Tierra. Cuando algunas personas se refieren erróneamente a la lucha ambiental como necesaria para “salvar el planeta”, se expresa un gran error. El planeta no necesita ser salvado, lo que tenemos que salvar es su capacidad de permanecer resistente ante la locura y la desgracia de la humanidad. Desde la década de 1960, han comenzado a sonar las señales de que el medio ambiente está en peligro. En 1962 Rachel Carson publica “Primavera Silenciosa”, sobre los efectos de los agroquímicos, especialmente el DDT, sobre la fauna y los seres humanos. Se considera una de las piedras angulares del ecologismo. En 1972, especialistas del Club de Roma publicaron “Los límites del crecimiento”, un modelo del impacto del rápido crecimiento demográfico sobre los recursos naturales de la Tierra. Los diagnósticos de que algo no va bien en el tercer planeta continuaron dando advertencias. En 1987, la ex primera ministra y médica de Noruega, Gro Brundtland, publica el informe "Nuestro futuro común", que explica la necesidad de solidaridad intergeneracional. Que las generaciones actuales deben garantizar que las personas del futuro también tengan los recursos necesarios para su supervivencia en la Tierra. En 1992, durante la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Medio Ambiente y Desarrollo (o Eco-92), representantes de 179 países firmaron la Agenda 21, un documento que apunta a la necesidad de la cooperación global para construir una sociedad planetaria sustetable. También en 1992, en un evento paralelo de Eco-92, se preparó la primera versión de la Carta de la Tierra. Después de una extensa discusión del borrador inicial en todos los continentes por miles de personas, la Carta de la Tierra fue lanzada en 2000 en el Palacio de la Paz en La Haya, capital de los Países Bajos, con los principios de solidaridad y armonía que deben guiar la construcción del futuro de la humanidad en el planeta. En 2000, la ONU lanzó los 8 Objetivos de Desarrollo del Milenio, con metas para mejorar la calidad de vida y la gobernanza global para 2015. Ese mismo año, los 193 países miembros de la ONU adoptaron formalmente la Agenda 2030 con los 17 Objetivos de Desarrollo Sustentable y sus 169 metas. Una apuesta para mejorar la gobernanza planetaria para 2030. Por si estas advertencias y acuerdos no fueran suficientes, se realizaron decenas de COPs (Conferencias de las Partes) sobre Cambio Climático, Biodiversidad, Capa de Ozono (Protocolo de Montreal), Océanos y otros temas relevantes para la seguridad y el bienestar de la biosfera. Incluso con todas estas alertas, tratados, protocolos y todo tipo de conferencias, el planeta Tierra sigue siendo vilipendiado por una especie incapaz de reconocer sus límites. Después de todas las edades geológicas que ha atravesado la Tierra en sus miles de millones de años, ahora le toca el turno al Antropoceno, término formulado por Paul Crutzen, Premio Nobel de Química en 1995, que define a la humanidad como la principal fuerza transformadora del planeta. Las actividades humanas están degradando terriblemente todos los biomas de la Tierra y dejando marcas y escombros que impactan la vida de todas las demás especies. La humanidad es hoy en día el principal factor de extinción de especies en el aire, el agua y el suelo. Ya no hay necesidad de diagnósticos, todo está hecho y el pronóstico no es bueno. En el Día de la Tierra, la gente debe entender que el planeta Tierra no nos necesita a los humanos, somos nosotros los que lo necesitamos. Si continuamos en este camino de destrucción, en algún momento el planeta se deshará de nosotros y seguirá su camino durante miles de millones de años. La pandemia que atravesamos debe servir como la advertencia definitiva de que la naturaleza tiene mecanismos de defensa y está dispuesta a utilizarlos. Debemos agradecer y venerar a este pequeño planeta azul, nuestro hogar en este inmenso universo. Dal Marcondes es periodista, director de Agência Envolverde, especialista en medio ambiente, master en modelado de negocios digitales y consejero de ICLEI América del Sur.]]> 300439 0 0 0 <![CDATA[jonathan-borba-lnb5nu98xj4-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/jonathan-borba-lnb5nu98xj4-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Thu, 22 Apr 2021 18:34:54 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/jonathan-borba-lnb5nu98xj4-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400833 300440 0 0 <![CDATA[Capitais brasileiras se posicionam pela defesa dos biomas]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300440 Thu, 22 Apr 2021 18:34:54 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300440 As cidades integrantes do Fórum de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras - CB27 divulgaram hoje (22), no marco do Dia da Terra, a carta “Regeneração Verde: Capitais pela Defesa Dos Biomas”, que joga luz à relevância e protagonismo das capitais e do Distrito Federal em torno do compromisso com a sustentabilidade.  A pandemia da Covid-19 agravou ainda mais os desafios ambientais já existentes, aprofundando as injustiças socioambientais e a devastação do meio ambiente. O posicionamento reconhece que a preservação dos ecossistemas é “condição necessária para a preservação da rica biodiversidade nacional e fundamental para a mitigação dos efeitos das emergências climáticas”, e aponta o federalismo ambiental como um dos caminhos para reunir esforços nacionais e internacionais em defesa dos biomas. A carta defende, ainda, o alinhamento da agenda ecológica com o impulsionamento da economia, destacando atividades como adaptação da infraestrutura urbana com soluções baseadas na natureza; arborização de vias; pagamento por serviços ambientais; valoração de resíduos; saneamento e águas limpas; energia solar; e agricultura urbana em equilíbrio com a natureza como possibilidades que conciliam economia de baixo carbono e a proteção do meio ambiente. Subscrevem a carta Regeneração Verde: Capitais pela Defesa Dos Biomas”:
  1. Alexandro Pincer, Porto Velho - Coordenador Regional do Norte
  2. Carlos Ribeiro, Recife - Coordenador Regional do Nordeste
  3. Edna França, Salvador - Coordenadora Geral de Mata Atlântica
  4. Eduardo Cavaliere, Rio de Janeiro - Coordenador Nacional 
  5. Fábio Braga, Florianópolis - Coordenador Regional Sul
  6. Luan Alves, Goiânia - Coordenador Regional do Centro-Oeste 
  7. Normando Salles, Rio Branco - Coordenador Nacional Adjunto
  8. Rodrigo Ravena, São Paulo - Coordenador Regional do Sudeste 
  9. Sérgio Brazão e Silva, Belém - Coordenador Geral de Amazônia
Acesse a carta na íntegra aqui. Também disponível em inglês e espanhol. Sobre o CB27 O Fórum de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras - CB27 reúne os dirigentes das pastas responsáveis pelo meio ambiente nas prefeituras das 26 capitais brasileiras e no governo do Distrito Federal para o fortalecimento e ação coordenada das secretarias de meio ambiente, intercâmbio de experiências em sustentabilidade urbana e avanço em agendas ambientais de vanguarda. Saiba mais.]]>
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<![CDATA[dscf5493-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/dscf5493-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 23 Apr 2021 14:04:02 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/dscf5493-aspect-ratio-313-350.jpg 400834 300441 0 0 <![CDATA[dscf5493]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/dscf5493.jpg Fri, 23 Apr 2021 14:04:02 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/dscf5493.jpg 400835 300441 0 0 <![CDATA[O papel dos governos locais na preservação da biodiversidade]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300441 Fri, 23 Apr 2021 14:04:02 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300441 A natureza é essencial para a existência da humanidade, ela desempenha funções fundamentais para o abastecimento de alimentos, energia e recursos genéticos. Por meio de sua ecologia e processos evolutivos, sustenta a qualidade do ar e água, recursos que a humanidade depende para sobreviver.  No entanto, nos últimos 50 anos, a perda de biodiversidade e a deterioração têm aumentado em uma escala sem precedentes e os maiores impulsionadores diretos são a mudança do uso do solo e do mar; a sobreexploração dos recursos naturais, as alterações climáticas e a poluição. Os impulsionadores indiretos, por outro lado, baseiam-se em valores e comportamentos sociais que incluem padrões de produção e consumo prejudiciais ao meio ambiente, dinâmicas e tendências da população humana. A América Latina abriga uma rica diversidade biológica: cerca de 60% da vida terrestre do planeta, junto com uma variedade de flora e fauna marinha e de água doce. Foram identificadas 178 regiões ecológicas que representam mais de 50% da biodiversidade do planeta e se encontram os habitats de 40% das espécies da flora e da fauna do mundo. Além disso, entre 25% e 50% das espécies da América Latina são endêmicas (Fundação Mac Arthur, 2011). Em maio de 2019, a Plataforma Científico-Regulatória Intergovernamental sobre Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) publicou um relatório alarmante sobre o estado da biodiversidade e dos ecossistemas em nível global, estimando que um milhão de espécies estão em perigo de extinção.  Os governos locais são fundamentais na abordagem destes desafios globais, visto que atuam na linha da frente e possuem os conhecimentos necessários para proteger a natureza e a biodiversidade. Para isso, é essencial que existam espaços de articulação e compartilhamento de informações para ampliar o debate sobre as principais ações em torno da temática e o alcance dessas iniciativas.  Por isso, o Fórum Internacional de Biodiversidade reuniu entre os dias  19 e 22 de abril representantes de governos locais e nacionais, academia, organizações do terceiro setor e representantes comunitários para ampliar a visibilidade de práticas inspiradoras de gestão e conservação da biodiversidade, serviços ecossistêmicos, conectividade ecológica, benefícios da natureza na qualidade de vida, produção sustentável de alimentos, mitigação e adaptação a emergência climática, saúde, resiliência a perigos e desastres naturais.  Organizado pelo Consorcio De Gobiernos Autónomos Provinciales Del Ecuador (CONGOPE), em parceria com o Instituto das Nações Unidas para o Treinamento Profissional e Pesquisa (UNITAR), o WWF-Brasil o Centro Internacional de Treinamento para Autoridades e Líderes (CIFAL Equador), a Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável (REGIONS4) e o Fórum das Regiões das Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU).  O encontro virtual contou com o apoio do projeto “Áreas Protegidas e outras medidas de conservação baseadas em áreas a nível do governo local” implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em cooperação com o ICLEI - Governos Locais para a Sustentabilidade e a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).  Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, destacou na abertura do evento que a diplomacia deve ser peça-chave para integrar as agendas internacionais da biodiversidade com os interesses locais. “É através da cooperação que a criação de alianças vai acontecer, somente dessa forma os governos locais poderão implementar ações efetivas e que estejam diretamente alinhadas com os novos objetivos globais da biodiversidade.”  O Marco Global pós-2020 para a biodiversidade  As Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) adotarão na próxima conferência,  com data marcada para outubro de 2021, em Kunming, província de Yunnan, China, uma nova estrutura global para a biodiversidade após 2020, que delineará o que os países precisam fazer, individual e coletivamente, na próxima década, para colocar a humanidade no rumo certo para a consecução da visão geral da CDB que busca “Viver em harmonia com a natureza” até 2050.  Esse processo incentiva os governos subnacionais a participar ativamente e contribuir para o processo de desenvolvimento de uma nova estrutura de biodiversidade após 2020, por meio de diálogos, reuniões e consultas. Nesse sentido, a CDB tem disponibilizado os resultados do processo no Comitê Consultivo dos Governos Subnacionais, criado em 2010, com o objetivo de canalizar oficialmente as contribuições dos governos locais para o marco global pós-2020.  Em convergência, o Governo da Escócia e aliados lançaram a “Declaração de Edimburgo” que sinaliza o compromisso de realizar ações transformadoras a fim de alcançar os objetivos e ambições definidos no marco global de biodiversidade pós-2020, o documento também contempla as contribuições da Carta São Paulo, com as perspectivas de atores brasileiros. A declaração pode ser assinada por governos locais que tenham interesse e comprometimento com as agendas globais da biodiversidade. ]]> 300441 0 0 0 <![CDATA[regiao-metropolitana-de-bh-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/regiao-metropolitana-de-bh-aspect-ratio-313-350.jpg Tue, 27 Apr 2021 15:21:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/regiao-metropolitana-de-bh-aspect-ratio-313-350.jpg 400836 300442 0 0 <![CDATA[regiao-metropolitana-de-bh]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/regiao-metropolitana-de-bh.jpg Tue, 27 Apr 2021 15:21:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/regiao-metropolitana-de-bh.jpg 400837 300442 0 0 <![CDATA[Cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte são capacitadas para integrar SbN em planos diretores]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300442 Tue, 27 Apr 2021 15:21:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300442 Os municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte elaboraram os seus planos diretores em meados dos anos 2000. Agora, alguns deles estão passando por revisão com o apoio da Agência de Desenvolvimento Metropolitano de Belo Horizonte (Agência RMBH), uma vez que surgiram diferentes marcos nos últimos 20 anos, como a Nova Agenda Urbana, Eco 92, 2002 e 2015, Estatuto da Cidade, Estatuto da Metrópole e suas revisões, Código Florestal, política de mobilidade e gestão democrática, atualmente mais fiscalizada pelo Ministério Público. Em parceria com o ICLEI Brasil, a Agência RMBH, irá oferecer a partir de hoje (27/04) até o dia 25 de maio no âmbito do projeto INTERACT-Bio capacitações aos técnicos dos municípios de Esmeraldas, Florestal, Itaguara, Raposos, Santa Luzia e Taquaraçu de Minas, cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.  Para Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, a revisão dos planos diretores e os novos conceitos abordados estão diretamente alinhados ao chamado global da comunidade de biodiversidade. “A capacitação irá criar sinergias entre os instrumentos de gestão urbana e as novas metas globais da biodiversidade no marco pós-2020.”  O principal objetivo é capacitar os técnicos para que seja possível integrar os conceitos de Serviços Ecossistêmicos e Soluções baseadas na Natureza na construção de Planos Diretores e consolidação de leis municipais complementares, buscando possibilidades de intervenção no território, de modo a impactar positivamente a qualidade de vida das pessoas e do ambiente urbano.  Para Mila Batista Leite Corrêa da Costa, diretora geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a revisão dos planos diretores coloca os municípios como protagonistas do planejamento urbano. “A capacitação que começa hoje é muito necessária para a metodologia de revisão dos planos diretores, que são o legado de uma década de trabalho, além de incumbir um viés pós-moderno de sustentabilidade com conceitos sobre Soluções  baseadas na Natureza e Serviços Ecossistêmicos.  Sobre Soluções baseadas na Natureza O termo Soluções baseadas na Natureza foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para definir um conceito guarda-chuva que inclui abordagens para a restauração e conservação de ecossistemas, serviços de adaptação climática, infraestrutura natural, gerenciamento de recursos naturais, entre outras.   Através deste caminho, os governos locais e regionais priorizam ambientes saudáveis, nos quais o ar, a água, o solo e todos os recursos naturais que sustentam a vida e a saúde são protegidos e nutridos. Implantam estratégias e planos que destravam o potencial da natureza para fornecer serviços essenciais e novas oportunidades econômicas.  Sobre o projeto INTERACT-Bio  O Projeto INTERACT-Bio é implementado pelo ICLEI e visa melhorar a utilização e gestão dos recursos naturais em cidades de rápido crescimento e nas regiões que as cercam, principalmente em relação ao fornecimento de serviços essenciais para o dia a dia das cidades e, ao mesmo tempo, a melhorarem a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas. Financiada pelo Ministério Federal Alemão do Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMU), por meio da Iniciativa Internacional para Proteção do Clima (IKI)é implementado no Brasil nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Campinas e Londrina. Índia e Tanzânia também são parte do projeto. ]]> 300442 0 0 0 <![CDATA[random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Wed, 28 Apr 2021 18:23:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400838 300443 0 0 <![CDATA[random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled.jpg Wed, 28 Apr 2021 18:23:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled.jpg 400839 300443 0 0 <![CDATA[Reporte climático contribui para o avanço de políticas ambientais nas cidades]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300443 Wed, 28 Apr 2021 18:23:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300443 O mês de abril deu início ao ciclo de reporte 2021 do Sistema Unificado CDP-ICLEI, plataforma que registra dados de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em nível subnacional. Nesta quarta-feira (28), um webinar realizado pelo ICLEI e CDP reuniu especialistas para abordar a importância do sistema de reporte na jornada das cidades para um futuro mais verde e sustentável. Medir e reportar dados ambientais contribui para a elaboração de planos de redução e adaptação climáticas nas cidades. Ao ter acesso a essas informações, o CDP e o ICLEI tornam-se capazes de acompanhar os desafios e o progresso dos governos locais e regionais e capacitá-los em seus esforços diante da emergência climática. Em 2020, foram realizados 293 reportes de cidades na região da América Latina. “Com esta iniciativa, pretendemos criar um caminho para que as cidades entendam seu compromisso com a questão climática e para fortalecer este trabalho tão complexo que é realizado a nível local”, destaca Rodrigo Corradi, Secretário Adjunto do ICLEI América do Sul. Importância do processo Ao apresentar dados robustos e padronizados, o Sistema Unificado CDP-ICLEI contribui para a tomada de decisões de investidores e impacta positivamente na confiança dos governos locais e regionais, contribuindo para a elevação de suas ambições em ações de mitigação e adaptação climáticas. Durante o evento, Sara Amorim, Técnica Ambiental da Prefeitura de Sorocaba (SP), destacou a relevância da iniciativa para o desenvolvimento do município. “Quando iniciamos o processo de reporte, começamos a pensar a respeito das questões climáticas. Isto nos dá uma ferramenta para avaliar e monitorar, além de ser uma forma de garantir a transparência das ações. A partir do momento em que a cidade decide tornar públicos seus dados, passa a aproximar parceiros que têm objetivos comuns. Mesmo que a parceria não seja oficialmente firmada, traz para o município outros atores engajados, o que é muito importante para o nosso desenvolvimento.” O processo também traz oportunidades de visibilidade internacional. Com frequência, os dados da plataforma são utilizados para compor fichas técnicas e estudos de caso, de forma a compartilhar boas práticas e aprendizados para um número cada vez maior de gestores públicos. Além disso, trata-se de uma oportunidade de integrar uma rede de cidades comprometidas com a ação climática ao redor do mundo. “O Sistema Unificado CDP-ICLEI é uma peça-chave para nós. A plataforma permite que façamos um diagnóstico preciso e, a partir disso, podemos planejar e direcionar recursos e esforços para ações climáticas e para o desenvolvimento da gestão pública", destaca Victor Flores, diretor de Projetos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) de Petrolina (PE). A plataforma também é conectada a duas outras iniciativas: o Desafio das Cidades, do WWF, e o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia que, a partir desses dados, certifica as cidades por meio de seu sistema de medalhas Como funciona Os municípios participantes devem responder a um questionário que, dividido em seis seções, aborda os seguintes temas: Introdução e Governança; Riscos e Adaptação; Mitigação; Oportunidades e Projetos; Energia, Transporte, Alimentos e Resíduos; e Segurança Hídrica.  O CDP analisa os dados de todas as cidades e, ao final do processo, fornece comentários e avaliação das respostas. Com isso, objetiva-se o aprimoramento de ações com base em indicadores de adaptação e mitigação.  Neste ano, também foram incluídas questões relacionadas ao impacto geral da Covid-19 sobre a ação climática e intervenções de recuperação pós-pandemia.  Próximos passos O período de reporte de 2021 ficará disponível até 29 de julho. A partir desta data, os dados reportados serão avaliados pelo CDP.  Ao longo dos próximos meses, será realizada uma série de webinars relacionada aos temas de “Metodologia de pontuação do CDP 2021” (19/05); “Mitigação e Metas Baseadas na Ciência” (09/06); e “Adaptação” (30/06). Saiba mais.]]> 300443 0 0 0 <![CDATA[random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled.jpg Wed, 28 Apr 2021 21:27:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled.jpg 400840 300444 0 0 <![CDATA[random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled.jpg Wed, 28 Apr 2021 21:27:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/random-institute-qmxxylyygl8-unsplash-scaled.jpg 400841 300444 0 0 <![CDATA[Informes climáticos contribuyen al avance de las políticas ambientales en las ciudades]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300444 Wed, 28 Apr 2021 21:27:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300444 Abril inició el ciclo de informes 2021 del Sistema Unificado CDP-ICLEI, una plataforma que registra datos sobre emisiones de Gases de Efecto Invernadero (GEI) a nivel subnacional. Este miércoles (28), un webinar realizado por ICLEI y CDP reunió a expertos para abordar la importancia del sistema de informes en la jornada de las ciudades hacia un futuro más verde y sustentable. Medir y reportar datos ambientales contribuye al desarrollo de planes de adaptación y reducción del clima en las ciudades. Al tener acceso a esta información, CDP y ICLEI pueden seguir los desafíos y avances de los gobiernos locales y regionales y empoderarlos en sus esfuerzos frente a la emergencia climática. En 2020, se realizaron 293 informes de ciudades de la región de América Latina. “Con esta iniciativa pretendemos crear una vía para que las ciudades comprendan su compromiso con el tema climático y fortalecer este trabajo tan complejo que se lleva a cabo a nivel local”, destaca Rodrigo Corradi, Secretario Ejecutivo Adjunto de ICLEI América del Sur. Importancia del proceso Al presentar datos robustos y estandarizados, el Sistema Unificado CDP-ICLEI contribuye a la toma de decisiones de los inversionistas y impacta positivamente la confianza de los gobiernos locales y regionales, contribuyendo a elevar sus ambiciones en acciones de mitigación y adaptación climática. Durante el evento, Sara Amorim, Técnica Ambiental de la Alcaldía de Sorocaba (São Paulo, Brasil), destacó la relevancia de la iniciativa para el desarrollo del municipio. “Cuando comenzamos el proceso de presentación de informes, comenzamos a pensar en los problemas climáticos. Esto nos brinda una herramienta para evaluar y monitorear, además de ser una forma de garantizar la transparencia de las acciones. Desde el momento en que la ciudad decide hacer públicos sus datos, comienza a acercarse a socios que tienen objetivos comunes. Incluso si la alianza no se firma oficialmente, trae a otros actores comprometidos al municipio, lo cual es muy importante para nuestro desarrollo ”. El proceso también brinda oportunidades para la visibilidad internacional. A menudo, los datos de la plataforma se utilizan para componer archivos técnicos y estudios de casos, con el fin de compartir buenas prácticas y aprendizajes para un número creciente de administradores públicos. Además, es una oportunidad para integrar una red de ciudades comprometidas con la acción climática en todo el mundo. “El Sistema Unificado CDP-ICLEI es una pieza clave para nosotros. La plataforma nos permite hacer un diagnóstico certero y, en base a eso, podemos planificar y dirigir recursos y esfuerzos para las acciones climáticas y para el desarrollo de la gestión pública”, destaca Víctor Flores, Director de Proyectos de la Agencia Municipal de Medio Ambiente (Amma) de Petrolina (Pernambuco, Brasil). La plataforma también está conectada a otras dos iniciativas: el Desafío de Ciudades de WWF y el Pacto Global de Alcaldes por el Clima y la Energía, que, con base en estos datos, certifica las ciudades a través de su sistema de medallas. Cómo funciona Los municipios participantes deben responder un cuestionario que, dividido en seis secciones, aborda los siguientes temas: Introducción y Gobernanza; Riesgos y Adaptación; Mitigación; Oportunidades y Proyectos; Energía, Transporte, Alimentos y Residuos; y Seguridad Hídrica. O CDP analisa os dados de todas as cidades e, ao final do processo, fornece comentários e avaliação das respostas. Com isso, objetiva-se o aprimoramento de ações com base em indicadores de adaptação e mitigação.  Neste ano, também foram incluídas questões relacionadas ao impacto geral da Covid-19 sobre a ação climática e intervenções de recuperação pós-pandemia.  CDP analiza los datos de todas las ciudades y, al final del proceso, proporciona comentarios y evalúa las respuestas. Así, se busca mejorar las acciones basadas en indicadores de adaptación y mitigación. Este año, también se incluyeron cuestiones relacionadas con el impacto general de Covid-19 en la acción climática y las intervenciones de recuperación pospandémica. Próximos pasos El período de informe de 2021 estará disponible hasta el 29 de julio. A partir de esta fecha, los datos reportados serán evaluados por el CDP. Durante los próximos meses se realizará una serie de webinars relacionada con los temas de “Metodología de puntuación CDP 2021” (19/05); “Mitigación y metas basadas en la ciencia” (06/09); y “Adaptación” (30/06). Sepa más.]]> 300444 0 0 0 <![CDATA[francisco-kemeny-idwgw0tlb18-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/francisco-kemeny-idwgw0tlb18-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 30 Apr 2021 21:32:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/francisco-kemeny-idwgw0tlb18-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350.jpg 400842 300445 0 0 <![CDATA[francisco-kemeny-idwgw0tlb18-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/francisco-kemeny-idwgw0tlb18-unsplash-scaled.jpg Fri, 30 Apr 2021 21:32:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/francisco-kemeny-idwgw0tlb18-unsplash-scaled.jpg 400843 300445 0 0 <![CDATA[Finanças climáticas: um caminho para cidades verdes]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300445 Fri, 30 Apr 2021 21:32:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300445 Finanças climáticas: um caminho para cidades verdes Representantes de governos locais e financiadores se reúnem para debater desafios e oportunidades de financiamento de ações climáticas Crédito: Francisco Kemeny/Unsplash Ações de mitigação e adaptação climáticas desenvolvidas em nível local são um dos caminhos mais efetivos para frear a deterioração planetária que vivemos. Para serem efetivamente implementadas, tais ações necessitam de financiamento e, entendendo a importância desta agenda, o ICLEI vem atuando em conjunto com sua Rede de governos subnacionais para desenvolver o financiamento climático a nível local.  De acordo com um estudo do International Institute for Environment and Development - IIED, do total de US $17,4 bilhões investidos em financiamento climático, menos de 10% (US $1,5 bilhão) foi aprovado com foco local entre 2003 e 2016. Se de um lado há um desafio no direcionamento de fundos climáticos para governos subnacionais, de outro observa-se a necessidade de aprimorar a compreensão e a capacidade técnica dos governos em relação às oportunidades existentes.  “Vivemos uma transição incômoda entre uma perspectiva realista e teórica das Relações Internacionais, onde os países ainda ditam as regras e ocupam os espaços mais importantes em todos os âmbitos do sistema internacional. Entretanto, essa perspectiva, cada vez mais, cede lugar à perspectiva da interdependência, que responde ao nível de complexidade crescente na sociedade. Isso abre espaço para que governos locais e regionais possam ter vez e voz no sistema internacional”, destaca Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo do ICLEI América do Sul. Como parte deste movimento, financiadores e representantes de governos locais se reuniram nesta sexta-feira (30) durante o evento “Cidades Verdes: Rota dos Governos Locais pelas Finanças Climáticas”, realizado pelo ICLEI, para dialogar e debater sobre os desafios e as oportunidades do financiamento climático.  A ocasião foi uma oportunidade para financiadores apresentarem suas linhas de financiamento disponíveis para governos locais e para compartilhar exemplos concretos de cidades que acessaram oportunidades de financiamento climático para seus projetos.  Os desafios da agenda Apesar da oferta de recursos disponíveis, os governos locais ainda encontram desafios para acessá-los. Para Perpétuo, a oportunidade neste momento é otimizar o acesso aos recursos disponíveis. Alguns dos obstáculos identificados que sustentam a atual dificuldade em acessar financiamentos são as barreiras institucionais e o alto nível de endividamento de algumas cidades; a falta de capacidade técnica para preparar projetos de infraestrutura; e a desconexão com o setor privado. Diante deste cenário, o ICLEI vem atuando nesta agenda a partir de três frentes: aumento do acesso à informação; capacitação, educação financeira e promoção de formação para gestores públicos; e facilitação de uma maior aproximação entre governos locais e bancos e agências de desenvolvimento. Com isso, a organização visa acelerar o ciclo desses financiamentos a partir da promoção de uma maior compreensão, por parte dos bancos, das necessidades dos governos e, ao mesmo tempo, da capacitação de gestores públicos em relação às linhas de financiamento e seus critérios de seleção. O evento contou com a participação de representantes de municípios brasileiros com casos de sucesso no financiamento verde, como é o exemplo de Fortaleza (CE). O programa “Fortaleza Cidade Sustentável” visa melhorar o ambiente urbano e reabilitar os espaços públicos por meio de intervenções no território, além de capacitar o município para o planejamento do uso do solo.  Como resultados, Luciana Lobo, Secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, destacou o aumento da capacidade de geração de receitas próprias do município por meio de instrumentos de planejamento e captura de valor do solo e a revitalização urbana. O Secretário Municipal do Clima de Niterói, Luciano Paez, apresentou também o projeto PRO Sustentável que desenvolve Soluções baseadas na Natureza (SbN) com base nos pilares de urbanismo, infraestrutura e sustentabilidade. O projeto conta com financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF e vem realizando diversas intervenções de estanque e reversão dos processos de degradação do meio ambiente da Região Oceânica de Niterói.  “No século XXI, não podemos conviver com a falácia da dicotomia entre desenvolvimento e prosperidade e entre sustentabilidade ou conservação do meio ambiente. Essas coisas não podem mais ser dissociadas. Portanto, a responsabilidade dos bancos de adotarem critérios de sustentabilidade vigorosos e que forcem os governos a, de fato, introjetar esses critérios em seus projetos é uma necessidade crescente que o ICLEI vai fomentar cada vez mais”, finaliza Rodrigo Perpétuo. Iniciativas do ICLEI O ICLEI conta com iniciativas que fomentam o ciclo de financiamento sustentável nas cidades de sua região. O Programa de Ações Transformadoras (TAP) - Transformative Actions Program, em inglês -, por exemplo, conecta governos locais e regionais, especialistas técnicos e instituições financeiras. Com isso, apresenta-se como uma iniciativa inovadora de catalisação e melhora dos fluxos de capital para que cidades e regiões fortaleçam sua capacidade de acesso a financiamentos climáticos e, ainda, atraiam investimentos. A iniciativa é liderada pelo ICLEI e conta com diversos parceiros como C40, GIZ, European Investment Bank (EIB), UN Capital Development Fund (UNCDF) e United Nations Human Settlements Programme (UN-Habitat).  Outro exemplo de iniciativa é o LEDS-Lab. Elaborada pelo ICLEI América do Sul, a metodologia capacita governos locais para o aumento da bancabilidade de seus projetos, visando construir capacidade interna nas cidades e fornecer apoio para a elaboração de projetos financiáveis. Quatro cidades foram selecionadas para participar, sendo duas no Brasil (Belo Horizonte e Recife) e duas na Colômbia (Envigado e Tópaga).  O processo é acompanhado de perto por instituições financeiras, visando garantir que os critérios financeiros sejam considerados em cada etapa dos projetos locais. Ao final do processo, os recursos do projeto são disponibilizados como capital inicial para a implementação de um projeto piloto por cidade participante. Saiba mais. Próximos passos Seguindo em sua agenda de desenvolvimento e promoção do financiamento verde, ao longo do próximo mês o ICLEI irá facilitar diversos encontros individuais entre instituições financeiras e cidades, capacitando-as na construção de pitches de seus projetos e aproximando-as de financiadores.  Já no dia 28 de maio, o evento “TAP Latin-American Pitch” será realizado pelos escritórios ICLEI Global, América do Sul, México e América Central e Caribe com o objetivo de contribuir para um melhor entendimento das oportunidades de financiamento, bem como dar dicas e oferecer às cidades um espaço de teste e aprimoramento de pitching. A agenda do evento, que contará com tradução simultânea para português, inglês e espanhol, já está disponível e as inscrições podem ser realizadas neste link.]]> 300445 0 0 0 <![CDATA[card-seeg-cidades-01-prancheta-1-copia-6-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/card-seeg-cidades-01-prancheta-1-copia-6-1-aspect-ratio-313-350.png Fri, 30 Apr 2021 21:51:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/card-seeg-cidades-01-prancheta-1-copia-6-1-aspect-ratio-313-350.png 400844 300446 0 0 <![CDATA[seggmob]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/seggmob.png Fri, 30 Apr 2021 21:51:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/04/seggmob.png 400845 300446 0 0 <![CDATA[Agropecuária e desmatamento são os maiores emissores de GEE no Brasil]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300446 Fri, 30 Apr 2021 21:51:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300446 Conhecer a fonte das emissões de gases de efeito estufa (GEE) é o primeiro passo para traçar ações efetivas que visem sua redução. Durante o mês de abril aconteceram os seminários regionais do SEEG Municípios com o intuito de divulgar os dados de emissão das cidades de cada uma das cinco regiões brasileiras. “Focamos nas cidades pois é onde se concentram o maior número de pessoas e o poder local incide em muitas das áreas relacionadas às emissões”, explica Tasso de Azevedo, coordenador do SEEG. “Menos de 5% das cidades brasileiras já realizaram algum inventário de gases de efeito estufa. Por isso, o desafio do SEEG é gerar uma série histórica para todos os setores e para todos os municípios”, complementa. “O SEEG Municípios representa a melhor estimativa possível com os dados disponíveis, não substituindo a importância das cidades realizarem inventários municipais de emissões”, reforça Íris Coluna, assessora de Baixo Carbono e Resiliência do ICLEI Brasil. “A principal diferença reside no detalhamento dos dados de atividades: os inventários subnacionais trazem olhar um específico e com maior acurácia do contexto local.” diz. O SEEG também se torna uma ferramenta muito importante no olhar inicial do processo de elaboração de inventários, pois são apontadas as principais atividades emissoras. Futuramente, o SEEG Municípios reunirá também uma seção com soluções para a remissão das emissões nos municípios. Norte A conversão de florestas para uso agropecuário está por trás dos altos níveis de emissão de gases de efeito estufa registrados no Norte do Brasil. Em aproximadamente 75% dos 450 municípios da região, grande parte das emissões ocorreu devido a mudanças de uso da terra, decorrentes principalmente do desmatamento. O Norte é campeão na liberação de gases de efeito estufa na atmosfera quando comparado ao resto do país, revela o levantamento. Em 2018, a região emitiu 625,5 milhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO2e), o equivalente a 31,5% do total nacional. O cálculo leva em conta o CO2 e outros gases associados ao aquecimento global, como o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Segundo Íris Coluna, cerca de 75% das cidades da região Norte têm como principal fonte de emissão, dentro do setor de resíduos, a disposição final do lixo. Nordeste e Centro-Oeste Nas duas regiões o principal impulsionador de emissões de gases de efeito estufa é a Agropecuária. No Nordeste o rebanho bovino e a alta demanda por energia nas capitais estão entre os principais emissores de GEE. No quadro geral, as emissões da região diminuíram se comparadas ao total registrado em 2000, quando emitiu 301,6 milhões de toneladas de CO2e. Contudo, é possível identificar aumento das emissões ao analisar as contribuições de cada setor. Em 2000, a agropecuária foi responsável pela emissão de 59,3 milhões de toneladas de CO2e. Já em 2018, as emissões do setor atingiram 69,5 milhões de toneladas de CO2e. O levantamento também mapeou o impacto do tratamento de resíduos líquidos e sólidos nas emissões. As capitais e os municípios brasileiros com mais de um milhão de habitantes são responsáveis por cerca de 30% de todas as emissões do setor de resíduos. Cidades grandes e populosas do Nordeste também são aquelas onde o tratamento de resíduos é uma fonte relevante de gases de efeito estufa. A região Nordeste é responsavel por 24% das emissões desse setor, ficando atrás apenas do Sudeste. Já no Centro-Oeste a criação de gado e o desmatamento estão entre as principais fontes de emissão. No quadro geral, as emissões diminuíram se comparadas com o total registrado em 2000, quando a região emitiu 552,3 milhões de toneladas de CO2e. Contudo, é possível identificar aumento das emissões analisando separadamente os setores observados no levantamento. As capitais e outros municípios de maior população, como Aparecida de Goiânia (GO) e Três Lagoas (MS), também são responsáveis por emissões decorrentes do setor de resíduos. “Cidades grandes e populosas são aquelas onde o tratamento de resíduos é uma fonte relevante de emissões, ainda que essa categoria responda por apenas 4% das emissões brutas do Brasil”, afirma Coluna. A região Centro-Oeste responde por 8% das emissões desse setor. Sul e Sudeste As regiões Sul e Sudeste abrigam os municípios com maior número de emissões por área. A região Sul, a menor do país, é a que soma o menor total de emissões em comparação com as outras regiões brasileiras, 186,4 milhões tCO². Nela, a agropecuária é o principal setor emissor: 75,6% dos municípios têm essa atividade como principal fonte de gases de efeito estufa. Na área costeira predominam-se as emissões pelo setor de energia, que são geradas com a queima de combustível para obter energia. Em comparação com o resto do Brasil, a região Sul é responsável por 16% das emissões totais do setor de energia.  “A existência de termelétricas movidas a carvão mineral aumenta muito as emissões de municípios como Capivari de Baixo (SC) e Candiota (RS)”, diz Felipe Barcellos, analista de projetos do IEMA. “Mas para descarbonizar a região Sul é importante olhar também para o setor de transportes.” Já a região Sudeste soma 396,2 milhões tCO²,  67,3% dos municípios têm na agropecuária sua principal fonte de emissões. Por conta disso, cidades localizadas em Minas Gerais estão entre as dez maiores emissoras do Brasil. “Na região Sudeste se destaca também, principalmente nas grandes aglomerações populacionais, o setor de energia e em alguns locais o de resíduos, como é o caso de São Paulo e Rio de Janeiro”, comenta David Tsai,coordenador da área de emissões do IEMA.  Como organização referência de sustentabilidade na América do Sul e principal articulador dessas agendas com os governos locais, o ICLEI participa do projeto SEEG estimando as emissões do setor de resíduos. A iniciativa fomenta a democratização e transparência dos dados e incentiva o debate com diversos atores da sociedade civil, resultado que apoia diretamente a elaboração de estudos e de políticas públicas que apoiam as cidades no planejamento de ações climáticas.   Sobre o SEEG  O SEEG Municípios computou as emissões de gases de efeito estufa de todos os 5.570 municípios brasileiros. O estudo cobre todos os anos de 2000 a 2019 e abrange mais de uma centena de fontes de emissões organizadas em cinco categorias: agropecuária, energia, processos industriais, resíduos e mudança de uso da terra. Todos os dados apresentados durante os encontros estão disponíveis em: http://seeg.eco.br.   O projeto é uma parceria entre o ICLEI América do Sul, Observatório do Clima, IPAM, Instituto de Energia e Meio Ambiente, Imaflora Brasil e Imazon Cursos e é financiado pela União Europeia no Brasil, Oak Foundation Instituto Clima e Sociedade e Climate and Land Use Alliance.]]> 300446 0 0 0 <![CDATA[cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Tue, 04 May 2021 22:04:46 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400846 300447 0 0 <![CDATA[cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled.jpg Tue, 04 May 2021 22:04:46 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled.jpg 400847 300447 0 0 <![CDATA[Como o olhar empreendedor pode impulsionar a gestão de Unidades de Conservação]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300447 Tue, 04 May 2021 22:04:46 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300447 De suma importância para a preservação da biodiversidade e para a conectividade ecológica, as Unidades de Conservação (UCs) Municipais promovem turismo sustentável, o lazer, a vida saudável, a integração sadia entre os seres humanos e a natureza, oferecem serviços para os ecossistemas urbanos e tem grande valor cultural para as comunidades local.  Nesse sentido, as UCs são foco do Programa de Aceleração desenvolvido no contexto do Projeto Áreas Protegidas Locais, que tem como objetivo promover o olhar empreendedor e inovador na administração de áreas protegidas municipais, a partir de um intenso aprendizado sobre instrumentos de gestão e sustentabilidade financeira e visa fortalecer a administração de áreas protegidas municipais e a ampliação de suas capacidades de conservação da biodiversidade. Ao considerar que boa parte destas áreas está inserida em contextos urbanos, busca-se promovê-las como ativos para o desenvolvimento sustentável local.  O trabalho estimula os gestores municipais a pensar quais atividades podem potencializar a gestão da UC, apresentando exemplos e elaborando um plano de desenvolvimento por meio de uma revisão estrutural e fazendo uso de ferramentas de planejamento. Mais do que rever as diretrizes estratégicas e seus modelos de desenvolvimento territorial, os participantes são estimulados a transformar o plano em ações locais que visam colocar em prática o que foi estruturado, sempre considerando uma governança participativa no território. O ICLEI apoia de forma estratégica os governos locais e regionais que priorizam ambientes saudáveis, nos quais o ar, a água, o solo e todos os serviços ecossistêmicos que sustentam a vida e a saúde sejam protegidos e nutridos. Nesse sentido, o Programa de Aceleração potencializa e concretiza em parceria com os municípios os benefícios concretos na gestão, conservação e recuperação de biodiversidade.  “O espírito do programa é trazer para gestão pública os conceitos de empreendedorismo que são praticados no mundo, esperamos que o Programa de Aceleração ganhe escala globalmente e mostre os benefícios das áreas verdes no ambiente urbano e na convivência do ser humano com a natureza”, afirma Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul.  UCs selecionadas para o programa em 2021:
  • Parque Natural Municipal Augusto Ruschi (São José dos Campos, SP)
  • Parque Natural Municipal Templo dos Pilares (Alcinópolis, MS)
  • Parque Natural Municipal de Niterói (Niterói, RJ)
  • Parque Natural Municipal dos Morros (Santa Maria, RS)
  • Parque Natural Municipal Professor João Vasconcelos Sobrinho (Caruaru, PE)
  • Parque Natural Municipal do Tabuleiro (Conceição do Mato Dentro, MG)
Assista na íntegra ao evento de lançamento do programa, que contou com uma aula magna de Claudio Maretti, Vice-Presidente Regional América do Sul da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (CMAP) da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), com o tema “Unidades de Conservação, áreas verdes e sistemas municipais: quais os benefícios?”. O Programa de Aceleração em 2020 O piloto do programa, elaborado pelo ICLEI em conjunto com o Sense-Lab, aconteceu no ano de 2020 na Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos, em São Paulo(SP) e contou com a participação de gestores da APA, além de servidores públicos da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), da sociedade civil e de diversos atores relevantes para o contexto local. Saiba mais.   O Projeto Áreas Protegidas Locais  O Projeto Áreas Protegidas Locais visa contribuir para a melhora das condições dos governos locais para conservar a biodiversidade por meio da gestão efetiva e equitativa de áreas protegidas e de outras medidas de conservação. Suas medidas centram-se em fortalecer capacidades e a governança em nível local;  promover o papel dos governos locais na gestão efetiva de áreas protegidas e outras medidas de conservação através de marcos legais ou institucionais; e divulgar os benefícios e os desafios para a gestão das áreas protegidas pelos governos locais nos níveis local, estadual, nacional e internacional. A implementação do projeto é realizada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), tendo como contrapartes políticas o Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA), o Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia (MinAmbiente), o Ministério do Ambiente do Equador (MAE) e o Ministério do Ambiente do Peru (MINAM), assim como os governos locais nos quatro países.  Saiba mais sobre o projeto]]>
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<![CDATA[6708731833-e297b2fd4e-b-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/6708731833-e297b2fd4e-b-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 06 May 2021 13:45:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/6708731833-e297b2fd4e-b-aspect-ratio-313-350.jpg 400848 300448 0 0 <![CDATA[ufmg-mob]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/ufmg-mob.jpg Thu, 06 May 2021 13:45:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/ufmg-mob.jpg 400849 300448 0 0 <![CDATA[ICLEI e UFMG juntos para difundir conhecimentos sobre a pauta climática]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300448 Thu, 06 May 2021 13:45:42 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300448 O ICLEI tem como objetivo promover a sensibilização e capacitação de novas gerações à agenda de desenvolvimento urbano sustentável por meio da aproximação colaborativa e do diálogo transversal com as instituições de ensino superior, escolas e outros espaços de formação. Dessa forma, permite a inclusão e a participação de jovens familiarizados com as questões de sustentabilidade nos processos de tomada de decisão e no desenvolvimento de soluções e projetos no nível local.    “Para o ICLEI, a aproximação com as instituições de ensino constitui uma estratégia importante de busca por soluções inovadoras e baseadas em evidências científicas. Assim, o ICLEI promove também relações positivas entre as administrações públicas e as instituições de ensino de forma que pela ação conjunta, soluções adequadas ao perfil do território sejam desenvolvidas para garantir impactos reais e melhorias tangíveis”, defende Armelle Cibaka, coordenadora da área de Gestão do Conhecimento e do Desk em Minas Gerais do ICLEI.   A fim de contribuir com o avanço da pauta climática e o desenvolvimento sustentável em municípios entre 20 mil e 100 mil habitantes em todo o Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu o projeto "Avaliação, aplicação e customização de método para análise de impactos climáticos e desenvolvimento de plano de ação climática em municípios de pequeno e médio porte" o qual foi selecionado pelo Edital CNPq/MCTI nº23/2020. Este projeto tem como objetivo final o desenvolvimento de dois instrumentos integrados que são compostos pela avaliação de impactos climáticos (AIC) e a elaboração de um plano de ação climática (PAC). Juntos, esses documentos irão apoiar na integração dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030. O projeto é liderado pela UFMG em parceria com  o ICLEI Brasil, a Fundação João Pinheiro (FJP), a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), a Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).   Para trilhar este caminho é necessário considerar os cenários global e nacional bem como as metas e acordos climáticos relevantes. Com o intuito de difundir esses conhecimentos em um grupo de trabalho interdisciplinar,  o ICLEI promoveu no final do mês de abril um treinamento com o objetivo de alinhar os conhecimentos gerais para o desenvolvimento de políticas climáticas no âmbito dos governos locais.   Além de apresentar seus projetos como exemplo e referência para o desenvolvimento de planos e políticas em prol do desenvolvimento urbano sustentável, o ICLEI compartilhou com os presentes sua ampla experiência relacionada à integração da agenda climática junto aos municípios associados.   O treinamento contou com a presença de 25 participantes e gerou discussões importantes relacionadas à formalização de um grupo de governança climática, ao envolvimento de atores da sociedade civil na consolidação dos planos locais e a continuidade na agenda climática após a consolidação deste plano.   “Desenvolver um projeto de pesquisa interdisciplinar composto por uma equipe ampla e diversa é a grande força desse projeto. Entretanto,  é fundamental cuidar para manter a equipe com as mesmas bases de conceitos e conhecimentos. O treinamento oferecido pelo ICLEI foi muito importante para que todos os parceiros tivessem uma visão global e histórica sobre os grandes acordos mundiais em relação à crise climática e a forma como esses acordos se desdobraram em métodos de trabalho aplicados em diferentes realidades urbanas. Foi uma tarde bastante proveitosa com trocas ricas para toda a equipe”, declara Rejane Magiag Loura, professora associada do Departamento Tecnologia da Arquitetura e do Urbanismo (TAU) da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais.   “Este projeto simboliza este movimento uma vez que trás uma ação de forma fluída e colaborativa com instituições de ensino superior que são referências no país e também com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, que ancora muitas iniciativas relacionadas às agendas climáticas mostrando um estado de ação diferenciado”, ressalta Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul.]]> 300448 0 0 0 <![CDATA[captura-de-tela-2021-05-06-as-112826-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/captura-de-tela-2021-05-06-as-112826-aspect-ratio-313-350.png Fri, 07 May 2021 21:43:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/captura-de-tela-2021-05-06-as-112826-aspect-ratio-313-350.png 400850 300449 0 0 <![CDATA[captura-de-tela-2021-05-06-as-112826-copia-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/captura-de-tela-2021-05-06-as-112826-copia-1.png Fri, 07 May 2021 21:43:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/captura-de-tela-2021-05-06-as-112826-copia-1.png 400851 300449 0 0 <![CDATA[Como um Inventário de Emissões de GEE é elaborado?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300449 Fri, 07 May 2021 21:43:57 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300449 Nesta quarta-feira, 5 de maio, Porto Alegre (RS) deu o segundo passo na caminhada para atualizar seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), responsável pela identificação das principais fontes emissoras no território e por calcular a quantidade total de GEE emitida na cidade.  O processo de revisão do plano diretor municipal indicou a necessidade da capital gaúcha atualizar também o seu inventário de emissões. Dando continuidade à discussão realizada no primeiro workshop - que sensibilizou os participantes em torno desta temática -, os atores locais foram introduzidos ao Protocolo Global para Inventários de Emissões de GEE na Escala da Comunidade (GPC), metodologia desenvolvida pelo ICLEI em parceria com a C40 e o WRI, e à plataforma Climas, ambas utilizadas para o abastecimento do documento climático. O workshop foi organizado pelo ICLEI, com o apoio da Prefeitura da cidade, da WayCarbon e da EcoFinance. De acordo com a Roda de Ação Local pela Biodiversidade, metodologia criada para facilitar a criação e implementação de ações locais para a biodiversidade, a elaboração de um Inventário de GEE é a terceira etapa de um total de nove passos em direção ao desenvolvimento urbano resiliente e de baixo carbono, sendo responsável por definir uma linha de base a partir da qual a cidade poderá planejar sua estratégia de combate à crise climática e direcionar com mais efetividade os esforços de mitigação e adaptação. GPC O Protocolo Global para Inventários de Emissões de GEE na Escala da Comunidade (GPC) é uma metodologia desenhada especialmente para cidades e governos locais para dar consistência e gerar credibilidade a este material, estimulando a transparência no acesso à dados e possibilitando a comparação entre os diversos inventários realizados ao redor do mundo. Entre os princípios do GPC estão: [bullet1] [bullet2] [bullet3] [bullet4] [bullet5] Neste processo, é preciso também definir os limites geográficos que serão cobertos pelo documento climático, além do período que será inventariado e as fontes de emissão e gases que serão considerados - o GCP tem capacidade de identificar os gases monitorados pelo Protocolo de Kyoto: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbono (HFC), perfluorcarbono (PFC) e hexafluor sulfúrico (SF6). As fontes de emissão também são calculadas a partir de cinco setores macro: Energia Estacionária, Transportes, Resíduos, Processos industriais e uso de produtos (IPPU) e Agricultura, silvicultura e outros tipos de uso do solo (AFOLU). Tais fontes são divididas em três escopos, de acordo com a imagem a seguir: Para os cálculos das emissões, são utilizadas como referência as diretrizes do IPCC. Saiba mais detalhes aqui. Os resultados obtidos através da metodologia GPC devem ser reportados utilizando duas abordagens complementares: as emissões por escopo e as emissões induzidas pela cidade, que levará em conta quais emissões foram de fato causadas pela cidade. Após a publicação do relatório final, a cidade deve utilizar o Sistema Unificado CDP-ICLEI para dar mais visibilidade aos resultados obtidos e apoiar na avaliação do impacto das emissões em todo o mundo. O mês de abril deu início ao ciclo de reportes 2021 da plataforma, conectada ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia, que utiliza esses dados para certificar as cidades através de seu sistema de medalhas. Climas Elaborada pela WayCarbon e utilizada para apoiar as cidades associadas ao ICLEI América do Sul a desenvolverem seus inventários, a plataforma Climas consiste em uma base de dados relacionados ao uso de energia, recursos e insumos, juntamente com outros dados relevantes, cujo entendimento ajuda as instituições a tornarem suas operações mais eficientes e sustentáveis. Os desafios relacionados à gestão dos dados de emissão, como erro nos cálculos e falta de rastreabilidade, foram o ponto de partida para a elaboração da ferramenta, que permite que os governos subnacionais ganhem eficiência, confiabilidade e segurança de dados. De acordo com pesquisa de satisfação realizada com usuários do Climas em 2017, o aumento na eficiência do trabalho relacionado ao reporte é de 60%. Conheça mais detalhes da plataforma aqui. Em 2020, o ICLEI América do Sul elaborou, em parceria com cidades de sua rede, três Inventários de Emissões de GEE utilizando tanto a metodologia GPC como a plataforma Climas: Recife (PE), Betim (MG) Contagem (MG), Sorocaba (SP) e Canoas (RS). Próximos passos Para a continuidade da atualização do inventário de Porto Alegre estão as seguintes atividades: consolidação dos cálculos; reunião de validação dos resultados com o grupo de trabalho; e a elaboração dos relatórios parciais por setores.]]> 300449 0 0 0 <![CDATA[cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled.jpg Mon, 10 May 2021 14:39:12 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled.jpg 400852 300450 0 0 <![CDATA[cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled.jpg Mon, 10 May 2021 14:39:12 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/cachoeira-do-tabuleiro-tom-alves-1-scaled.jpg 400853 300450 0 0 <![CDATA[How the entrepreneurial style can stimulate the management of Conservation Units]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300450 Mon, 10 May 2021 14:39:12 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300450 Of crucial importance for biodiversity conservation and ecological connectivity, the Municipal Conservation Units (UCs) promote sustainable tourism, recreation, healthy living, healthy integration between humans and nature, provide services to urban ecosystems, and have a great cultural value of local communities. In this sense, the UCs are the focus of the Acceleration Program developed in the context of the Local Protected Areas Project, which aims to promote an entrepreneurial and innovative look at the administration of municipal protected areas, based on intense learning about management instruments and financial sustainability. And it aims to strengthen the administration of municipal protected areas and the expansion of their biodiversity conservation capacities. When considering that a large part of these areas is inserted in urban contexts, the aim is to promote them as assets for local sustainable development. The work encourages municipal managers to think about which activities can enhance UC management, presenting examples and developing a development plan through a structural review and making use of planning tools. More than reviewing the strategic guidelines and their territorial development models, participants are encouraged to transform the plan into local actions that aim to put into practice what has been structured, always considering participatory governance in the territory. ICLEI strategically supports local and regional governments that prioritize healthy environments, in which air, water, soil, and all ecosystem services that support life and health are protected and nourished. In this sense, the Acceleration Program strengthens and concretizes, in partnership with the municipalities, the concrete benefits in the management, conservation, and recovery of biodiversity. The spirit of the program is to bring to the public management the concepts of entrepreneurship that are practiced in the world, we hope that the Acceleration Program gains global scale and shows the benefits of green areas in the urban environment and in the coexistence of human beings with nature”, says Rodrigo Perpétuo, executive secretary of ICLEI South America. UCs selected for the program in 2021: Augusto Ruschi Municipal Natural Park (São José dos Campos, São Paulo, Brazil) Municipal Natural Park Temple of the Pillars (Alcinópolis, Mato Grosso do Sul, Brazil) Niterói Municipal Natural Park (Niterói, Rio de Janeiro, Brazil) Municipal Natural Park of Morros (Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brazil) Professor João Vasconcelos Sobrinho Municipal Natural Park (Caruaru, Pernambuco, Brazil) Tabuleiro Municipal Natural Park (Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, Brazil) Watch the program launch event in full, which featured a master class by Claudio Maretti, South America Regional Vice President of the World Commission on Protected Areas (CMAP) of the International Union for Conservation of Nature (IUCN), with the theme “Conservation Units, green areas, and municipal systems: what are the benefits?”. The 2020 Acceleration Program The program pilot, developed by ICLEI in conjunction with Sense-Lab, took place in 2020 in the Environmental Protection Area (APA) Capivari-Monos, in São Paulo (SP) and counted on the participation of APA managers, in addition to civil servants from the Municipal Secretariat of Green and Environment (SVMA), civil society and various actors relevant to the local context. Know more. The Local Protected Areas Project The Local Protected Areas Project aims to contribute to improving conditions for local governments to conserve biodiversity through effective and equitable management of protected areas and other conservation measures. Its measures focus on strengthening capacities and governance at the local level; promote the role of local governments in the effective management of protected areas and other conservation measures through legal or institutional frameworks; and disseminate the benefits and challenges for the management of protected areas by local governments at the local, state, national and international levels. The project is implemented by Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, in partnership with ICLEI - Local Governments for Sustainability and the International Union for Conservation of Nature (IUCN), with political counterparts from the Ministry of Environment of the Brazil (MMA), Colombia's Ministry of Environment and Sustainable Development (MinAmbiente), Ecuador's Ministry of Environment (MAE) and Peru's Ministry of Environment (MINAM), as well as local governments in the four countries. Learn more about the project.]]> 300450 0 0 0 <![CDATA[roberto-miguel-lifschitz-habia-nacido-1955-fue-intendente-rosario-dos-veces-y-gobernador-santa-fe-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/roberto-miguel-lifschitz-habia-nacido-1955-fue-intendente-rosario-dos-veces-y-gobernador-santa-fe-aspect-ratio-313-350-1.jpg Mon, 10 May 2021 13:46:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/roberto-miguel-lifschitz-habia-nacido-1955-fue-intendente-rosario-dos-veces-y-gobernador-santa-fe-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400854 300451 0 0 <![CDATA[roberto-miguel-lifschitz-habia-nacido-1955-fue-intendente-rosario-dos-veces-y-gobernador-santa-fe]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/roberto-miguel-lifschitz-habia-nacido-1955-fue-intendente-rosario-dos-veces-y-gobernador-santa-fe.jpg Mon, 10 May 2021 13:46:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/roberto-miguel-lifschitz-habia-nacido-1955-fue-intendente-rosario-dos-veces-y-gobernador-santa-fe.jpg 400855 300451 0 0 <![CDATA[Nota de pesar - Roberto Miguel Lifschitz]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300451 Mon, 10 May 2021 13:46:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300451 Em consequência de graves complicações de saúde após ter contraído Covid-19 há quase um mês, faleceu na noite deste domingo (9) o Presidente da Câmara dos Deputados de Santa Fé, Roberto Miguel Lifschitz, aos 65 anos, na Argentina.  Formado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Nacional de Rosário, sua trajetória no setor público teve início em 1989, quando se tornou Diretor-Geral do Serviço Público de Habitação da cidade de Rosário, sob a administração de Héctor Cavallero. Desde então, passou por diversos outros cargos públicos como Secretário-Geral Municipal, Secretário de Serviços Públicos e Coordenador Geral do Gabinete do Município de Rosário, já sob a administração de Hermes Binner.  Em setembro de 2003, Lifschitz foi eleito nas eleições provinciais para o período de 2003-2007 e foi reeleito com ampla margem sobre outras candidaturas para o período de 2007-2011. Nas eleições de junho de 2015, foi eleito como novo governador da Província de Santa Fé. Em agosto de 2018 iniciou-se uma experiência piloto com frotas de ônibus operando com biodiesel na cidade de Rosário. Por conta do sucesso do projeto, o governo decidiu estendê-lo a grande parte da frota de transporte urbano e intermunicipal e, em outubro deste mesmo ano, Lifchitz assinou um acordo com o governador de Salta, Juan Manuel Urtubey, para transmitir a experiência de Santa Fé na implantação do uso do biodiesel no transporte urbano de passageiros. As cidades de Rosário e Santa Fé são associadas ao ICLEI América do Sul desde, 2016 e 2018, respectivamente.  Tendo se posicionado como uma figura política de destaque e de referência, desde que sua internação foi divulgada ganhou força nas redes sociais a hashtag #FuerzaMiguel, em apoio a sua recuperação. O ICLEI se solidariza com familiares e amigos, desejando força e resignação.]]> 300451 0 0 0 <![CDATA[17-07-2020-covid-ibirapuera-2-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/17-07-2020-covid-ibirapuera-2-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 14 May 2021 13:16:51 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/17-07-2020-covid-ibirapuera-2-aspect-ratio-313-350.jpg 400856 300452 0 0 <![CDATA[17-07-2020-covid-ibirapuera-2]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/17-07-2020-covid-ibirapuera-2.jpg Fri, 14 May 2021 13:16:51 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/17-07-2020-covid-ibirapuera-2.jpg 400857 300452 0 0 <![CDATA[Organizações se unem para estimular uso de Soluções baseadas na Natureza no Brasil]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300452 Fri, 14 May 2021 13:16:51 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300452 Oito organizações que atuam pelo desenvolvimento sustentável do Brasil somam esforços para estimular Soluções baseadas na Natureza (SbN) como estratégia para mitigar os efeitos da crise climática nas cidades, enfrentar desafios urbanos e tornar os territórios mais resilientes. O termo é relativamente recente e ainda pouco difundido. Contudo, o conceito, estabelecido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), é simples: promover intervenções inspiradas em ecossistemas saudáveis para enfrentar desafios urgentes da sociedade, especialmente nas grandes metrópoles. Escassez hídrica, enchentes, desaparecimento da biodiversidade, problemas de saúde e avanço do nível do mar são algumas das questões que podem ser enfrentadas considerando a natureza na solução, gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos. A parceria formalizada por meio da Aliança Bioconexão Urbana foi apresentada no dia 12 de maio, durante evento on-line aberto ao público. Fazem parte da iniciativa a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a Rede Brasil do Pacto Global da ONU, o ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), o WRI Brasil, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) e a The Nature Conservancy Brasil (TNC). “A Aliança Bioconexão Urbana consolida a formalização da parceria entre atores estratégicos com atuação em SbN no Brasil para desenhar soluções compartilhadas que subsidiem a elaboração de políticas públicas, o planejamento urbano sustentável e aumentem o investimento nesta estratégia para tornar as cidades brasileiras mais resilientes aos impactos da mudança do clima”, explica o Gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, André Ferretti. A Aliança pretende disseminar o conceito de SbN para que a população entenda e valorize as áreas verdes urbanas e metropolitanas, além de contribuir para que o poder público e o setor privado estejam comprometidos com os investimentos necessários nesse tipo de estratégia. Outro intuito é incentivar que áreas naturais sejam protegidas por meio da implantação de soluções que usem a infraestrutura natural em áreas metropolitanas que incluem a área rural, considerando aspectos de adaptação à emergência climática Durante o lançamento da Aliança foi apresentado o plano de ação para consolidar os compromissos entre as organizações envolvidas. O documento vai identificar os trabalhos em andamento, estabelecer metas conjuntas e definir as principais ações. A iniciativa pretende demonstrar que a natureza deve ser considerada como solução desde a integração a políticas setoriais já existentes até a formulação de políticas públicas específicas para estímulo às SbN, ou ainda, por meio de incentivos econômicos.  “Considerar a natureza como parte da solução pode trazer benefícios adicionais além daqueles propostos inicialmente e, por isso, diversas agências internacionais de fomento já começam a solicitar a inclusão de SbN como contrapartida para financiar obras de infraestrutura urbana”, ressalta Marco Aurélio Lobo, coordenador do CGEE. Entre as metas e compromissos a serem assumidos pela Aliança estão a criação de um grupo de trabalho de políticas públicas sobre SbN, ações de engajamento do setor privado e a construção de capacidades junto ao setor público. “A articulação de diferentes atores para que haja entendimento sobre a importância da natureza na busca por soluções efetivas para problemas contemporâneos é um passo essencial para que a transformação das cidades ocorra”, afirma Sophia Picarelli, gerente regional de biodiversidade e desenvolvimento circular do ICLEI América do Sul.   . SbN na prática Para a paisagista urbana Cecilia Herzog, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), os grandes problemas que as cidades enfrentam precisam de respostas novas e transdisciplinares, a partir de uma visão de futuro em harmonia com a natureza e seus processos ecológicos. “Soluções baseadas na Natureza são ferramentas que possibilitam que o poder público faça uma gestão transformadora. A utilização de infraestrutura natural deve fazer parte de uma estratégia para garantir cidades mais inteligentes e resilientes para o futuro”, comenta a professora. A infraestrutura verde, uma das aplicações das SbN, vem sendo usada em diferentes regiões do mundo. Por meio da implantação, manutenção ou recuperação de áreas verdes em pontos estratégicos das cidades, por exemplo, cria-se um sistema natural capaz de absorver a água da chuva, filtrar sedimentos do solo e reduzir custos com saneamento e saúde pública. O estudo Infraestrutura Natural para Água no Sistema Cantareira, em São Paulo do WRI Brasil, publicado em 2018 em parceria com diversas entidades, mostrou que o aumento da cobertura florestal em 8% no Sistema Cantareira, na capital paulista, poderia reduzir em 36% a sedimentação. “A infraestrutura natural melhora o desempenho financeiro das empresas de saneamento, reduzindo o custo de tratamento da água. Isso ocorre porque as áreas verdes impedem que mais sedimentos cheguem aos rios e, consequentemente, às estações de tratamento”, explica Rafael Feltran-Barbieri, economista sênior do WRI Brasil.  Assista ao evento na íntegra]]> 300452 0 0 0 <![CDATA[brunocovas-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/brunocovas-1-aspect-ratio-313-350.jpg Sun, 16 May 2021 14:17:15 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/brunocovas-1-aspect-ratio-313-350.jpg 400858 300453 0 0 <![CDATA[brunocovas-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/brunocovas-1.jpg Sun, 16 May 2021 14:17:15 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/brunocovas-1.jpg 400859 300453 0 0 <![CDATA[ICLEI lamenta a morte do prefeito de São Paulo, Bruno Covas]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300453 Sun, 16 May 2021 14:17:15 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300453 O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, faleceu na manhã deste domingo (16), aos 41 anos. Internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, desde o início do mês, Covas iniciou em 2019 um tratamento contra um câncer que se originou na cárdia, uma válvula no trato digestivo, e depois afetou também o fígado. Após um período com a doença controlada, no início de 2021 novos focos de câncer foram descobertos. Eleito vice-prefeito em 2016, Covas assumiu a prefeitura em 2018 em razão da renúncia de João Dória. Em 2020, foi reeleito prefeito de São Paulo. Bruno Covas foi um político por toda a sua vida e, nessa trajetória, a questão ambiental esteve no centro de sua atuação. Foi, aos 30 anos, secretário estadual do meio ambiente do Estado de São Paulo, seu primeiro espaço de atuação no Executivo. Ajudou a consolidar processos de ação descentralizada da área ambiental do estado e, após um período de atuação federal entre 2014 e 2016, iniciou sua dedicação total à cidade de São Paulo, que se estendeu de 2016 até o dia de hoje. O município, que é sede de nossa organização na América do Sul, tem uma trajetória de vanguarda em políticas ambientais. Associado ao ICLEI desde 2005, se comprometeu com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM), com o programa CitiesWithNature e realizou algumas articulações institucionais, como o apoio à implementação do Comitê de Mudança do Clima de São Paulo. Em 2020, a cidade foi uma das apoiadoras do projeto ICLEI Innovation, do qual participou através de sua agência de desenvolvimento, a ADE SAMPA. Ainda em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, o ICLEI América do Sul desenvolveu o Programa de Aceleração de Unidades de Conservação, que incentivou o olhar empreendedor e inovador na gestão desses espaços na capital paulista. Na sua condição de prefeito, além de apoiar os temas de cooperação com o ICLEI e diversas organizações de promoção do desenvolvimento sustentável, o prefeito Bruno Covas foi um líder. Realizou diversas articulações com representantes de organizações internacionais e governos de todo o mundo para garantir uma representação relevante das cidades brasileiras na COP25, em Madri (Espanha). Foi vogal, até seus últimos momentos, na defesa de um ambiente sustentável, baseado nas pessoas. Em sua trajetória, pessoal e profissional, foi uma inspiração no compromisso público e para uma ação resiliente. Desde seu afastamento no início de maio, o vice-prefeito, Ricardo Nunes, passou a chefiar o Executivo. Ao prestar esta singela homenagem, o ICLEI se solidariza com familiares e amigos, desejando força e resignação.]]> 300453 0 0 0 <![CDATA[jonathan-borba-ghmhfh8m3bw-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/jonathan-borba-ghmhfh8m3bw-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Thu, 20 May 2021 18:25:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/jonathan-borba-ghmhfh8m3bw-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400860 300454 0 0 <![CDATA[Como é trabalhar com biodiversidade no país mais biodiverso do mundo?]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300454 Thu, 20 May 2021 18:25:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300454 O Brasil é o país que abriga a maior biodiversidade do mundo. Estima-se que em território nacional estejam de 10% a 15% de toda a biodiversidade do planeta. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, ocupa o primeiro lugar em biodiversidade vegetal. Nenhum outro país tem tantas variedades de orquídeas e palmeiras catalogadas. Sua flora é composta por aproximadamente 50 mil espécies diferentes, sendo que: os mamíferos totalizam 530; anfíbios, 517; aves, 1.677 espécies; os répteis somam 468; além de 1,5 milhão de insetos. Entretanto, estes dados podem ser ainda maiores, pois existem milhares de espécies ainda não catalogadas no país. Entre os principais fatores responsáveis por essa variedade biológica no Brasil estão a sua extensão territorial e seus diferentes climas. O território brasileiro é o quinto maior do mundo, sua área é de 8.514.876 km², possui grandes extensões de matas tropicais (locais que apresentam grande biodiversidade) como a floresta Amazônica, a mata Atlântica e o Pantanal. São seis os tipos climáticos presentes no Brasil: Equatorial, Tropical, Tropical de Altitude, Tropical Atlântico, Subtropical e Semiárido. Essa variedade proporciona a adaptação de diferentes espécies, além de uma grande diversidade ecológica no território nacional. [caption id="attachment_13991" align="aligncenter" width="500"] Equipe de Biodiversidade do ICLEI em visita de campo à APA em Campinas (SP).[/caption] A partir deste contexto e no marco do Dia Internacional da Biodiversidade, comemorado em 22 de maio, perguntamos para a equipe de Biodiversidade do ICLEI: “Como é trabalhar com biodiversidade no país mais biodiverso do mundo?”. Confira abaixo as respostas: 
[tab1]
[tab2] [tab3] [tab4] Para o ICLEI Brasil desenvolver projetos de promoção e conservação da biodiversidade, engajar-se em ações alinhadas ao desenvolvimento urbano sustentável, fortalecer estratégias voltadas à recuperação da natureza representa estar alinhado com objetivos de diferentes organizações ao redor do mundo. Embora os desafios que se colocam frente a estes processos, igualmente reconhecemos movimentos a favor de uma mesma direção: um planeta que convive, em equilíbrio, as variadas formas de vida relacionadas às pessoas e à natureza.  ]]>
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<![CDATA[horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 20 May 2021 19:32:46 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1-aspect-ratio-313-350.jpg 400861 300455 0 0 <![CDATA[horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1.jpg Thu, 20 May 2021 19:32:46 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1.jpg 400862 300455 0 0 <![CDATA[As cidades e a importância da construção de políticas públicas para os sistemas alimentares]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300455 Thu, 20 May 2021 19:32:46 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300455 O ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade em aliança com a FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura realizou, no último dia 18 de maio, o evento “Diálogo Independente sobre Sistemas Alimentares nas Cidades da América Latina”, no âmbito do processo de preparação dos debates para a Conferência das Nações Unidas sobre Sistemas Alimentares 2021.  Em preparação para a conferência de setembro, a ONU reunirá diferentes setores da sociedade (governos subnacionais, representantes das áreas de ciência, negócios, política, saúde e academia, além de agricultores, povos indígenas, organizações juvenis, grupos de consumidores, ativistas ambientais e outros atores relacionados) para compartilharem suas perspectivas, desafios e soluções frente à agenda de segurança alimentar. Segundo João Intini, Oficial de Políticas de Sistemas Alimentares do Escritório da FAO para América Latina e o Caribe, mais de 380 diálogos já foram registrados na plataforma da FAO e 280 já foram realizados, na série de discussões preparatórias para a conferência.  A edição latino-americana foi liderada pela cidade de Belo Horizonte, reeleita em 2021 para compor o Comitê Diretivo da rede internacional Pacto de Milão para Política de Alimentação Urbana (MUFPP, da sigla em inglês) e representará a América do Sul, juntamente com a cidade de Rosário (Argentina), no Comitê pelos próximos dois anos. Durante a abertura do evento a cidade fez uma apresentação  sobre “27 anos da Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte: experiências para o fortalecimento dos sistemas alimentares metropolitanos e ações emergenciais para o enfrentamento dos efeitos da pandemia da Covid-19”.  Hugo Salomão França, diretor de Relações Institucionais da prefeitura de Belo Horizonte, afirma que os espaços de diálogo entre as cidades são cada vez mais essenciais para que as grandes metrópoles possam construir de forma colaborativa um futuro mais resiliente. “O contexto de pandemia coloca a discussão sobre a fome um lugar muito delicado, sem a articulação de ações locais não podemos cumprir os grandes pactos globais de execução e criação de políticas públicas efetivas diante da temática.”  O evento contou ainda com quatro salas temáticas de discussão coordenadas pelas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Lima, onde representantes de governos municipais, estaduais, da sociedade civil e setor privado puderam dialogar sobre a importância dos governos subnacionais nos sistemas alimentares globais e a necessidade das cidades e estados terem acesso às políticas públicas e recursos financeiros, demonstrando que sem uma construção multinível envolvendo diferentes níveis de governo, iniciativa privada e a sociedade civil, desde o planejamento até a execução de projetos e ações, será mais difícil avançar em políticas que promovam a segurança alimentar para todos. As salas de discussão contaram com a participação de cerca de 140 pessoas provenientes de mais de 50 cidades de 11 países da América Latina.  Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, relembra que dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU, "pelo menos dez estão implicados em processos alimentares, de saúde, de equidade de gênero, de processos curtos de mercados, sistemas sustentáveis e mudança climática". Perpétuo ainda afirma que com a consolidação da área de atuação de desenvolvimento circular, o ICLEI América do Sul fomenta a troca de perspectivas das cidades que se empenham em trabalhar para erradicar a pobreza e a fome. “Estamos atentos às recomendações e à continuidade de processos que possibilitem implementar ações de  impacto urgente no aspecto da fome.”  O encontro enfatizou a importância dos governos subnacionais na construção de sistemas alimentares sustentáveis ​​e garantir que os desafios, ações necessárias e recomendações  sejam bem refletidas nos documentos de posicionamento que serão levados a outras instâncias da Conferência das Nações Unidas sobre Sistemas Alimentares.

Segurança Alimentar 

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), desde a Cúpula Segurança Alimentar Mundial (WFS) 1996, Segurança Alimentar ̈a nível de indivíduo, familiar, nacional e global, é alcançada quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e econômico a alimentos suficientes, seguros e nutritivos, para satisfazer suas necessidades nutricionais e preferências, a fim de levar uma vida ativa e saudável”. 

O Pacto de Milão 

O MUFPP é um acordo internacional de prefeitos, lançado em 2014 por iniciativa da prefeitura de Milão, voltado para o tratamento de questões relacionadas à alimentação ao nível urbano. Atualmente, conta com 211 cidades signatárias, que juntas reúnem mais de 350 milhões de pessoas. 

Seu principal objetivo é apoiar as cidades que desejam desenvolver sistemas alimentares urbanos mais sustentáveis, promovendo a cooperação e o intercâmbio de melhores práticas. São cidades membros da rede Paris, Londres, Berlim, Nova York, Xangai, Seul, Quito, Rio de Janeiro, entre outras.   ]]>
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<![CDATA[jaime-lerner-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/jaime-lerner-aspect-ratio-313-350.jpg Thu, 27 May 2021 13:33:25 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/jaime-lerner-aspect-ratio-313-350.jpg 400863 300456 0 0 <![CDATA[jaime-lerner]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/jaime-lerner.jpg Thu, 27 May 2021 13:33:25 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/jaime-lerner.jpg 400864 300456 0 0 <![CDATA[Nota de pesar - Jaime Lerner]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300456 Thu, 27 May 2021 13:33:25 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300456 Por conta de complicações de doença renal crônica, faleceu nesta quinta-feira (27) Jaime Lerner, ex-governador do Paraná, aos 84 anos.  Lerner foi um importante político e urbanista brasileiro, tendo sido eleito prefeito de Curitiba (PR) por três vezes (1971-1975, 1979-1984 e 1989-1993) e governador do Paraná por duas vezes (1995–1998 e 1999–2002). Atualmente, atuava como consultor das Nações Unidas para assuntos relacionados ao urbanismo. Enquanto governador do estado, Lerner dedicou-se a agendas de extrema relevância, tais como transporte, educação, saúde, uso do solo e saneamento. Sua intensa atuação na área de educação e atenção à criança trouxe reconhecimento ao Governo do Paraná, que foi certificado com o prêmio Criança e Paz da Unicef,  para os programas "Da Rua para a Escola", "Protegendo a Vida" e "Universidade do Professor". A cidade de Curitiba, capital do Paraná, é associada ao ICLEI América do Sul desde 1992, exercendo um papel fundamental para o desenvolvimento da Rede ao longo desses quase 30 anos. Entre 2018 e 2021, a cidade ocupou assento no Comitê Executivo Regional para a América do Sul (RexCom), órgão máximo da Rede, representando os integrantes do ICLEI na região. Curitiba também faz parte do Projeto Urban-LEDS (desenvolvido pela ONU-Habitat e pelo ICLEI), integra a iniciativa do Action Fund (parceria entre o Google.org e o ICLEI) e trabalha no desenvolvimento e implementação de um Plano de Ação Climática. Além disso, a cidade também participou de importantes eventos relacionados à agenda do clima como a COP23 e o Congresso de Cidades Resilientes, na Alemanha; o Congresso da Ecomobilidade, em Taiwan; e é comprometida com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM). Não há dúvidas das contribuições e legados deixados pela carreira política de Jaime Lerner tanto para a Rede ICLEI quanto para a cidade de Curitiba e o estado do Paraná e principalmente para o desenvolvimento do país.  O ICLEI se solidariza com familiares e amigos, desejando força e resignação.]]> 300456 0 0 0 <![CDATA[sadie-teper-zmvfat6mkwg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/sadie-teper-zmvfat6mkwg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg Fri, 28 May 2021 21:46:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/sadie-teper-zmvfat6mkwg-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-scaled.jpg 400865 300457 0 0 <![CDATA[sadie-teper-zmvfat6mkwg-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/sadie-teper-zmvfat6mkwg-unsplash-scaled.jpg Fri, 28 May 2021 21:46:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/sadie-teper-zmvfat6mkwg-unsplash-scaled.jpg 400866 300457 0 0 <![CDATA[Governos locais e instituições financeiras se conectam em prol do desenvolvimento sustentável]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300457 Fri, 28 May 2021 21:46:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300457 A agenda de financiamento climático está ganhando força e atenção devido ao seu papel central em possibilitar o desenvolvimento de ações de mitigação e adaptação climáticas. Visando catalisar os fluxos de capital em nível local, torna-se necessário capacitar gestores públicos para o acesso e atração de investimentos. Apesar de sua inquestionável importância, existem desafios a serem superados para o avanço nesta agenda. O que se observa é que, de um lado, existe a dificuldade de identificação de projetos financiáveis de governos subnacionais por parte das instituições financeiras. De outro, existe a necessidade de aprimorar a compreensão e a capacidade técnica dos governos em relação às oportunidades existentes. Além disso, as instituições financeiras e as cidades raramente têm alguma oportunidade de interação.  Com base nesse contexto, o ICLEI vem atuando na agenda do financiamento climático a partir de três frentes: aumento do acesso à informação; capacitação, educação financeira e promoção de formação para gestores públicos; e facilitação de uma maior aproximação entre governos locais e bancos e agências de desenvolvimento. Ao longo do mês de maio, a organização facilitou diversos encontros individuais entre instituições financeiras e cidades, capacitando-as na construção de pitches de seus projetos e aproximando-as de financiadores. As cidades de Buenos Aires, Medellín, Cuenca, Teresina e Sorocaba se reuniram com instituições financeiras como BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e BCIE (Banco Centroamericano de Integração Econômica). Para Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo do ICLEI América do Sul, a decisão de um governo local em buscar recursos internacionais é política e está intimamente vinculada à conjuntura local. “Acessar fundos internacionais diz respeito à intencionalidade e requer esforços da cidade ou estado na alocação de recursos, coleta de dados e uma preparação intensa para que o projeto seja financiado. Quanto mais os governos se preocuparem em mapear e identificar fontes locais de recursos, que possam complementar e impulsionar o início da implementação, e quanto maior a clareza das capacidades de oferecimento de contrapartidas, maiores serão as chances de obter êxito em seus financiamentos. E isso vai depender da conjuntura política e econômica de cada país onde aquele governo local está inserido.” Diante deste cenário, o ICLEI Global; América do Sul; México, América Central e Caribe, com apoio da GIZ/FELICITY, realizaram nesta sexta-feira (28) um evento com o objetivo de contribuir para um melhor entendimento das oportunidades de financiamento, bem como dar dicas e oferecer às cidades um espaço de teste e aprimoramento de pitching Cidades latinoamericanas na vanguarda de soluções urbanas sustentáveis O evento foi uma oportunidade para que representantes de diversas cidades, incluindo Buenos Aires (Argentina), Cuenca (Equador), Medellín (Colômbia), Sorocaba e Teresina (Brasil), integrantes da Rede ICLEI, pudessem apresentar seus pitches e receber recomendações de um júri composto por representantes de instituições financiadoras. Marcela Norenã, profissional sênior na Secretaria Executiva de Meio Ambiente de Medellín, apresentou o projeto “Implementação de Soluções baseadas na Natureza”, que tem como objetivo mitigar os efeitos da mudança climática, melhorar a qualidade do ar e implementar Soluções baseadas na Natureza (SbN). Foram identificados diversos espaços com possibilidades de implementação de tais soluções como estações de metrô, parques e avenidas. “Temos desafios relacionados à formação de ilhas de calor e falta de áreas verdes na cidade e, por isso, é essencial começar a planejar áreas verdes, o que fazemos por meio do plano de renaturalização”, afirmou Noreña.  A cidade de Buenos Aires também marcou presença. Agustín Lagos, Gerente de Energia da Agência de Proteção Ambiental de Buenos Aires, apresentou a “Plataforma de Gestão Urbana de Energias Renováveis”, que visa a instalação de painéis solares em edificações na cidade, desenvolvendo também uma ferramenta de gestão urbana que permita avaliar e monitorar as taxas de emissões. A ferramenta nasce como uma plataforma escalável e, portanto, replicável por outros governos locais interessados. A iniciativa está diretamente ligada com as demais ambições climáticas de Buenos Aires, como reforça Lagos: “Em nosso plano de ação, nos comprometemos a reduzir nossas emissões de carbono até 2050, quando esperamos que 20% dos prédios da cidade contem com energia fotovoltaica.” O projeto “Gestão e Conservação das áreas estratégicas no cantão de Cuenca para a conservação de recursos hídricos e do solo” foi apresentado por Francisco Sánchez,  Subgerente de Gestão Ambiental da empresa pública ETAPA EP da cidade de Cuenca. Com foco na adaptação aos efeitos da crise climática, surgiu a partir da identificação de alguns desafios tais como o aumento populacional e os impactos causados pela crise climática. Seu intuito é manter a qualidade dos serviços ambientais oferecidos pelos bosques e montanhas da cidade, por meio de mecanismos e estratégias de conservação e proteção de zonas vulneráveis e de importância ambiental como medida de adaptação para os efeitos da mudança climática.  “O projeto pretende preservar mais de 5 mil hectares que são fornecedores de serviços ecossistêmicos e que apresentam uma grande biodiversidade local”, destacou Sánchez. Cidades brasileiras também apresentaram seus projetos. A primeira delas, Sorocaba, destacou o projeto “Centro para Todas as Pessoas”, que tem como principal meta a revitalização das calçadas do centro da cidade visando a construção de espaços mais sustentáveis. De acordo com Clebson Ribeiro, Engenheiro Agrônomo e Servidor Público da Prefeitura de Sorocaba, “o projeto se baseia no conceito de ‘ruas completas’, uma forma de olhar tais espaços com foco nas pessoas, visando que o centro seja seguro para todos e todas e que Sorocaba seja uma cidade viável, humana, segura, saudável e sustentável.”  A proposta traz o alargamento de 7,4 km em vias da região central, aumento de 400% da cobertura vegetal, a criação de jardins de chuva (SbN) e instalação de iluminação LED. Com isso, espera-se contribuir com a diminuição das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e dos impactos causados pela crise climática.  Por fim, o projeto “Eu plantei sua comida”, apresentado por Mariana Fiúza, Assistente de Coordenação do Programa Teresina 2030 da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação da Prefeitura Municipal de Teresina, busca trabalhar com foco em três questões fundamentais para a cidade: a baixa resiliência, a baixa sustentabilidade e a insegurança alimentar.  Para superar tais desafios, tem como proposta a elaboração de um estudo de viabilidade; a estruturação de hortas e a capacitação de 1.300 horticultores, sendo 80% mulheres; e o desenvolvimento de um plano de gestão dessas hortas. Fiúza afirma que “ao amplificar as características locais e aumentar nossos compromissos com a resiliência climática, no âmbito do Teresina 2030, queremos nos tornar a capital do turismo agroecológico e da gastronomia orgânica e protagonizados por mulheres.” A ocasião foi também uma oportunidade para que agências de desenvolvimento apresentassem oportunidades disponíveis para financiamento, compartilhando suas experiências, expectativas e dicas para que as cidades possam adequar suas propostas de acordo com o que é exigido e esperado, aumentando suas chances de êxito. Algumas oportunidades destacadas foram o GAP Fund, C40 Cities Finance Facility, The Subnational  Climate Finance Initiative (SCF), The International Municipal Investment Fund (IMIF) e BID que, além de detalhar o Programa de Ciudades Emergentes y Sostenibles (CES), compartilhou seus diversos mecanismos de apoio disponíveis como cooperação técnica, doações, empréstimos e alianças com outros organismos. “O clima, na perspectiva da mitigação e adaptação, será cada vez mais um critério impositivo e determinante para a obtenção de financiamento. Cidades que ainda não têm um compliance climático devem fazê-lo com urgência, uma vez que esta prática será cada vez mais mandatória”, finaliza Perpétuo.  Sobre o TAP - Transformative Actions Program Lançado pela primeira vez em 2015, o Programa de Ações Transformativas (TAP), liderado pelo ICLEI e apoiado pelos seus 14 parceiros, visa catalisar e melhorar os fluxos de capital para cidades, vilas e regiões por meio do reforço da sua capacidade de acesso ao financiamento climático para atrair investimento. Os projetos são enviados por convocatórias anuais e, em seguida, avaliados pelo Secretariado Mundial do ICLEI. Aqueles que apresentam alto potencial de transformação tornam-se parte do pipeline de projetos e são convidados para apresentar seus conceitos a instituições financeiras, provedores de recursos de preparação de projetos e investidores privados. Reconhecendo que os governos locais e regionais precisam de apoio para a preparação de projetos, o TAP oferece serviços de capacitação tais como webinars, workshops de intercâmbio entre pares, acesso a ferramentas e produtos de conhecimento a todos(as) candidatos(as).]]> 300457 0 0 0 <![CDATA[londrina-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/londrina-aspect-ratio-313-350.jpeg Wed, 02 Jun 2021 21:44:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/londrina-aspect-ratio-313-350.jpeg 400867 300458 0 0 <![CDATA[londrina]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/londrina.jpeg Wed, 02 Jun 2021 21:44:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/londrina.jpeg 400868 300458 0 0 <![CDATA[Como cidades brasileiras estão implementando Soluções baseadas na Natureza]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300458 Wed, 02 Jun 2021 21:44:16 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300458 Vivemos em uma década decisiva para a preservação da biodiversidade. Os ecossistemas sustentam toda a vida na Terra e quanto mais saudáveis eles forem, mais saudável será o planeta – assim como nós, seus habitantes. Os próximos 10 anos serão cruciais para a restauração ambiental, medida que apoia o enfrentamento à mudança do clima e a salvação de um milhão de espécies da extinção. No que diz respeito aos acordos internacionais de biodiversidade, 2021 é um ano significativo pela ocorrência da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção da Diversidade Biológica (CDB). Inicialmente prevista para ocorrer em 2020, a conferência foi remarcada em função da pandemia global da Covid-19 e será  em formato híbrido, virtual e presencial, na cidade de Kunming (China), entre os dias 11 e 24 de outubro de 2021. A campanha global do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, marca o início oficial da Década das Nações Unidas da Restauração dos Ecossistemas (2021-2030), que terá o objetivo de aumentar os esforços de restauração em ecossistemas degradados, incentivando a adoção de medidas eficientes para combater a crise climática, alimentar, hídrica e a perda de biodiversidade.  Estudos recentes, como o lançado pela Comissão Global de Adaptação, de 2019, desenham um caminho para aumentar a resiliência dos centros urbanos. Entre as recomendações está o uso de Soluções baseadas na Natureza (SbN), que são alternativas eficientes para os desafios urbanos enfrentados pelos governos locais.  O termo Soluções baseadas na Natureza foi cunhado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para definir um conceito guarda-chuva que inclui abordagens para a restauração e conservação de ecossistemas, serviços de adaptação climática, infraestrutura natural, gerenciamento de recursos naturais, entre outras. E apesar da importância de aliar o desenvolvimento urbano às ações sustentáveis, poucas cidades no Brasil utilizam Soluções baseadas na Natureza (SbN) para resolver problemas urbanos, mesmo o conceito sendo considerado uma das formas mais inteligentes de infraestruturas e que demandam menos manutenção.  Pensando nesse novo cenário e aliados a um planejamento urbano mais sustentável, as Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte, Campinas e Londrina, irão realizar a obras de infraestrutura para lidar com os desafios urbanos.  Estas obras são chamadas de Projetos Demonstrativos e buscam implementar um modelo de infraestrutura mais inteligente e a possibilidade de transformar os ambientes urbanos em lugares melhores, mais atraentes e que proporcionem maior bem-estar para as pessoas e para o meio ambiente.   Belo Horizonte e Contagem (MG) Em Belo Horizonte e Contagem, serão realizadas a implementação de Jardins de Chuva, solução que contribui com o escoamento da água da chuva, permitindo que a água seja filtrada pela vegetação e se infiltre no solo. Esse tipo de solução auxilia na recarga do lençol freático, aumenta a biodiversidade, melhora o microclima local e a qualidade do ar. Quando prontos, os jardins de chuva receberão o plantio de espécies arbóreas e arbustivas para promover a diversidade biológica e o manejo agroecológico do solo. As obras serão implementadas no Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado (Belo Horizonte) e na Praça Presidente Tancredo Neves (Contagem).  Para Mário Werneck, secretário Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte, a cidade é das poucas capitais brasileiras que possui planejamento e corpo técnico capacitado para implementar ações capazes de reduzir os efeitos causados pela mudança climática. “Em alinhamento com a política climática defendida pela Conferência Global do Clima da ONU, a COP26, o município pode se tornar referência para as demais cidades mineiras, atraindo investimentos para projetos de redução da emissão de gases de efeito estufa”, afirma. [caption id="attachment_14649" align="alignleft" width="484"] Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado (BH) Foto: Maniva Produtora Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado (BH) | Foto: Maniva Produtora[/caption] [caption id="attachment_14651" align="alignnone" width="485"] Praça Presidente Tancredo Neves | Contagem (BH) Foto: Maniva Produtora[/caption] Campinas (SP) Será realizada a implementação de três Passagens de Fauna ou Corredores Ecológicos, pontes que conectam duas margens de rodovias, que possibilitam que os animais silvestres da região as usem como caminho para circularem entre áreas verdes, evitando atropelamentos. Esta obra não só resguarda a vida dos animais, mas também contribui para o equilíbrio dos ecossistemas, aumentando os espaços para os animais poderem se reproduzir e se alimentar, pluralizando a qualidade de vida de todo o ambiente ao redor.  "Essa articulação regional em prol da recuperação ambiental, da valorização de serviços ecossistêmicos e em defesa da biodiversidade para reconectar áreas verdes da RMC, através de corredores ecológicos, já é referência em todo o mundo e nos traz entusiasmo e esperança em um momento de apreensão”, afirma Rogério Menezes, secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas. [caption id="attachment_14653" align="alignnone" width="485"] Campinas (SP) | Foto: Maniva Produtora[/caption] Londrina (PR) Em Londrina a intervenção será feita no córrego Cabrinha, localizado em um parque linear, referência para a população da Zona Norte da cidade. O projeto prevê a instalação de estruturas rochosas para diminuir a energia da água que é escoada pelas galerias convencionais de água provinda das chuvas e o plantio estratégico de determinadas espécies vegetais que, por meio da fitorremediação, podem amenizar a poluição difusa que atinge o corpo d’água. Essas soluções pretendem evitar erosões e deslizamentos de terra das margens, deter o assoreamento do rio, melhorar a qualidade da água e fortalecer o parque linear como um espaço de lazer cada vez mais reivindicado pela população do seu entorno. Segundo Marcelo Belinati, prefeito de Londrina, essas soluções ambientais foram propostas para preservar o Lago Cabrinha. “Anos atrás, o Lago Cabrinha estava impossível para as pessoas frequentarem. Estava sujo, feio, escuro e totalmente assoreado. Então, foi feito um grande trabalho pela Prefeitura, ele foi desassoreado, foi construída uma pista de caminhada, bancos e parquinho e colocada iluminação em LED. Tudo para a população voltar a usar o local e ela voltou. Agora, o projeto demonstrativo vai buscar a ocupação das pessoas, mas de forma que haja a preservação ambiental. Londrina é privilegiada. São mais de 80 fundos de vale, 100 áreas com córregos e ribeirões e a nossa ideia é que haja o equilíbrio entre o desenvolvimento da cidade e a preservação ambiental”. [caption id="attachment_14655" align="alignnone" width="446"] Lago Cabrinha | Foto: Maniva Produtora[/caption] Para Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI  América do Sul, o início das obras é um momento de grande representatividade e consolidação do trabalho desenvolvido pelo ICLEI. “A implementação dos projetos demonstrativos representam um avanço no caminho de desenvolvimento urbano sustentável do país, na medida em que impulsionam o fortalecimento institucional das regiões participantes, a implementação de Soluções baseadas na Natureza, a promoção de serviços ecossistêmicos e o desenvolvimento urbano sustentável que pensa em um futuro melhor para todos.” Sobre o projeto O Projeto INTERACT-Bio é implementado pelo ICLEI e visa melhorar a utilização e gestão dos recursos naturais em cidades de rápido crescimento e nas regiões que as cercam, principalmente em relação ao fornecimento de serviços essenciais para o dia a dia das cidades e, ao mesmo tempo, a melhorarem a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas. Financiado pelo Ministério Federal Alemão do Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMU), por meio da Iniciativa Internacional para Proteção do Clima (IKI). O projeto também é realizado na Índia e Tanzânia. ]]> 300458 0 0 0 <![CDATA[aarom-ore-yrqyn1gb80k-unsplash-1-aspect-ratio-313-350-3]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/aarom-ore-yrqyn1gb80k-unsplash-1-aspect-ratio-313-350-3.jpg Thu, 27 May 2021 23:59:28 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/aarom-ore-yrqyn1gb80k-unsplash-1-aspect-ratio-313-350-3.jpg 400869 300459 0 0 <![CDATA[Governos locais da América do Sul e a caminhada até a COP15 de biodiversidade]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300459 Thu, 27 May 2021 23:59:28 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300459 Neste ano, será estabelecido um novo marco global para a biodiversidade. Nenhuma das Metas de Aichi, estabelecidas durante a décima Conferência das Partes para a Biodiversidade (COP10), em 2011, foi cumprida integralmente e agora elas passarão por um processo de renovação para serem mais coerentes com o momento atual de aumentar a ambição das ações que preservam a biodiversidade e os ecossistemas.    O último relatório da Plataforma Intergovernamental Sobre a Biodiversidade e os Serviços Ecossistêmicos (IPBES), divulgado no primeiro semestre de 2019, mostra que a situação da biodiversidade é alarmante e demanda uma reação imediata. O documento, que contou com a contribuição de 310 especialistas e avaliou cerca de 15.000 artigos científicos ao longo de três anos, informa que das oito milhões de espécies de animais e plantas existentes na Terra, cerca de um milhão estão ameaçadas de extinção.   Nesse sentido, o ICLEI América do Sul, com o apoio do ICLEI África e do Cities Biodiversity Center, realiza uma série de eventos chamados “Diálogos Multiníveis”. A iniciativa promove o diálogo entre os níveis de governo na  rota para a COP15 de biodiversidade e são realizados no contexto do Post 2020 Biodiversity Framework com apoio da União Europeia (UE) e implementados pela Expertise France.  O primeiro debate, de uma série de três, aconteceu no último dia 27 de maio e contou com a contribuição dos governos locais do Peru, um dos dez países mais biodiversos do mundo e que tem sido influente na promoção da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável em nível regional, desempenhando um papel ativo no ambicioso Acordo de Escazú, foi inclusive sede do III Congresso de Unidades de Conservação da América Latina e do Caribe, em outubro de 2019.  Gabriel Quijandría Acosta, Ministro do Meio Ambiente do Peru, destaca a importância do envolvimento dos governos locais e regionais nos diálogos para o novo marco global pós-2020. “É no nível local que vemos que as diferentes agendas de meio ambiente, biodiversidade, clima e resiliência se uniram por um único objetivo: melhorar as condições de desenvolvimento e o bem-estar das pessoas.”  Durante o evento, com o intuito de aumentar e conscientizar o envolvimento de seus governos regionais e locais, participaram apresentando as boas práticas relacionadas à biodiversidade: Município de Lima, Governo Regional de Loreto, Município Distrital de Comas, Periferia do Peru, Município Distrital de Vice e Município Distrital de La Brea. Para Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, o espaço de diálogo proporcionado pelo evento, potencializa e dá escala para a nova estrutura global da biodiversidade pós-2020. “Precisamos de cada vez mais espaços de discussão para que os  governos locais tragam suas contribuições nas agendas internacionais e especialmente para o novo marco global pós-2020.” O evento também proporcionou uma interlocução para que as cidades presentes pudessem aderir à plataforma CitiesWithNature, que dá visibilidade  às ações dos governos locais em   relação à proteção da natureza e da biodiversidade, promovendo um intercâmbio de informações e oportunidades entre seus integrantes. Além disso, as cidades e organizações participantes foram convidadas a aderir à Declaração de Edimburgo, documento de posicionamento de governos subnacionais de todo o mundo com recomendações para a negociação da agenda pós 2020, sendo a principal delas o reconhecimento do papel crucial dos atores subnacionais em sua implementação.  Os próximos eventos dos Diálogos Multiníveis acontecerão nos dias 08 e 10 de junho, para o Brasil, e no dia 25 para a Colômbia. Acompanhe! ]]> 300459 0 0 0 <![CDATA[aarom-ore-yrqyn1gb80k-unsplash-1-aspect-ratio-313-350-4]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/aarom-ore-yrqyn1gb80k-unsplash-1-aspect-ratio-313-350-4.jpg Mon, 07 Jun 2021 15:28:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/aarom-ore-yrqyn1gb80k-unsplash-1-aspect-ratio-313-350-4.jpg 400870 300460 0 0 <![CDATA[Gobiernos locales de América del Sur y el camino a la COP15 sobre biodiversidad]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300460 Mon, 07 Jun 2021 15:28:32 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300460 Plataforma Intergubernamental sobre Biodiversidad y Servicios de los Ecosistemas (IPBES, por sus siglas en inglés), que fue publicado en el primer semestre de 2019, muestra que la situación de la biodiversidad es alarmante y que exige una reacción inmediata. El documento contó con el aporte de 310 expertos y evaluó cerca de 15.000 artículos científicos durante tres años, e informa que, de las ocho millones de especies de animales y plantas existentes en el planeta, cerca de un millón se encuentran en peligro de extinción. En este sentido, ICLEI América del Sur, con el apoyo de ICLEI África y el Centro de Biodiversidad de las Ciudades, realiza una serie de eventos denominados “Diálogos Multinivel”. Esta iniciativa promueve una conversación entre distintos niveles de gobierno en el camino hacia la COP15 sobre biodiversidad, y se lleva a cabo en el contexto del Marco de Biodiversidad Post 2020. Los diálogos cuentan con el apoyo de la Unión Europea (UE) y son implementados por Expertise France. El primero de tres debates tuvo lugar el 27 de mayo y contó con el aporte de los Gobiernos Locales de Perú, uno de los diez países con mayor biodiversidad del mundo. Perú ha sido influyente en la promoción de la conservación de la biodiversidad y el desarrollo sustentable a nivel regional, participando activamente en el ambicioso Acuerdo de Escazú, e incluso fue sede del III Congreso de Áreas Protegidas de América Latina y el Caribe, en octubre de 2019. Gabriel Quijandría Acosta, ministro de Medio Ambiente de Perú, destacó la importancia de involucrar a los gobiernos locales y regionales en los diálogos para el nuevo marco global post-2020: “Es a nivel local donde vemos que las diferentes agendas de medio ambiente, biodiversidad, clima y resiliencia se han unido por un único objetivo: mejorar las condiciones para el desarrollo y el bienestar de las personas”. Durante el evento, y con el fin de aumentar y sensibilizar sobre el involucramiento de sus gobiernos regionales y locales, participaron el Municipio de Lima, el Gobierno Regional de Loreto, el Municipio Distrital de Comas, Periferia del Perú, el Distrito Municipio de Vice y el Municipio Distrital de La Brea, presentando buenas prácticas relacionadas con la biodiversidad. Para Rodrigo Perpétuo, secretario ejecutivo de ICLEI América del Sur, el espacio de diálogo que regala el evento potencializa y le da escala a la nueva estructura global de la biodiversidad post-2020. “Necesitamos cada vez más espacios de discusión”, dijo Perpétuo, “para que los gobiernos locales lleven sus aportes a las agendas internacionales, y especialmente al nuevo marco global post-2020”. El evento también brindó un espacio de conversación para que las ciudades presentes se sumen a la plataforma CitiesWithNature, que da visibilidad a las acciones de los gobiernos locales en relación a la protección de la naturaleza y la biodiversidad, promoviendo el intercambio de información y oportunidades entre sus miembros. Además, se invitó a las ciudades y organizaciones participantes a adherirse a la Declaración de Edimburgo, un documento de posicionamiento para los gobiernos subnacionales de todo el mundo con recomendaciones para negociar la agenda post-2020, siendo la principal recomendación el reconocimiento del papel crucial de los actores subnacionales en su implementación. Los próximos eventos de los Diálogos Multinivel se llevarán a cabo el 8 y 10 de junio para Brasil, y el 25 de junio para Colombia. ¡Sígalos!]]> 300460 0 0 0 <![CDATA[zema-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/zema-1-aspect-ratio-313-350.jpg Wed, 09 Jun 2021 16:55:07 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/zema-1-aspect-ratio-313-350.jpg 400871 300461 0 0 <![CDATA[zema-2]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/zema-2.jpg Wed, 09 Jun 2021 16:55:07 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/zema-2.jpg 400872 300461 0 0 <![CDATA[Minas Gerais se torna o primeiro estado da América Latina a aderir à campanha Race to Zero]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300461 Wed, 09 Jun 2021 16:55:07 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300461 O governador de Migas Gerais, Romeu Zema, e o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, assinaram o acordo nesta quarta-feira (9) para zerar a emissão líquida de gases de efeito estufa até 2050.   “A adesão de Minas reforça o compromisso em garantir o desenvolvimento econômico e sustentável. No Race to Zero, Minas Gerais se juntará a outros estados de diferentes países do mundo que já integram a campanha, como Califórnia, Nova York, Havaí e Washington, nos Estados Unidos; Catalunha, Madrid e Navarra, na Espanha. Há ainda estados da Suécia, Austrália, Reino Unido, Canadá, Alemanha e Bélgica”, disse Zema. [caption id="attachment_14771" align="alignnone" width="614"] Foto: Divulgação // Governo de Minas[/caption] Minas Gerais, associado ao ICLEI desde 2007, já está desenvolvendo ações para atrair investimentos no setor de energias renováveis, sendo o estado líder no Brasil em geração solar fotovoltaica, com 18% de toda a potência instalada no Brasil. Essa energia evita a emissão de 394 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano. No início de 2021, o estado também anunciou a instalação de uma fábrica de veículos elétricos e baterias que deve ajudar a eliminar a emissão de gases. “Será criado também o Fórum Mineiro de Energia e Mudanças Climáticas, que vai determinar medidas específicas para alcançar o Race To Zero até 2050. Também estão sendo elaborados projetos para análise na Assembleia criando a Lei de Enfrentamento a emergência climática”, destacou Zema. A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, afirmou que o ato desta quarta-feira se tornou um compromisso público do governo de Minas com o meio ambiente. “Hoje é um dia muito especial para Minas Gerais, pois é, de fato, um compromisso público do governo em um processo de descarbonização da nossa economia, chancelado e junto com o setor produtivo do estado de Minas Gerais. O governador tem nos dado a diretriz diária de construção do desenvolvimento econômico sustentável no nosso estado”, frisou a secretária. No mesmo evento foi assinado protocolo de intenções com a ONG SOS Mata Atlântica para conservação e restauração ecológica de áreas no Bioma Mata Atlântica em Minas Gerais.  Após a cerimônia, o Estado também assinou uma carta compromisso com a Aliança pela Ação Climática - ACA Brasil, coordenada pelo ICLEI América do Sul, o Instituto Clima e Sociedade, o CDP Latin America e o Centro Brasil no Clima, que busca adotar medidas sistematizadas para aumentar o apoio público no enfrentamento à crise climática, contribuindo para que os países cumpram com os compromissos firmados no Acordo de Paris. [caption id="" align="alignnone" width="615"] Foto: Divulgação // Governo de Minas[/caption] ICLEI  e o estado de Minas Gerais O estado de Minas Gerais associou-se ao ICLEI em 2007. Um ano antes, participou da II Conferência Internacional sobre Compras Verdes, realizada em Barcelona, na Espanha, onde foram apresentadas as práticas mundiais mais avançadas sobre compras públicas sustentáveis. Ainda em 2006, o estado participou do projeto-piloto denominado “Fomentando as Compras Públicas Sustentáveis no Brasil” que tinha dentre seus objetivos canalizar toda capacidade de conhecimentos para promover as compras públicas sustentáveis. Sobre a Race to Zero A campanha Race to Zero (ou “Corrida para Zero”, em português) é uma coalização de cidades comprometidas com a definição de metas de desenvolvimento sustentável baseadas na ciência e com a implementação de ações climáticas inclusivas e resilientes. Liderada pela presidência da COP26 e por organizações mundiais, a campanha global integra o esforço do Grupo Constituinte de Governos Locais e Autoridades Municipais (LGMA) da UNFCCC para potencializar o engajamento em torno da mudança para uma economia descarbonizada antes da COP26.]]> 300461 0 0 0 <![CDATA[leandro-parenti-ipcbvosfz4g-unsplash-1-scaled-e1623426234235-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/leandro-parenti-ipcbvosfz4g-unsplash-1-scaled-e1623426234235-aspect-ratio-313-350.jpg Wed, 02 Jun 2021 15:53:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/leandro-parenti-ipcbvosfz4g-unsplash-1-scaled-e1623426234235-aspect-ratio-313-350.jpg 400873 300462 0 0 <![CDATA[Prefeitura de Rosário apresenta o Projeto Bicicleta de Carga]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300462 Wed, 02 Jun 2021 15:53:59 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300462 A redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) é fundamental para desacelerar o aumento da temperatura global. As cidades são responsáveis ​​por 70% das emissões de GEE, o que mostra sua importância para a implementação de medidas sistêmicas que garantam a transição para um desenvolvimento sustentável e com baixas emissões. O Autonomy 2.0 é o primeiro evento global a promover debates sobre soluções para mobilidade urbana sustentável. O ICLEI é um dos parceiros institucionais do evento, assim como as cidades de Buenos Aires (Argentina) e Bogotá (Colômbia). O ICLEI e a Prefeitura de Rosário, junto com o Despacio e o Centro de Transporte e Logística do MIT, participaram para analisar e dialogar sobre como as cidades estão administrando o aumento das entregas urbanas. Nesse contexto, foram propostas soluções emergentes para reduzir as emissões de GEI na última milha e atender a demanda por entregas baseadas no e-commerce. A Prefeitura de Rosário falou sobre o Projeto Bicicleta de Carga para logística sustentável, iniciativa que atua em conjunto com o ICLEI no âmbito do Programa EcoLogistics. María Cantore, subsecretária de Meio Ambiente de Rosário, disse que é necessário dar visibilidade ao impacto da logística urbana, promovendo alternativas sustentáveis ​​para o setor comercial e de serviços. Além disso, afirmou que busca estimular o setor privado a adquirir veículos de baixa ou zero emissões, visando descarbonizar o setor de transporte de carga, que produz congestionamento e contaminação. O EcoLogistics é implementado pelo ICLEI na Argentina, Colômbia e Índia e visa contribuir para o desenho de medidas de mitigação para o transporte urbano, o desenvolvimento e posterior aplicação de ferramentas de autocontrole para medir as emissões, bem como a execução de projetos demonstrativos. É apoiado pelo Ministério Alemão do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU) por meio da Iniciativa Internacional do Clima (IKI).]]> 300462 0 0 0 <![CDATA[la-plata-imagem-prancheta-1-copia-9-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/la-plata-imagem-prancheta-1-copia-9-aspect-ratio-313-350.png Tue, 01 Jun 2021 21:37:26 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/la-plata-imagem-prancheta-1-copia-9-aspect-ratio-313-350.png 400874 300463 0 0 <![CDATA[Três cidades argentinas constroem visão para transição energética justa e sustentável até 2050]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300463 Tue, 01 Jun 2021 21:37:26 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300463 A análise da demanda presente e futura de energia é uma etapa fundamental para orientar a construção de ações relacionadas às energias renováveis e à eficiência energética e, desta forma, contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável. Entre os meses de abril e maio, os municípios de Avellaneda, Rosário e La Plata, na Argentina, realizaram a Oficina de Visão para 2050, com a intenção de elaborar projeções de cenários para o futuro das cidades e oferecer inspiração aos atores envolvidos no processo, estabelecendo uma base para a ação concreta nos territórios em relação à transição energética. Organizada com o apoio do ICLEI, as oficinas marcaram o início do desenvolvimento dos Roteiros para Energias 100% Renováveis dos municípios. Durante o encontro, foram apresentadas as linhas de base das cidades, reunindo informações sobre o estado atual do sistema energético, a composição da matriz energética, as formas de geração e distribuição de energia, bem como a composição da demanda atual, a projeção da demanda futura e um estudo do potencial de geração de energia renovável. Os dados foram levantados pelas prefeituras, com o apoio do ICLEI. Acesse aqui os Reportes de Estado Inicial de Avellaneda, Rosário e La Plata (em espanhol). Além disso, foi desenvolvido um estudo sobre o panorama energético nacional, sintetizado no relatório de Análise de Cenário Energético da Argentina (em espanhol). Avellaneda Escolhida como cidade-modelo do projeto 100% Energias Renováveis na Argentina, Avellaneda realizou sua oficina de visão no dia 28 de abril. Ela contou com a presença do prefeito de Avellaneda, Dionisio Scarpin, do secretário de Desenvolvimento Ecossistêmico e Mudanças Climáticas do Governo da Província de Santa Fé, Jorge Caminos, e da representante da Diretoria de Energias Renováveis ​​do Ministério da Economia argentino, Gabriela Rijter, além de integrantes do Grupo de Trabalho Local do projeto. Reunido com sua equipe, o prefeito Dionisio Scarpin afirmou que a participação no projeto é uma oportunidade única para a cidade promover um uso mais eficiente da energia. “Para além dos resultados, o mais importante é conseguir uma transformação cultural, de hábito, da forma como queremos viver na nossa cidade. Às vezes esse é o ponto mais difícil, mas também o mais necessário para termos sucesso nessa jornada”, refletiu Scarpin. A transição energética, portanto, deve ser enxergada para além da transformação nas tecnologias utilizadas para a geração e distribuição de energia - para que ela seja limpa e acessível a todas e todos -, mas também é fundamental envolver neste processo uma profunda reflexão sobre a demanda e uso da energia em si,  com o fim de diminuir a demanda futura por energia e racionalizar as medidas de transição. Além disso, a eficientização dos sistemas energéticos torna mais acessível e menos custosa a manutenção de níveis adequados de qualidade de vida a todos os cidadãos. O prefeito ressaltou a importância de o projeto ser apropriado pelas diversas esferas de atores locais. “É fundamental dedicarmos tempo a pensar e imaginar a Avellaneda de 2050. Esses sonhos nos permitirão elaborar os diferentes passos a serem dados nos próximos anos para atingirmos os objetivos de 100% de energias renováveis, nos fortalecendo como modelo para a nossa região e nosso país.” De acordo com a legislação argentina, o uso de energia elétrica via fontes renováveis deve atingir 20% da demanda total até 2025. “Nesse sentido, os últimos anos foram alentadores”, apontou Rijter, ressaltando que 122 projetos de energia renovável estão em operação no país, em todas as 23 províncias - Santa Fé possui quatro dessas iniciativas, sendo uma em Avellaneda. “Queremos acompanhar de perto um projeto tão inovador e ambicioso como este que ocorre em Avellaneda.” Ao estabelecer metas de implementação e uso de fontes de energias renováveis, os governos locais participantes do projeto buscam uma mudança fundamental para a diminuição de emissão de gases de efeito estufa e o aumento da resiliência em seus territórios. Além disso, contribuem com os objetivos estratégicos do país e, particularmente, com as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) da Argentina, fortalecendo os compromissos internacionais assumidos pelo país em termos de redução de emissões. Diagnóstico local A oficina apresentou um diagnóstico do cenário energético de Avellaneda nos últimos anos, elaborado pelo Grupo de Trabalho Local (GTL) da cidade, com apoio de Marco Massacesi, consultor técnico do projeto. Em relação ao consumo de energia, em 2016 a média da cidade era de 100 GWh, sendo as grandes indústrias responsáveis por mais da metade (56%) desse número.  A Dra. Annette Steingrube, do Fraunhofer Institute for Solar Energy Systems (ISE), falou sobre a  importância de se construir um modelo para o sistema energético de Avellaneda. Trata-se de um modelo matemático, em que são inseridos dados locais para projetar a demanda em 2050 e analisar a composição ideal da matriz energética renovável da cidade para cumprir com as necessidades futuras. Os modelos partem da linha de base traçada pelo GTL para considerar cenários futuros de geração de energia renovável. A Dra. Steingrube apresentou os parâmetros, considerações e dados de entrada do modelo, além de seus resultados preliminares.  De acordo com Steingrube, a cidade possui um alto potencial para produção de biogás a partir de dejetos gerados em granjas de frango e de instalação de usinas fotovoltaicas e eólicas em campos abertos onde existem pastagens. Porém, o balanço adequado no uso dessas soluções no atendimento à demanda energética depende dos custos de combustível e do custo de desenvolvimento de tecnologias.  Justiça e transição energética A transição energética é um processo de longo prazo, resultado de acordos institucionais, tecnológicos, sociais e ambientais. Essa é a opinião da Dra. Rita Lambert, professora da University College London, que apresentou os princípios fundamentais relacionados à concepção de transições de energia e as lições que podem ser aprendidas com as comunidades não alcançadas pela rede energética tradicional. “É importante reconhecer todos e todas que fazem parte desse sistema, avaliando os benefícios e danos desse processo e os componentes chave para garantir que essas transições sejam mais sustentáveis e justas. É preciso considerar a justiça como algo fundamental para a transição energética. Uma transição injusta não é sustentável”, afirma a professora. Ela compartilhou as reflexões obtidas no projeto de pesquisa GEMDev (Modelos Energéticos para o Desenvolvimento Urbano Equitativo no Sul Global), que contribui para a tomada inclusiva de decisões que estabeleçam um sistema energético sustentável, seguro e acessível, vinculado à moradia digna para todos. Devido ao fato das cidades do sul global crescerem principalmente através de processos informais, é fundamental que se considere as desigualdades e as práticas cotidianas de assentamentos informais para a elaboração de uma transição energética sustentável e justa.  “Quando falamos sobre esse tema, devem ser levadas em consideração as relações com outros sistemas, como habitação ou planejamento urbano. A reconfiguração do espaço tem consequências no consumo de energia, nas relações sociais, nas oportunidades de trabalho, no conforto térmico, na cultura. Requer repensar o tipo de cidade que está sendo construída em nome do progresso”, aponta Lambert. Cidade centrada no bem-estar Presente na abertura do encontro, o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, reforçou a inspiração que Avellaneda está oferecendo não apenas para os municípios argentinos, mas também para todas as cidades do sul global. “Projetos inovadores de transição energética nos dão a oportunidade de escalar e fortalecer a corrida rumo à neutralidade de carbono. A liderança de Avellaneda e o envolvimento de atores multiníveis, somados à participação da sociedade civil e da academia, conferem legitimidade e qualidade a este processo de transformação”, observou. Diretora do ICLEI Argentina, Maria Julia Reyna destacou o papel de Avellaneda como cidade modelo do 100%RE no país. “Esta é uma enorme oportunidade de alinhar esforços, com um diálogo entre diferentes atores. A governança é o modo de construção de uma cidade centrada no bem estar e desenvolvimento sustentável.” Visão 2050 - Avellaneda A segunda etapa da oficina ofereceu um momento para os atores envolvidos no processo de transição energética de Avellaneda considerarem os princípios que serão incluídos no Roteiro da cidade. Entre os sonhos a serem concretizados em curto prazo, foram elencados a participação das juventudes em questões climáticas e a descentralização do sistema energético; para o médio prazo, constam a aplicação de eficiência energética na oferta e demanda de energia, além de um maior incentivo ao uso de energias limpas; já no longo prazo, é esperado que se considerem os recursos energéticos como um insumo local, ao invés de uma commodity, e gerar energia a partir de todos os resíduos produzidos no território. Acesse aqui o Informe de Estado Inicial de Avellaneda (em espanhol), documento que descreve o estado da energia na cidade como ponto de partida para planejar o respectivo Roteiro para um horizonte de 100% ER. Visão 2050 - Rosário  No dia 13 de maio, foi a vez de Rosário realizar sua Oficina de Visão 2050, reunindo os atores locais para sonhar com uma cidade que chegue ao ano de 2050 mais resiliente e sustentável. Entre os participantes da sessão estavam Diego Leone, secretário de Meio Ambiente e Espaço Público de Rosário; Gabriela Ritjer, Dirección de Energías Renovables, da Direção Nacional de Geração Elétrica da, Secretaria de Energia do Ministério da Economia; Jorge Caminos, Secretário de Desenvolvimento Ecossistêmico e Mudança Climática de Santa Fé, além de Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, e Maria Julia Reyna, diretora do ICLEI Argentina. “Em Rosário temos o costume de trabalhar transversalmente em todas as questões ambientais e energéticas, como foi feito na elaboração do nosso Plano de Ação Climática”, declarou Diego Leone. “Agradecemos a oportunidade de trabalhar com o ICLEI para que nossa cidade tenha um projeto claro e conciso sobre energia renovável”. Representando a coordenação técnica da Subsecretaria de Meio Ambiente, Daniela Mastrangelo aposta na criação de um modelo descentralizado de distribuição de energia até 2050, no qual todos possam gerar sua própria energia. “No entanto, a transição energética não se trata apenas de facilitar o acesso a fontes de energia renováveis, mas também de repensar a forma como as usamos. É vital questionar o alto consumo de energia e esse é um grande desafio cultural”, refletiu. Entre os sonhos elencados pelos participantes estão a implementação da geração distribuída, incluindo planos de financiamento de acesso, e a criação de estratégias para garantir uma mobilidade sustentável.  Visão 2050 - La Plata Já no dia 17 de maio, a Oficina de Visão 2050 aconteceu em La Plata. O encontro ajudou a cidade a dar seu primeiro passo na construção da uma visão compartilhada para o desenvolvimento de 100% Energias Renováveis até o ano 2050, sendo um espaço colaborativo para o avanço da transição energética da cidade. Além de Maria Julia Reyna e Gabriela Rijter, o encontro contou com a participação do diretor geral de Atração de Investimentos e Relações Internacionais do município, Gustavo Kienzelmann, e de Mercedes Fino, do Organismo para o Desenvolvimento Sustentável de Buenos Aires. Kienzelmann agradeceu a participação e colaboração dos presentes. “Estamos convencidos e queremos que La Plata assuma o compromisso relacionado com a transição energética e a possível busca pela neutralidade de carbono. Tanto no país como na região, acreditamos que existem condições para avançar.” Os atores locais envolvidos neste processo puderam sonhar com uma La Plata mais resiliente e sustentável em 2050, com diversificação da matriz energética e planejamento estratégico participativo.]]> 300463 0 0 0 <![CDATA[getty-images-pro-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/getty-images-pro-aspect-ratio-313-350.png Mon, 17 May 2021 12:32:45 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/getty-images-pro-aspect-ratio-313-350.png 400875 300464 0 0 <![CDATA[getty-images-pro-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/getty-images-pro-copia.png Mon, 17 May 2021 12:32:45 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/getty-images-pro-copia.png 400876 300464 0 0 <![CDATA[Semana do Clima 2021 potencializa ambição climática dos governos locais na América Latina e no Caribe]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300464 Mon, 17 May 2021 12:32:45 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300464 Realizada de 11 a 14 de maio e organizada pelo Governo da República Dominicana, a Semana do Clima da América Latina e do Caribe 2021 reuniu mais de 5 mil participantes de todo o mundo e realizou diversos painéis para discutir as ações climáticas dos governos da região.  A intensa participação dos governos subnacionais durante a conferência garantiu que vozes da América Latina e do Caribe estarão representadas na COP26. Confira como foi a participação de representantes da Rede ICLEI em três painéis do evento: Experiências da região para fortalecer a discussão sobre governança multinível  A primeira sessão deste painel reuniu atores para compartilhar experiências relacionadas à governança multinível em ações climáticas, como as NDC, NAP e LTS, e também destacou experiências e boas práticas de ações efetivas de implementação das NDCs a partir de planos setoriais e subnacionais.  Secretária executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, estado brasileiro associado ao ICLEI desde 2019, Inamara Melo, relatou os avanços que a ambição climática está trazendo para a região, considerada uma das mais vulneráveis à mudança do clima do país. “Desde 2010 temos uma política climática. Produzimos ainda em 2011 um plano estadual de enfrentamento à mudança climática. Depois da realização do nosso Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), traçamos metas claras e alcançamos maior maturidade com a agenda do clima para termos objetivos reais e factíveis, adaptados à nossa realidade.” Melo acredita que uma articulação nacional é importante, mas os governos subnacionais podem e devem agir para buscar estratégias para implementar compromissos pactuados. “Em nível nacional, o Brasil possui sua política do clima. Os estados brasileiros têm papel importante no sentido de aprimorar nossa compreensão sobre o papel dos governos nacionais no cumprimento das NDCs.” Gerente de Serviços e Gestão Ambiental de Lima, capital do Peru (associada ao ICLEI desde 2018), Ximena Giraldo apresentou as linhas de ação do plano climático da cidade, que pretende reduzir em 30% as emissões do território até 2030. “A governança multinível é fundamental para uma agenda articulada de trabalho e para que possamos avançar nas ações do plano local de forma efetiva”, aponta.  Para ela, os governos locais são fundamentais para que se alcancem os objetivos nacionais. “Eles podem ser articuladores, chegando em atores que os governos nacionais talvez não cheguem, fazendo este trabalho conjunto e coordenado.” Diretora de Mudança Climática do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Argentina, Florencia Mitchell endossa a afirmação de que o cumprimento das ações previstas nas NDCs dependem das ações locais e de uma governança multinível. “Existem redes de trabalho de governos locais que estão trabalhando em articulação com as províncias. Os desafios são encontrar sinergias e assegurar essa articulação e complementaridade e também identificar quais estão ampliando as medidas, qual a diferença entre cada uma, etc. A forma de monitorar as medidas é um grande desafio para saber qual é o resultado final.” Ela enxerga a governança multinível não como um resultado, mas sim como um processo. “São muitas as oportunidades que podem ser geradas a partir da definição de uma política climática que aborde não apenas o enfrentamento da mudança do clima, mas também a criação de estratégias de desenvolvimento sustentável.” Na segunda sessão foram destacadas iniciativas concretas desenvolvidas em diferentes níveis de governos subnacionais na região, buscando fortalecer a ação local no cumprimento das NDCs. “Sabemos que há um efeito multiplicador da ação climática subnacional, que pode gerar mais ambição em nível nacional e também gerar exemplos concretos a serem seguidos por outras regiões”, reflete o coordenador de Governos Subnacionais para a Ação Climática da Presidência da COP25, realizada no Chile, Jordan Harris. “A liderança dos governos locais serve como exemplo de que cada vez mais esses governos devem estar envolvidos no processo de planejamento climático.” A prefeita de Montevidéu (Uruguai), Carolina Cossé, elencou ações em prol do meio ambiente como a iniciativa Montevidéu Mais Verde, que realiza o tratamento diferenciado de resíduos, buscando novas oportunidades de reciclagem; a proteção da zona costeira e dos recursos hídricos da cidade, associada ao ICLEI desde 2007; a criação de um sistema de produção agroecológico e de um projeto de alimentação saudável. “Montevidéu tem um forte compromisso com a agenda de mudança climática”, ressalta. O prefeito de Cuenca (Equador), Pedro Palacios, afirmou que a crise  climática não é uma expectativa e sim uma realidade. “Dentro do nosso sistema de manejo de resíduos temos feito produção de energia elétrica através de turbinas. Isso permite que façamos uma geração de energia elétrica que se conecta à rede pública de forma mais sustentável”, aponta o prefeito. A cidade também investe na reciclagem do plástico - que representa 12% do lixo total da cidade, gerando com este material equipamentos públicos para parques. Associada ao ICLEI desde 2016, Cuenca também possui um projeto, chamado Bosques de Ribera, para evitar que componentes químicos atinjam o rio da cidade. “O papel das cidades para responder à crise climática é essencial”, começa Gonzalo Muñoz, High-Level Champion da COP25, que destaca a centralidade que a ciência e a resiliência devem cumprir neste debate. “Esses componentes adquiriram uma força adicional, que nos permite avançar de forma muito mais concreta com a agenda climática: a ciência como elemento que devemos escutar, entender e refletir; e a resiliência como ferramenta para ser incorporada em todas as nossas ações.” "Oportunidades de transformação: entornos urbanos" O painel abordou políticas para a transformação de mercados, mudança de comportamento e desenvolvimento tecnológico.  “A COP26  é um chamado à ação, à implementação e ao aumento do compromisso e da ambição. Muitas cidades na região da América do Sul já estão formulando estratégias para implementar medidas de adaptação e mitigação climática”, pontua o secretário executivo do ICLEI América do Sul e moderador do painel, organizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), Rodrigo Perpétuo. Especialista do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia, Marja Edelman, apresentou o que é considerada a maior coalizão de governos locais na luta contra a crise climática. “Juntos, os Planos de Ação Climática desses governos locais têm o potencial de reduzir até 1,4 gigatons de gases de efeito estufa por ano até 2030”, observa. O secretário de Mudança Climática, Desenvolvimento Sustentável e Inovação do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Argentina, Rodrigo Rodriguez Tornquist, compartilha que em Glasgow, sede da COP26, o país apresentará uma nova NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) 27,7% mais ambiciosa. “Isso vai requerer esforço, ainda mais no cenário pandêmico atual e seus impactos econômicos. Por isso, essa NDC não será mais um documento setorial e, sim, uma política de reativação econômica orientada a ser um plano nacional de desenvolvimento, que integra a ação climática no centro das políticas.” O painel colocou a questão climática no centro das estratégias com perspectiva de elevar a ambição, fazendo com que seja elemento central das políticas de desenvolvimento. Também gerou capacidades técnicas e fomentou a atuação das autoridades locais, envolvendo todos os níveis de governo, além de setor privado, academia, sociedade civil e representação de minorias. “Ação climática e desenvolvimento resiliente nos governos subnacionais da América Latina e do Caribe” Organizada pelo ICLEI América do Sul, ao lado do ICLEI México, Centroamérica e Caribe, e da Prefeitura do Rio de Janeiro, a sessão reuniu representantes de governos locais da América Latina e do Caribe para trocar e discutir ações para construir resiliência urbana e se adaptar à crise climática.  Representantes da Argentina, Brasil, Caribe e México compartilharam as soluções encontradas para desafios comuns que enfrentam, relacionados à infraestrutura, comunicação e ao setor de energia. A sessão ressaltou a importância da colaboração no enfrentamento aos desafios climáticos, em especial naqueles relacionados à resiliência. Subsecretaria de Ambiente e Espaço Público de Rosário, Maria Cantore expôs como a cidade argentina está enfrentando os desafios relacionados à crise climática, como a produção sustentável de alimentos e o Plano Local de Ação Climática.  Rosário também participa do projeto 100% Energias Renováveis, que está construindo, através de um processo participativo, um roteiro para que a cidade atinja a transição energética. “Precisamos de mais colaboração regional, com cidades e governos subnacionais da América Latina e do mundo. Trabalhar em redes de governos como o ICLEI é importante para nós aprendermos uns com os outros, trocando experiências e buscando a mudança que precisamos”, afirma Cantore.    Veja e reveja o evento quanto quiser No total, foram mais de 100 horas de conferência virtual. As sessões estão disponíveis na íntegra no site oficial da LACCW 2021.]]> 300464 0 0 0 <![CDATA[fernando-brasil-dvjz-igcmn8-unsplash-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/fernando-brasil-dvjz-igcmn8-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg Wed, 26 May 2021 12:52:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/fernando-brasil-dvjz-igcmn8-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg 400877 300465 0 0 <![CDATA[fernando-brasil-dvjz-igcmn8-unsplash-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/fernando-brasil-dvjz-igcmn8-unsplash-copia.jpg Wed, 26 May 2021 12:52:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/fernando-brasil-dvjz-igcmn8-unsplash-copia.jpg 400878 300465 0 0 <![CDATA[ICLEI e CLP firmam parceria para aprimorar a formação de lideranças públicas no Brasil]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300465 Wed, 26 May 2021 12:52:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300465 Com a intenção de aprimorar a formação de lideranças públicas brasileiras na defesa do meio ambiente e do desenvolvimento urbano sustentável o ICLEI América do Sul lança uma nova parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), organização que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Para marcar a aproximação, as organizações realizaram, no marco do Dia Internacional da Biodiversidade (celebrado em 22 de maio), o evento “O papel das lideranças públicas para a preservação da biodiversidade”, que discutiu a necessidade dos governos locais do país olharem com mais ambição para a agenda de biodiversidade. Em sua fala de abertura, o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, citou a gravidade da perda de biodiversidade e da degradação dos serviços ecossistêmicos que acomete o mundo. Segundo o relatório Planeta Vivo, publicado pela WWF em 2018, nas últimas quatro décadas, populações de mamíferos, aves, répteis e peixes declinaram cerca de 60%. “Não vamos reverter a perda se não tivermos lideranças públicas com visão e capacidade de tomar as medidas necessárias para isso”, afirmou Perpétuo, ressaltando a importância simbólica e programática da parceria lançada durante o evento. "Essa união pretende impulsionar o desenvolvimento de ações formativas que acreditamos serem um caminho efetivo de enfrentamento à crise climática que se impõe atualmente." O Head de Educação do CLP, Humberto Dantas, acredita que a agenda de sustentabilidade deve ser enxergada de maneira universal e não ideológica. “O que nasce aqui é a junção de duas organizações que carregam uma preocupação essencial em relação ao futuro da humanidade. Queremos trazer isso para o centro do debate a partir da formação de lideranças comprometidas e no impacto que elas têm em suas realidades”, observou.  O Ranking de Competitividade dos Estados, lançado pelo CLP em 2011, é um instrumento que ajuda gestores a compreenderem melhor o país e o estado onde vivem, apoiando-os nas tomadas de decisão. Em 2020, o CLP replicou essa ferramenta para analisar a competitividade de 405 cidades brasileiras, todas com mais de 80 mil habitantes. Em 2021, esse levantamento municipal ganhará camadas de análise a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e dos critérios ESG (Environmental, Social and Governance). “Isso significa que a competitividade abraça a causa ambiental”, afirmou Perpétuo. “É fundamental um olhar para o Ranking relacionado com os marcos globais de sustentabilidade, estimulando a aliança entre desenvolvimento econômico e preservação da natureza.” Representante da Rede de Líderes de Meio Ambiente do CLP, Heloísa Fagundes, comemorou a potência da aproximação das organizações. “A questão ambiental é complexa e deve ser abordada de maneira transversal nos municípios. Através de nossa rede de líderes que atuam em todas as regiões do Brasil, trocando experiências nessa área, vejo muita potência nesta nova parceria”, apostou. “É cada vez mais importante nos unirmos para criar políticas públicas municipais escaláveis que protejam o meio ambiente.” Preservar a biodiversidade tem um potencial enorme para estimular um desenvolvimento econômico e social que integre os territórios. Essa é a opinião da gerente de Biodiversidade e Desenvolvimento Circular do ICLEI América do Sul, Sophia Picarelli. “Falar de biodiversidade é falar de água, alimento, saúde, bem-estar, de tudo o que temos para poder viver e existir nesse planeta. Precisamos otimizar a nossa inteligência no uso da biodiversidade, principalmente no Brasil”, defendeu.  Reforçar esse entendimento em lideranças públicas é crucial para que o novo marco pós-2020 da biodiversidade, que será adotado após a COP15 de Biodiversidade, a ser realizada em outubro deste ano na China, possa ser adotado por diferentes setores e atores da sociedade. “É preciso mostrar como a biodiversidade é a base de setores como transportes, energia, saúde e educação e deve ser incorporada como um critério fundamental de decisão, buscando caminhos de desenvolvimento que impactem cada vez menos o equilíbrio do planeta”, afirmou Picarelli. O encontro contou também com a participação do secretário do Clima de Niterói (RJ), Luciano Paez. Associada ao ICLEI desde 2017, a cidade é uma das referências da Rede por suas ambiciosas ações climáticas, entre elas a criação de uma Secretaria do Clima e a participação no Programa de Aceleração de Unidades de Conservação do ICLEI América do Sul.  O secretário elencou algumas ações que o órgão está colocando em prática como a capacitação de juventudes em mudança do clima; um programa de neutralização de carbono em uma comunidade, uma escola e um hospital da cidade; a elaboração de um plano de resiliência, adaptação e mitigação às mudanças do clima; e a realização do 1º Fórum de Mudanças Climáticas de Niterói, que reunirá diversos atores da cidade para discutir sobre a política climática municipal, entre outros. O encontro também foi uma oportunidade de conexão para as redes do ICLEI América do Sul e do CLP, proporcionando trocas e oferecendo apoio para acelerar a implementação de soluções inovadoras na gestão pública. Encerrando o evento, o mediador Dal Marcondes, diretor da Agência Envolverde e membro do conselho consultivo do ICLEI América do Sul, qualificou como “sensacional” a parceria recém lançada, que fará o ICLEI “ampliar o alcance da sua expertise, conhecimento e capacidade de trabalhar parcerias em gestão pública”.]]> 300465 0 0 0 <![CDATA[mike-swigunski-tygzvg-ozh4-unsplash-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/mike-swigunski-tygzvg-ozh4-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg Wed, 09 Jun 2021 12:16:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/mike-swigunski-tygzvg-ozh4-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg 400879 300466 0 0 <![CDATA[mike-swigunski-tygzvg-ozh4-unsplash]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/mike-swigunski-tygzvg-ozh4-unsplash.jpg Wed, 09 Jun 2021 12:16:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/mike-swigunski-tygzvg-ozh4-unsplash.jpg 400880 300466 0 0 <![CDATA[Encontro do Fórum CB27 aborda Planos de Desenvolvimento Sustentável]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300466 Wed, 09 Jun 2021 12:16:04 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300466 Com o Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a, até 2025, liberar 37% a menos de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera em relação aos índices de 2005. Para 2030, o compromisso do país é reduzir em até 43% essas emissões. Para que essa meta seja alcançada, muitas ações e compromissos precisam ser definidos.  Pensando em um futuro com menos emissões, mais de 100 cidades brasileiras estão comprometidas com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM), em que as signatárias dispõem-se a elaborar Planos de Ação Climática que construam uma trajetória acelerada de redução de emissões de GEE.   Nesse sentido - e em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente -, o Fórum CB27, com o apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) no Brasil, do ICLEI América do Sul, da Aliança pela Ação Climática - ACA Brasil, do Centro Brasil no Clima, do Grupo de Cidades C40 e da Embaixada Britânica, realizou no último dia 10 de junho uma inédita discussão sobre Planos de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática das capitais brasileiras e como as cidades estão traçando metas e alianças para a sua implementação.  Simon Wood, cônsul do Reino Unido no Rio de Janeiro, destacou a importância das capitais tirarem o Acordo de Paris do papel. “Como presidência da COP26 o Reino Unido tem consciência da responsabilidade que possui, por isso estamos empenhados em ouvir todas as partes interessadas e trazer o debate sobre financiamento climático como pauta.” Wood ainda ressaltou a importância da apresentação dos planos das capitais brasileiras: “O encontro de hoje nos dá orgulho, pois sabemos que apoiamos na elaboração de planos de ação climática em quatro capitais brasileiras, em parceria com o C40 Cities e o ICLEI América do Sul. Essas ações se tornam referência e exemplos para que outras cidades possam entrar na corrida para zerar as emissões de gases de efeito estufa.” Durante o encontro, quatro capitais apresentaram seus Planos de Desenvolvimento Sustentável e de Ação Climática e Metas Climáticas. Rio de Janeiro O primeiro passo da cidade foi o mapeamento de emissões através do Inventário de GEE, no qual se constatou que os principais setores de emissão eram transporte, energia estacionária e resíduos. A partir disso, foram elaborados três cenários de mitigação, com diferentes níveis de ambição. A rota para 2030 envolve ações como aumento da eficiência energética, reciclagem de resíduos sólidos, mudanças no uso de combustíveis e nos modais de transportes.  São Paulo O Inventário de GEE e o Plano de Ação foram elaborados em agosto de 2020 e contaram com consulta à sociedade civil. Os principais objetivos são neutralizar as emissões de GEE até 2050 e adaptar a cidade para os impactos da emergência climática.  Recife O Plano Local de Ação Climática (PLAC) foi elaborado no final de 2020, dando continuidade a uma sequência de ações que o município iniciou em 2013, quando foi escolhido como cidade modelo do Urban-LEDS, em parceria com o ICLEI. Os principais objetivos são reduzir as emissões e tornar Recife uma cidade neutra até 2050, por meio do lançamento do programa Eco Recife.  Salvador O Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (PMAMC) foi concluído em janeiro de 2021. O plano é dividido em quatro eixos estratégicos: Salvador Inclusiva; Verde-azul; Resiliente e Baixo Carbono. São 57 propostas de ações de curto, médio e longo prazo relacionadas à mitigação e à adaptação climática, tendo como horizontes os anos de 2024, 2032 e 2049. Para 2024, por exemplo, a meta geral de mitigação é reduzir em 15% as emissões de GEE em relação a 2018.   Durante o evento, o Fórum CB27 também aderiu à ACA Brasil. Para Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, a adesão do CB27 à aliança climpatica significa uma grande oportunidade para que as capitais e outras cidades trabalhem com metas e ações conjuntas a favor da ambição climática local. “É importante fazer com que o movimento chegue na população e atinja outros níveis de governo, sobretudo o governo federal.”]]> 300466 0 0 0 <![CDATA[daniel-vargas-csn2lczqgws-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/daniel-vargas-csn2lczqgws-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled.jpg Fri, 11 Jun 2021 15:29:21 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/daniel-vargas-csn2lczqgws-unsplash-scaled-aspect-ratio-313-350-1-scaled.jpg 400881 300467 0 0 <![CDATA[daniel-vargas-csn2lczqgws-unsplash-scaled]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/daniel-vargas-csn2lczqgws-unsplash-scaled.jpg Fri, 11 Jun 2021 15:29:21 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/daniel-vargas-csn2lczqgws-unsplash-scaled.jpg 400882 300467 0 0 <![CDATA[Governos locais da América do Sul unidos pela ação climática]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300467 Fri, 11 Jun 2021 15:29:21 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300467 No dia 5 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas com o objetivo de destacar a importância da proteção ambiental e como isso afeta o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento econômico do mundo. Em 2021, esta data marca também o início oficial da Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas (2021 - 2030), que tem como objetivo aumentar os esforços da recuperação dos ecossistemas degradados, favorecendo a adoção de medidas para combater a crise climática, alimentar, hídrica e a perda de biodiversidade. As cidades são responsáveis por 70% das emissão de gases de efeito estufa. É também no nível local que as diretrizes nacionais e internacionais convergem nas ações públicas. Nesse sentido, os governos locais exercem um papel fundamental na preservação e restauração do planeta. De acordo com o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, “ o Dia do Meio Ambiente está aí para nos lembrar que há uma perda sem precedentes de biodiversidade. Há uma crise climática que se torna talvez o desafio contemporâneo mais importante que devemos enfrentar, mesmo que tenhamos uma pandemia. Essa é a dimensão da crise, ela permeia todos os âmbitos de ação da sociedade contemporânea, e exige uma nova forma de pensar as cidades e gerenciá-las”. Ação climática dos Governos Locais da América do Sul Com o objetivo de somar esforços de várias frentes locais para seguir no combate à emergência climática na região, no dia 8 de junho foi realizada uma nova reunião de Ação Climática dos Governos Locais da América do Sul, liderada por representantes da Mercociudades e do ICLEI América do Sul. A ocasião foi uma oportunidade para, a partir da sinergia entre Mercociudades, ICLEI América do Sul e o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia, ampliar conhecimentos para formar opiniões esclarecidas e condutas responsáveis das pessoas, empresas e comunidades no tema da preservação e restauração do meio ambiente. O evento contou com a participação de atores de toda a região que, por meio de um processo de articulação desenvolvido nos últimos meses, puderam conhecer as ações conjuntas do ICLEI e Mercociudades em referência à iniciativa do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia. Um dos maiores consensos observados é o da necessidade de tomar uma ação climática imediata, segundo o que os participantes descreveram como uma "urgência" para a qual há "uma última chance de corrigir o rumo". Os governos locais, conforme evidenciado, têm uma radiografia clara dos desafios que enfrentam em termos de emergências climáticas, além de um compromisso reiterado de cumprir os Acordos de Paris. Seguindo a lógica de “para problemas globais, soluções locais”, o evento contou com diversas apresentações curtas que buscaram ilustrar uma série de ações e iniciativas que podem fortalecer a ação climática dos municípios da região. Marcela Petrantonio, secretária executiva da Mercociudades, destacou a “importância de gerar um espaço de transição para um novo modelo de desenvolvimento com visão regional”, tendo em conta as condições atuais do planeta, incluindo a pandemia da Covid-19, que tem afetado de tantas maneiras a vida das pessoas e que nos obrigou a pensar de forma diferente sobre os nossos problemas. Jorge Rodríguez, coordenador da Secretaria Técnica Permanente da Mercociudades, também destacou entre as possibilidades da “Cooperação Sul em matéria climática” a necessidade de que as questões ambientais sejam transversais aos esforços políticos da região, dada a grande necessidade de trabalhar em equipe para obter resultados nesta luta que “depende de todos nós”. "A única maneira de avançar nisso", disse Rodríguez, "é avançar nas redes." Durante o evento também houve a possibilidade de refletir sobre o papel da cooperação por eixos descentralizados dos países na agenda climática para buscar influência global a partir dos níveis locais. Também houve tempo para compartilhar experiências sobre compromissos e contribuições dos governos locais e regionais, no esforço de promover a articulação entre as redes. “Este Dia Mundial do Meio Ambiente exige que pensemos na reconciliação entre cidade e natureza, entre cidade e biodiversidade, colocando as lentes na ação climática”, disse Rodrigo Perpétuo de forma conclusiva. “Temos orgulho de ser esta a região com mais cidades comprometidas com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia. Estamos configurando um movimento com escala e qualidade que coloca a América do Sul como região referência em ação climática.”]]> 300467 0 0 0 <![CDATA[datingjungle-oz8uplt-xys-unsplash-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/datingjungle-oz8uplt-xys-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 11 Jun 2021 19:34:18 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/datingjungle-oz8uplt-xys-unsplash-aspect-ratio-313-350.jpg 400883 300468 0 0 <![CDATA[datingjungle-oz8uplt-xys-unsplash-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/datingjungle-oz8uplt-xys-unsplash-copia.jpg Fri, 11 Jun 2021 19:34:18 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/datingjungle-oz8uplt-xys-unsplash-copia.jpg 400884 300468 0 0 <![CDATA[Pernambuco adere à Declaração de Edimburgo; entenda o que isso significa]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300468 Fri, 11 Jun 2021 19:34:18 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300468 Nesta quinta-feira (10 de junho), o estado de Pernambuco se tornou o primeiro governo subnacional do Brasil a aderir à Declaração de Edimburgo, documento de posicionamento dos governos locais de todo o mundo em contribuição à negociação do Novo Marco Global para a Biodiversidade Pós-2020, que será adotado durante a realização da 15ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), a COP15, em outubro de 2021, na China. O anúncio foi feito pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado e enviado especial do Comitê Executivo Global do ICLEI para América Latina, Geraldo Julio, durante o evento "Integração Biodiversidade e Negócios no nível estadual", que discutiu o papel dos governos subnacionais e do setor privado na conservação da biodiversidade. “Convido a todos os municípios e estados brasileiros, além dos países da América Latina, para que promovam a adesão à Declaração de Edimburgo, fortalecendo a posição dos governos locais e o compromisso com a agenda de biodiversidade e com o futuro do planeta”, declara Geraldo Julio. [caption id="attachment_15043" align="alignnone" width="600"] Enviado especial do ICLEI para a América Latina, Geraldo Julio anuncia adesão de Pernambuco à Declaração de Edimburgo[/caption] A Declaração reforça o papel fundamental dos atores subnacionais como catalisadores de mudanças transformadoras necessárias nos seus territórios, com um compromisso ambicioso, prático e responsável, de apoio à conservação da biodiversidade, à recuperação dos ecossistemas e à sua utilização sustentável. A Declaração de Edimburgo Iniciativa do Governo da Escócia em parceria com diversas organizações internacionais, dentre elas o ICLEI, a Declaração de Edimburgo foi construída através de um movimento participativo e busca expressar anseios, contribuições, demandas e compromissos comuns dos governos locais de todo o mundo na adoção e implementação da agenda pós-2020.  A Declaração é um instrumento de projeção local e internacional do comprometimento do governo subnacional signatário com a proteção da biodiversidade. Além disso, é um apelo coletivo ao reconhecimento da importância dos governos locais na participação da construção e implementação dos compromissos a serem assumidos pelos governos nacionais durante a COP15, reforçando o papel fundamental que estes governos já desempenham na proteção da biodiversidade e nas relativas ações de planejamento, execução e acompanhamento. O impacto do reconhecimento pleiteado pelos governos subnacionais através da Declaração de Edimburgo poderá desbloquear e ampliar os recursos necessários para a implementação da agenda pós-2020 no âmbito local, seja através de um maior apoio e colaboração transversal entre níveis de governo, da mobilização de recursos financeiros públicos e privados, e de uma maior ambição em relação às metas de conservação estipuladas.  Processo de adesão Diversos atores são elegíveis para assinar o compromisso com a Declaração de Edimburgo, entre eles: 
  1. Governo subnacional, cidade, autoridade local signatária - por exemplo, Ministro, governador, prefeito, chefe de departamento, secretário municipal, secretário estadual, chefe de rede de cidades, etc.
  2. Apoiador de Estado Parte da Convenção sobre Diversidade Biológica (governos nacionais) - por exemplo Ministro, chefe de departamento, etc., dentro de um governo nacional parte da Convenção sobre Diversidade Biológica
  3. Outros apoiadores - por exemplo organização não governamental ou empresarial.
Entre os tipos de compromisso possíveis com a Declaração, constam o de signatário, que sinaliza comprometimento com a realização de ações transformadoras a fim de alcançar os objetivos definidos no quadro de biodiversidade global pós-2020, e o de endosso, para que representantes de governos nacionais, ou outras partes interessadas, possam declarar seu apoio aos compromissos e chamadas para a ação da Declaração de Edimburgo. A carta compromisso da Declaração de Edimburgo está disponível aqui. Os interessados em aderir devem seguir o passo a passo disponível neste documento. A equipe do ICLEI América do Sul está disponível para auxiliar neste processo. "Integração Biodiversidade e Negócios no nível estadual" O encontro faz parte de uma série de quatro webinars que contribuirão com o fortalecimento do papel dos governos locais na sistematização e implementação das perspectivas brasileiras para o Marco Pós-2020 da Biodiversidade. A série faz parte das atividades da iniciativa Post 2020 Biodiversity Framework, implementado pela Expertise France e financiado pela União Europeia no Brasil, e do Novo Acordo pela Natureza e para as Pessoas, campanha realizada em parceria entre o ICLEI América do Sul e a WWF-Brasil. Embora represente apenas 16% das terras do planeta, a América Latina e o Caribe detém 40% da diversidade biológica global. Seis dos 17 países megadiversos do mundo estão na região, além de 11 dos 14 biomas terrestres, o segundo maior sistema de recifes do mundo, mais de 30% da água doce disponível na Terra e quase 50% das florestas tropicais Esses dados mostram como a biodiversidade é uma oportunidade para o desenvolvimento e a produção sustentáveis e inovadoras na região”, aponta Geraldo Julio, que ressalta a importância do evento na caminhada rumo à COP15, fortalecendo o debate para que os governos locais da América Latina tenham voz e posição cada vez mais uníssona diante deste tema.  “A falsa dicotomia entre economia e meio ambiente não existe mais. Não há como se pensar mais em atividade produtiva e consumo se elas não tiverem preocupação com a biodiversidade e compromisso com a sustentabilidade e o futuro do planeta”, afirma Geraldo Julio. “Pessoalmente, eu represento um símbolo de que essa dicotomia é coisa do passado, exercendo simultaneamente o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e de presidente do ICLEI América do Sul, uma entidade que reúne governos locais pelo clima e sustentabilidade.” Confira o evento na íntegra aqui: [embed]https://www.youtube.com/watch?v=KEqTuAkFPOM&t=92s[/embed]]]>
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<![CDATA[adao-de-souzapbh-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/adao-de-souzapbh-aspect-ratio-313-350.jpeg Mon, 14 Jun 2021 16:07:49 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/adao-de-souzapbh-aspect-ratio-313-350.jpeg 400885 300469 0 0 <![CDATA[adao-de-souzapbh-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/adao-de-souzapbh-copia.jpeg Mon, 14 Jun 2021 16:07:49 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/adao-de-souzapbh-copia.jpeg 400886 300469 0 0 <![CDATA[Belo Horizonte reforça seu compromisso com o desenvolvimento baixo em carbono]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300469 Mon, 14 Jun 2021 16:07:49 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300469 No dia 9 de junho, a Prefeitura de Belo Horizonte aderiu oficialmente à campanha Race to Zero, agenda global que tem a meta de zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. A ação será um dos principais temas da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), que acontece em novembro em Glasgow, na Escócia. Com a adesão, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da capital mineira propôs a criação da “Belo Horizonte rumo à COP26”, um plataforma consolidada de agendas, eventos e ações que mobilizem, ao longo de 2021, esforços para impulsionar o combate à emergência climática. De acordo com o diretor municipal de Relações Institucionais, Hugo Salomão, a plataforma inclui, além da adesão à campanha Race to Zero, a realização de fóruns temáticos junto aos diversos atores locais e a estruturação da participação de BH na conferência.  O comprometimento com a campanha constitui ainda uma oportunidade para captação de recursos, investimentos e cooperação técnica e financeira, além da projeção internacional da cidade. Belo Horizonte e ICLEI Belo Horizonte é um dos membros mais antigos da Rede ICLEI na América do Sul. Associada desde 1993, BH foi a primeira cidade do continente a sediar o Congresso Mundial do ICLEI e, em 2013, 2014, 2016 e 2018, venceu o “Desafio das Cidades”, iniciativa concebida pela Rede WWF em parceria com o ICLEI para homenagear as cidades que estão se tornando mais verdes e caminhando em direção a um futuro sustentável.  Presente no evento, o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, exaltou o protagonismo que Belo Horizonte terá na jornada dos governos locais rumo à COP26, exercendo influência e pactuando com outras cidades brasileiras uma linha de ação conjunta.  Em parceria com o ICLEI, Belo Horizonte realiza diversos projetos em prol do meio ambiente e do desenvolvimento urbano sustentável, como o Interact-BIO, que elaborou um mapa de serviços ecossistêmicos da Região Metropolitana de Belo Horizonte e recentemente lançou um projeto demonstrativo para a implementação de Jardins de Chuva, solução que auxilia na recarga do lençol freático e preserva a biodiversidade; o Urban-LEDS II, que forneceu suporte técnico para o desenvolvimento de projetos financiáveis com foco no setor de energia, através do LEDS Lab; a sub-rede CITYFOOD; e a participação no Projeto CNPQ/MCTOnº23/2020, uma parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que criará uma ferramenta para auxiliar municípios de pequeno e médio porte (20 mil a 100 mil habitantes) na elaboração de seus próprios documentos climáticos, como a Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades à Mudança do Clima e o Plano Local de Ação Climática. Compromisso global Vice-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman foi o anfitrião do evento, realizado em conjunto com a Embaixada do Reino Unido no Brasil. Noman destacou que a capital mineira tem dado cada vez mais importância e protagonismo à sustentabilidade, já que os efeitos da crise climática estão afetando diretamente as grandes cidades do planeta.  Embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson ressaltou o engajamento de Belo Horizonte com o Acordo de Paris, reforçando o papel da cooperação internacional para o enfrentamento aos desafios climáticos. Além dos mais de 185 inscritos de todo o país que acompanharam o evento remotamente, participaram ainda da cerimônia o diretor da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) no Brasil, Carlos Mussi; o oficial de Parceria e Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável do Escritório de Coordenação da ONU no Brasil, Haroldo Machado; o High Level Climate Champion, Gonzalo Muñoz; o secretário de Meio Ambiente, Mário Werneck; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Beato; os secretários-adjuntos Jean Mattos (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Cristiane Serpa (Desenvolvimento Econômico); e o cônsul do Reino Unido em Belo Horizonte, Lucas Brown.   Sobre a Race to Zero A campanha reúne governos nacionais e subnacionais, empresas e instituições que se comprometem a promover uma recuperação global sustentável, resiliente e com zero emissão líquida de carbono até 2050, organizada pelo Secretariado de Mudanças Climáticas das Nações Unidas em preparação para a COP26. Até o momento, a campanha reúne 454 cidades, 1397 empresas e 569 universidades. No Brasil já aderiram São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Salvador e Ouro Preto, entre outras cidades. Sobre a COP26 A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26) é a principal cúpula da ONU para debater as questões climáticas,  e este ano tem pretensões ambiciosas e inclusivas, buscando acelerar a ação em direção aos compromissos do Acordo de Paris: frear o aquecimento global e impulsionar a transição a um desenvolvimento neutro em carbono.]]> 300469 0 0 0 <![CDATA[londrina-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/londrina-aspect-ratio-313-350-1.jpeg Mon, 21 Jun 2021 13:29:05 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/londrina-aspect-ratio-313-350-1.jpeg 400887 300470 0 0 <![CDATA[How Brazilian Cities Are Implementing Nature-Based Solutions]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300470 Mon, 21 Jun 2021 13:29:05 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300470 We live in a decisive decade for the preservation of biodiversity. Ecosystems support all life on Earth and the healthier they are, the healthier the planet will be – just like us, its inhabitants. The next 10 years will be crucial for environmental restoration, a measure that supports confronting climate change and saving one million species from extinction. 2021 is a significant year for the 15th Conference of the Parties (COP15) of the Convention on Biological Diversity (CBD) about international biodiversity agreements. Initially scheduled to take place in 2020, the conference was rescheduled due to the Covid-19 global pandemic and will be in a hybrid, virtual and face-to-face format in Kunming (China), between October 11 and 24, 2021. The World Environment Day global campaign, celebrated on June 5, marks the official start of the United Nations Decade of Ecosystem Restoration (2021-2030), which will aim to increase restoration efforts in degraded ecosystems by encouraging the adoption of efficient measures to combat the climate, food and water crisis and the loss of biodiversity. Recent studies, such as the one launched by the Global Adaptation Commission in 2019, outline a path to increasing the resilience of urban centers. Among the recommendations is the use of Nature-Based Solutions (SbN), which are efficient alternatives to urban challenges faced by local governments. The term Nature Based Solutions was coined by the International Union for the Conservation of Nature (IUCN) to define an umbrella concept that includes ecosystem restoration and conservation approaches, climate adaptation services, natural infrastructure, and natural resource management, among others. And despite the importance of combining urban development with sustainable actions, few cities in Brazil use Nature-based Solutions (SbN) to solve urban problems, even though the concept is considered one of the smartest forms of infrastructure and one that requires less maintenance. Thinking about this new scenario and allied to a more sustainable urban planning, the Metropolitan Regions of Belo Horizonte, Campinas and Londrina, will carry out infrastructure works to deal with urban challenges. These works are called Demonstration Projects and seek to implement a smarter infrastructure model and the possibility of transforming urban environments into better, more attractive places that provide greater well-being for people and the environment. Belo Horizonte e Contagem (Minas Gerais) In Belo Horizonte and Contagem, the Rain Gardens will be implemented, a solution that contributes to the runoff of rainwater, allowing the water to be filtered through vegetation and infiltrate into the soil. This type of solution helps recharge the water table, increases biodiversity, improves the local microclimate and air quality. When ready, the rain gardens will receive the planting of tree and shrub species to promote biological diversity and agroecological soil management. The works will be implemented at the Fazenda Lagoa do Nado Municipal Park (Belo Horizonte) and at Praça Presidente Tancredo Neves (Contagem).   For Mário Werneck, Municipal Secretary for the Environment of Belo Horizonte, the city is one of the few Brazilian capitals that has planning and a qualified technical body to implement actions capable of reducing the effects caused by climate change. “In line with the climate policy advocated by the UN Global Climate Conference, COP26, the city can become a reference for other cities in Minas Gerais, attracting investments in projects to reduce the emission of greenhouse gases”, he says. [caption id="attachment_14649" align="alignnone" width="556"] Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado (Belo Horizonte) | Picture: Maniva Produtora[/caption] [caption id="attachment_14651" align="alignnone" width="557"] Praça Presidente Tancredo Neves | Contagem (Belo Horizonte) Picture: Maniva Produtora[/caption] Campinas (São Paulo) Three Fauna Passages or Ecological Corridors will be implemented, bridges connecting two sides of highways, which allow wild animals in the region to use them as a path to circulate through green areas, avoiding being run over. This work not only protects the lives of animals, but also contributes to the balance of ecosystems, increasing the spaces for animals to reproduce and feed, increasing the quality of life of the surrounding environment. "This regional articulation in favor of environmental recovery, valuing ecosystem services and in defense of biodiversity to reconnect green areas of the MRC, through ecological corridors, is already a reference worldwide and brings us enthusiasm and hope in a moment of apprehension ”, says Rogério Menezes, Secretary of Green, Environment and Sustainable Development of Campinas. [caption id="attachment_14653" align="alignnone" width="556"] Campinas (São Paulo) | Picture: Maniva Produtora[/caption] Londrina (Paraná) In Londrina, the intervention will be carried out in the Cabrinha stream, located in a linear park, a reference for the population in the North Zone of the city. The project foresees the installation of rock structures to reduce the energy of the water that is drained by conventional rainwater galleries and the strategic planting of certain plant species that, through phytoremediation, can mitigate the diffuse pollution that affects the body of the river. 'Water. These solutions aim to prevent erosion and landslides on the banks, stop the siltation of the river, improve water quality and strengthen the linear park as a leisure space increasingly demanded by the population in its surroundings.   According to Marcelo Belinati, mayor of Londrina, these environmental solutions were proposed to preserve Lake Cabrinha. “Years ago, Lake Cabrinha was impossible for people to attend. It was dirty, ugly, dark, and completely silted up. So, a great job was done by the City Hall, it was de-silted, a walking path, benches, and playground were built and LED lighting was installed. Everything for the population to use the place again and she came back. Now, the demonstration project is going to seek occupation of people, but in such a way that there is environmental preservation. Londoner is privileged. There are more than 80 valley bottoms, 100 areas with streams and streams and our idea are that there is a balance between the city's development and environmental preservation”. [caption id="attachment_14655" align="alignnone" width="556"] Lago Cabrinha | Picture: Maniva Produtora[/caption] For Rodrigo Perpétuo, executive secretary of ICLEI South America, the start of the works is a moment of great representation and consolidation of the work developed by ICLEI. "The implementation of the demonstration projects represents an advance in the country's sustainable urban development path, as they drive the institutional strengthening of the participating regions, the implementation of Nature-based Solutions, the promotion of ecosystem services, and the sustainable urban development that thinks in a better future for everyone.” About the project The INTERACT-Bio Project is implemented by ICLEI and aims to improve the use and management of natural resources in fast-growing cities and the surrounding regions, mainly in relation to the provision of essential services for the daily lives of cities and, at the same time, time to improve the conservation of biodiversity and ecosystems. Funded by the German Federal Ministry for the Environment, Nature Conservation and Nuclear Safety (BMU) through the International Climate Protection Initiative (IKI). The project is also carried out in India and Tanzania. See here the launch videos for the beginning of the projects. ]]> 300470 0 0 0 <![CDATA[0225-skt-esg-main-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/0225-skt-esg-main-aspect-ratio-313-350.jpeg Fri, 18 Jun 2021 12:23:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/0225-skt-esg-main-aspect-ratio-313-350.jpeg 400888 300471 0 0 <![CDATA[0225-skt-esg-main-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/0225-skt-esg-main-copia.jpeg Fri, 18 Jun 2021 12:23:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/0225-skt-esg-main-copia.jpeg 400889 300471 0 0 <![CDATA[ESG: a sustentabilidade no centro das políticas públicas]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300471 Fri, 18 Jun 2021 12:23:10 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300471 Os critérios ESG - sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa - foram o tema central do Estadão Summit ESG, evento que reuniu líderes empresariais, acadêmicos e representantes do terceiro setor para aprofundar a discussão teórica e prática sobre o conceito, além de analisar o atual cenário do desenvolvimento no Brasil e propor soluções concretas para a realidade do país. Em um contexto no qual cidadãos, investidores e consumidores estão exigindo cada vez mais comprometimento ambiental, social e de governança tanto do setor público como do privado, os governos e as empresas precisam prestar contas das suas responsabilidades de forma precisa e transparente. O secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, foi convidado para o painel "Diversidade, Transparência e Eficiência", realizado nesta quinta (17 de junho). Nele, Perpétuo apresentou acordos internacionais estabelecidos na última década, como as Metas de Aichi, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris, reforçando o entendimento de que eles estabelecem um novo marco ético de ação não somente ao poder público, mas também ao setor privado e à sociedade civil. Para ter uma boa governança é preciso ter apropriação política da sustentabilidade. No caso dos governos, a sustentabilidade deve ocupar um papel central no processo de formulação de políticas públicas”, defendeu Perpétuo. Como base para a elaboração de políticas públicas, um governo necessita de dados científicos e informações fidedignas sobre o seu território e população. “Esses dados precisam ser disponibilizados para a sociedade civil organizada, que deve se apropriar dessa informação para participar do processo de formulação de políticas públicas e estabelecer as práticas ESG enquanto política”, completou. O termo ESG foi usado pela primeira vez em 2004, em um informativo do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial. Foi apenas em 2020, no entanto, que o conceito se popularizou, após a União Europeia publicar uma diretiva incentivando a adoção dessas políticas para os países do seu grupo.  Já a BlackRock, maior gestora de fundos globais, divulgou que todos os seus portfólios ativos e estratégias de consultoria estariam integradas a critérios ESG até o fim de 2020. A empresa acredita que há uma ligação direta entre o desempenho de uma empresa a longo prazo e o quanto ela incorporou em sua estrutura fatores ambientais, sociais e de governança, apostando que cada vez mais investidores buscam integrar informações e dados de sustentabilidade em seus processos tradicionais de investimento. Clique aqui para ler a política de integração ESG da BlackRock (em inglês), atualizada em maio de 2021. O painel contou ainda com a presença da diretoria da Global Reporting Initiative (GRI) no Brasil, Glaucia Terro, do vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Vivo, Renato Gasparetto, e da economista e consultora independente para Diversidade e Inclusão, Dulcejane Vaz. Confira o evento na íntegra aqui:  [embed]https://www.youtube.com/watch?v=7wrgcQ2JqSg[/embed]]]> 300471 0 0 0 <![CDATA[horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1-aspect-ratio-313-350.jpg Fri, 25 Jun 2021 13:41:52 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/06/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1-aspect-ratio-313-350.jpg 400890 300472 0 0 <![CDATA[horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1.jpg Fri, 25 Jun 2021 13:41:52 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/05/horta-comunitaria-vitoria-regia-curitiba-foto-foto-daniel-castellano-smcs-ciclovivo-1.jpg 400891 300472 0 0 <![CDATA[Cities and how important it is to build public policies for food systems.]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300472 Fri, 25 Jun 2021 13:41:52 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300472 ICLEI - Local Governments for Sustainability in alliance with FAO - United Nations Food and Agriculture Organization promoted, on May 18th, the event “Independent Dialogue on Food Systems in Latin American Cities”, as part of the process of preparing debates for the United Nations Conference on Food Systems 2021. In preparation for the September conference, the UN will bring together different sectors of society (subnational governments, representatives from the areas of science, business, politics, health and academy, as well as farmers, indigenous peoples, youth organizations, consumer groups, environmental activists and other related actors) to share their perspectives, challenges and solutions to the food security schedule. According to João Intini, Food Systems Policy Officer at the FAO Office for Latin America and the Caribbean, more than 380 dialogues have already been registered on the FAO platform and 280 have already been held, more than 380 dialogues have already been registered on the FAO platform and 280 have already been held, in the series of preparatory discussions for the conference. The Latin American edition was led by the city of Belo Horizonte, be part of the Steering Committee of the international network Milan Pact for Urban Food Policy (MUFPP), and will represent South America, together with the city of Rosario (Argentina), in the Committee for the next two years. During the opening of the event, the city made a presentation on “27 years of the Municipal Food and Nutrition Security Policy of Belo Horizonte: experiences for the strengthening of metropolitan food systems and emergency actions to face the effects of the Covid-19 pandemic”. Hugo Salomão França, Director of Institutional Relations of the Municipality of Belo Horizonte, states that spaces for dialogue between cities are increasingly essential for large metropolises to collaboratively build a more resilient future. "The pandemic context places the discussion on hunger in a very delicate place, without the articulation of local actions, we cannot fulfill the great global pacts for the execution and creation of effective public policies on the theme. The event also had four thematic discussion rooms coordinated by the cities of Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo and Lima, where representatives of municipal governments, states, civil society and the private sector can dialogue about the importance of subnational governments in global food systems and the need for cities and states to have access to public policies and financial resources, of cities and states have access to public policies and financial resources, demonstrating that without a multilevel construction involving different levels of government, private initiative and civil society, from planning to the execution of projects and actions, it will be more difficult to advance on policies that promote food security for all. The discussion rooms were attended by around 140 people from more than 50 cities in 11 countries in Latin America.  Rodrigo Perpétuo, Executive Secretary of ICLEI South America, recalls that of the 17 UN Sustainable Development Goals (SDGs), “at least ten are involved in food processes, health, gender equity, short market processes, sustainable systems and climate change”. Perpétuo also claims that with the consolidation of the circular development area of ​​action, ICLEI South America encourages the exchange of perspectives in cities that are committed to working to eradicate poverty and hunger. "We are attentive to the recommendations and continuity of processes that make it possible to implement actions with an urgent impact on the aspect of hunger." The dialogue emphasized the importance of subnational governments in building sustainable food systems garantirand ensuring that challenges, necessary actions and recommendations are well reflected in the position papers that will be taken to other instances of the United Nations Conference on Food Systems, and its main reflections and recommendations were: According to estimates made by ECLAC at the end of 2020, the drop in GDP was 7.7% in the Latin American region, whereas in previous years, between 2014 and 2019, it registered low growth of around 0.3%. Along with an economic contraction, there is always a social crisis and the one originated with the Covid-19 Pandemic will certainly be the strongest in the last 100 years, raising the number of people in poverty to more than 190 million from which 72 million are in extreme poverty in our region. In this context of rising social inequality, increasing unemployment rate and declining population's income, there is a serious escalation of food insecurity in the region's urban centers that must be tackled with structuring public policies. Given such a situation, we understand that the challenge will be faced in cities, as they are home to 85% of the people. Also in this context, international commitments are prescribed, such as the Milan Pact and the Glasgow Declaration, which are important global milestones that establish commitments and point out urgent practical actions that encourage the development of food systems aimed at promoting biodiversity, regeneration and ecosystem resilience, circularity, equity, access to healthy and sustainable diets for all, and the creation of resilient livelihoods for agricultural and food sector workers, thus contributing to the achievement of the Sustainable Development Goals. Therefore, we highlight the following recommendations to improve circular food systems in Latin American Cities: - Propose that the final declaration of the conference encourages member states to include local governments in their national policies, especially cities, providing them with financial and technical resources, as well as guidelines for the formulation of their local public policies; (impact indicator related to the corresponding SDG and at least 5% increase in the budget transferred to the municipalities for this purpose until 2030); - Creation of a cooperation program between cities, with the aim of highlighting best practices and disseminating replicable examples of local policies; (biennial program, covering at least 15 cities in the region per year, with impact indicators linked to the corresponding SDGs); - Include the healthy eating and sustainable food production agenda as a mandatory criterion for allocating funds related to the fight against climate crisis. Food Security According to the Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), since the 1996 World Food Security Summit (WFS), Food Security “at the individual, household, national and global levels, is achieved when all people, at all times, have physical and economic access to sufficient, safe and nutritious food, to satisfy your nutritional needs and preferences in order to lead an active and healthy life”.]]> 300472 0 0 0 <![CDATA[jesse-the-traveler-aspect-ratio-313-350]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler-aspect-ratio-313-350.jpg Wed, 30 Jun 2021 19:36:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler-aspect-ratio-313-350.jpg 400892 300473 0 0 <![CDATA[jesse-the-traveler]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler.jpg Wed, 30 Jun 2021 19:36:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler.jpg 400893 300473 0 0 <![CDATA[Projeto busca fortalecer financiamento climático junto a governos locais da Amazônia]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300473 Wed, 30 Jun 2021 19:36:13 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300473 Considerado um dos meios de implementação da agenda de mitigação e adaptação pela Convenção-Quadro das Nações Unidas de Mudança do Clima, o financiamento climático refere-se à execução de projetos e ações que visam reduzir as causas ou os efeitos da crise climática, compreendo recursos advindos dos setores públicos e privados, por meio de canais multilaterais, bilaterais, nacionais, regionais e privados. De acordo com dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Climate Funds Update, a América Latina e o Caribe receberam US$ 7,9 bilhões para financiamento climático em 2019, provindos de bancos multilaterais de desenvolvimento. Já o Brasil recebeu, entre 2003 e 2016, US$ 853,1 milhões, tanto de fontes multilaterais quanto de bilaterais. O território amazônico possui diversas iniciativas e articulações para promover o desenvolvimento sustentável. A agenda de financiamento climático em governos subnacionais da região, no entanto, tem recebido pouca atenção. Um mapeamento inicial das políticas e instrumentos em vigor nas capitais da Amazônia Legal brasileira evidencia que são poucas as cidades com uma agenda estruturada de mitigação e de adaptação.  Buscando reverter esse cenário, foi lançado o projeto “Financiamento para Ação Climática Local na Amazônia”, uma parceria entre o ICLEI América do Sul e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) que tem a intenção de incrementar o acesso à financiamento para a ação climática local na região da Amazônia Legal brasileira.  Representantes locais O projeto foi lançado em um webinar nesta terça-feira (29/06) que contou com a participação de 129 pessoas de mais de 54 localidades, incluindo membros das três esferas de governo, da academia, da sociedade civil e de organizações do terceiro setor. Presidente da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, Marcelo Thomé ressaltou a necessidade de conectar as demandas e oportunidades da região amazônica com fundos privados e empresas que queiram investir neste território. O Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Manaus, Antonio Stroski, lembrou que a capital do Amazonas tem sido palco cada vez mais frequente de eventos climáticos extremos como grandes cheias que atingem a zona urbana e comunidades ribeirinhas. “Um impacto evidente das mudanças do clima”, pontuou. Para o superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Viana, o desafio atual da região é superar uma economia guiada pelo desmatamento para atingir uma economia voltada para a valorização da floresta em pé, criando soluções adaptadas à realidade amazônica e voltadas para as pessoas e para a conservação do capital natural. “Temos urgência na construção de programas de resiliência a eventos climáticos extremos na Amazônia, que já estão acontecendo. A agenda de adaptação é extremamente relevante e é preciso fortalecer a capacidade das prefeituras elaborarem projetos capazes de dialogar com os mecanismos de financiamento internacional.” Amazonia Legal Composta pelos estados do Amapá, Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, a Amazônia Legal brasileira compreende 59% do território nacional, reunindo 772 municípios e aproximadamente 23 milhões de habitantes, dos quais 70% vivem em zonas urbanas. Entre as cidades da região, 19 são associadas ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia e Palmas faz parte da Aliança pela Ação Climática - ACA Brasil Gerente de Baixo Carbono e Resiliência do ICLEI América do Sul, Mariana Nicolletti citou a potencial contribuição do projeto para um desenvolvimento socioeconômico inclusivo e centrado nas pessoas na região. “Não podemos pensar em uma única solução para ser aplicada em todos os territórios, pois eles são heterogêneos. As soluções precisam ser pensadas de baixo para cima”, defendeu Nicoletti. “É preciso conhecer os desafios territoriais para debater modelos de desenvolvimento adaptáveis a cada um deles.” O projeto pretende ainda suprir a carência de mecanismos regionais para disseminação de conhecimentos e troca de experiências bem sucedidas, incentivando a cooperação e novos modelos de governança. Além de criar um espaço de diálogo entre cidades e instituições financeiras atuantes na Amazônia Legal, o projeto prevê a publicação de materiais sobre a elaboração de projetos climáticos financiáveis a serem publicados na plataforma subnacional Para o clima, capitaneada pelo iCS. Contribuição à NDC brasileira O Secretário Executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, destacou três aspectos que orientarão a implementação do projeto: a representação das cidades amazônicas; o estímulo à troca de experiências e cooperação intermunicipal; e a ambição climática. “A intenção deste projeto é dar luz às experiências dos municípios e permitir que as cidades amazônicas tenham mais um instrumento a seu favor em busca do desenvolvimento sustentável.” Perpétuo ressalta ainda a importância das cidades amazônicas ampliarem seu protagonismo na agenda climática internacional, por meio da atuação nas COPs (Conferência da ONU sobre Mudança do Clima) 26 e 27.  Para a Coordenadora do Portfólio de Política Climática e Engajamento do iCS, Marina Marçal, o crescente índice de desmatamento na Amazônia somado à necessidade cada vez mais latente por uma recuperação econômica verde e justa tornam os financiamentos para a região ainda mais atrativos. “Os atores subnacionais têm sentido a urgência de buscar recursos próprios para executarem projetos de ação climática. À medida em que as cidades aumentam potencial técnico para criarem projetos climáticos financiáveis, há uma contribuição direta para implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, já que as cidades são as grandes responsáveis pelas ações tanto de adaptação quanto de mitigação à mudança do clima.” Secretário Executivo Adjunto do ICLEI América do Sul, Rodrigo Corradi encerrou o evento reforçando a necessidade de compromisso político dos municípios amazônicos com a agenda climática. “Criar política é criar compromisso. Com muita satisfação iniciamos esse processo direcionado para apoiar as cidades da região a qualificar seus corpos técnicos e aceder aos financiamentos disponíveis para o território.” Entre os próximos passos do projeto estão a articulação com governos e organizações com atuação local na agenda climática, além de um encontro sobre compromissos políticos e um convite para as primeiras capacitações. Materiais Acesse a seguir as apresentações em Powerpoint realizadas durante o evento: Confira o evento na íntegra: [embed]https://youtu.be/YxosA5nHShE[/embed] ICLEI e Amazônia Desde 2019, o ICLEI América do Sul busca aprofundar sua atuação na região amazônica, estreitando relacionamento com atores e governos locais. Neste sentido, desenvolveu iniciativas e projetos para conhecer os desafios das dinâmicas urbanas deste território e pensar soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável com a manutenção da floresta em pé.  O Fórum de Cidades Pan-Amazônicas (FCPA), por exemplo, é um processo multi-ator que fomenta o diálogo horizontal e a troca de conhecimentos e experiências entre governos locais da região pan-amazônica. A iniciativa, facilitada por meio de uma parceria entre o ICLEI América do Sul, a WayCarbon e a Fundação Konrad Adenauer, por meio do Programa Regional de Segurança Energética e Mudanças Climáticas (EKLA), reúne representantes das pastas de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de cidades amazônicas do Brasil, Colômbia, Equador e Peru. ICLEI e financiamento climático Em relação ao financiamento para a ação climática local, entre as experiências que servem de referência para o projeto, destaca-se o LEDS Lab, iniciativa que desenvolveu uma metodologia para fortalecimento de capacidades e apoio para a estruturação de projetos financiáveis. A metodologia foi aplicada em quatro cidades - duas no Brasil e duas na Colômbia. Estão sendo instalados quatro projetos piloto de geração de energia solar e quatro centros educativos como demonstrativos do potencial em promover intervenções físicas nas cidades como desdobramento de um processo de aprendizagem e de maneira vinculada às políticas e compromissos climáticos.]]> 300473 0 0 0 <![CDATA[jesse-the-traveler-aspect-ratio-313-350-1]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler-aspect-ratio-313-350-1.jpg Wed, 30 Jun 2021 21:30:49 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler-aspect-ratio-313-350-1.jpg 400894 300474 0 0 <![CDATA[jesse-the-traveler-copia]]> https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler-copia.jpg Wed, 30 Jun 2021 21:30:49 +0000 https://americadosul.iclei.org/wp-content/uploads/sites/19/2021/07/jesse-the-traveler-copia.jpg 400895 300474 0 0 <![CDATA[Project strengthens climate financing with local governments in the Amazon]]> https://americadosul.iclei.org/?p=300474 Wed, 30 Jun 2021 21:30:49 +0000 https://americadosul.iclei.org/?p=300474 Local representatives The project was launched in a webinar this Tuesday (29/06) with the participation of 129 people from more than 54 locations, including members from the three spheres of government, academia, civil society and third sector organizations. President of the Porto Velho Development Agency, Marcelo Thomé highlighted the need to connect the demands and opportunities of the Amazon region with private funds and companies that want to invest in this territory. The Secretary of Environment and Sustainability of Manaus, Antonio Stroski, recalled that the capital of Amazonas has been an increasingly frequent stage of extreme weather events such as large floods that affect the urban area and riverside communities. “A clear impact of climate change”, he pointed out. For the superintendent of the Sustainable Amazon Foundation (FAS), Virgílio Viana, the region's current challenge is to overcome an economy driven by deforestation to achieve an economy focused on valuing the standing forest, creating solutions adapted to the Amazonian reality and focused on people and for the conservation of natural capital. “We urgently need to build resilience programs to extreme weather events in the Amazon, which are already happening. The adaptation agenda is extremely relevant and it is necessary to strengthen the capacity of city halls to elaborate projects capable of dialoguing with international financing mechanisms.” Legal Amazon Comprised of the states of Amapá, Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima and Tocantins, the Brazilian Legal Amazon comprises 59% of the national territory, comprising 772 municipalities and approximately 23 million inhabitants, of which 70% live in urban areas. Among the cities in the region, 19 are associated with the Global Pact of Mayors for the Climate and Energia e Palmas is part of the Climate Action Alliance - ACA Brasil. ICLEI South America's Low Carbon and Resilience Manager, Mariana Nicolletti cited the project's potential contribution to an inclusive, people-centered socioeconomic development in the region. “We cannot think of a single solution to be applied in all territories, as they are heterogeneous. The solutions need to be thought of from the bottom up”, defended Nicoletti. “It is necessary to know the territorial challenges in order to debate development models that are adaptable to each one of them.” The project also intends to make up for the lack of regional mechanisms for disseminating knowledge and exchanging successful experiences, encouraging cooperation and new governance models. In addition to creating a space for dialogue between cities and financial institutions operating in the Legal Amazon, the project provides for the publication of materials on the preparation of financeable climate projects to be published on the subnational platform Para o Clima, led by iCS. Contribution to the Brazilian NDC The Executive Secretary of ICLEI South America, Rodrigo Perpétuo, highlighted three aspects that will guide the project's implementation: the representation of Amazonian cities; encouraging the exchange of experiences and inter-municipal cooperation; and climate ambition. "The intention of this project is to give light to the experiences of the municipalities and allow Amazonian cities to have one more instrument in their favor in the pursuit of sustainable development." Perpétuo also emphasizes the importance of Amazonian cities to expand their role in the international climate agenda, through their participation in the COPs (UN Conference on Climate Change) 26 and 27. For the Coordinator of the iCS Climate Policy and Engagement Portfolio, Marina Marçal, the growing rate of deforestation in the Amazon, added to the increasingly latent need for a green and fair economic recovery, make financing for the region even more attractive. “Subnational actors have felt the urgency to seek their own resources to carry out climate action projects. As cities increase the technical potential to create financeable climate projects, there is a direct contribution to the implementation of the Brazilian Nationally Determined Contribution (NDC), since cities are largely responsible for both adaptation and mitigation actions to climate change.” Deputy Executive Secretary of ICLEI South America, Rodrigo Corradi closed the event by reinforcing the need for political commitment of Amazonian municipalities with the climate agenda. “Creating politics is creating commitment. We are very pleased to start this process aimed at supporting cities in the region to qualify their technical bodies and access the financing available for the territory.” Among the project's next steps are the articulation with governments and organizations working locally on the climate agenda, in addition to a meeting on political commitments and an invitation to the first training sessions. Check out the full event: [embed]https://youtu.be/YxosA5nHShE[/embed] ICLEI and Amazon Since 2019, ICLEI South America has sought to deepen its operations in the Amazon region, strengthening relationships with local actors and governments. In this sense, it has developed initiatives and projects to understand the challenges of urban dynamics in this territory and think of solutions capable of boosting sustainable development with the maintenance of the standing forest. The Pan-Amazon Cities Forum (FCPA), for example, is a multi-actor process that fosters horizontal dialogue and the exchange of knowledge and experiences between local governments in the pan-Amazon region. The initiative, facilitated through a partnership between ICLEI South America, WayCarbon and the Konrad Adenauer Foundation, through the Regional Program for Energy Security and Climate Change (EKLA), brings together representatives from the cities' Planning and Sustainable Development portfolios Amazon in Brazil, Colombia, Ecuador and Peru. ICLEI and climate finance Regarding financing for local climate action, among the experiences that serve as a reference for the project, the LEDS Lab stands out, an initiative that developed a methodology to strengthen capacities and support for the structuring of financeable projects. The methodology was applied in four cities - two in Brazil and two in Colombia. Four pilot projects for solar energy generation and four educational centers are being installed to demonstrate the potential for promoting physical interventions in cities as an unfolding of a learning process and linked to climate policies and commitments.]]> 300474 0 0 0